Acordei com algumas dores no corpo, principalmente na minha perna direita. Abri os meus olhos e logo encarei os olhos verdes do meu marido.
-Lucy...-ele aproximou-se de mim e agarrou na minha cara beijando-me-oh meu deus, eu pensei que nunca mais te veria meu amor.
-Eu...eu...-tentei falar, mas estava sem forças até para falar.
-Shhh...-ele colocou o seu dedo na minha boca calando-me-vai ficar tudo bem.
Harry deitou-se ao meu lado colocando a minha cabeça em cima do seu peito e eu acabei por adormecer outra vez.
Não sei quanto tempo se passou, mas quando acordei, acordei nos braços do meu marido. Senti o seu grande e forte braço a agarrar na minha cintura e eu mordi o lábio. Olhei para ele e os nossos olhos cruzaram-se mais uma vez.
-Estás bem meu amor?-Harry perguntou levantando o meu queixo.
-Tirando as dores da perna, estou bem-sorri beijando-o-os miúdos, onde eles estão?! Eles estão bem?! Eles magoaram-os?! Eles...
-Hey, calma...-ele sorriu-eles estão bem, todos estamos bem e tu também.
Eu sentei-me na cama e levei a minha mão à barriga e arregalei os olhos quando senti o seu tamanho. Olhei para a minha barriga e depois olhei para o meu marido tentando perceber alguma coisa.
-Estiveste a dormir durante seis meses-Harry suspirou coçando a cabeça.
-EU O QUÊ?!-gritei olhando para ele assustada.
Harry explicou-me que eu dormi durante tanto tempo, porque digamos que eu estava muito fraca, fraca de mais para me aguentar acordada e...
-Tu já estás bem-Harry sorriu-estás fora de perigo.
-O que queres dizer com isso?!-olhei para ele confusa-eu não estou a perceber, eu...
-Lembras-te daquela tua consequência por me teres rejeitado pela segunda vez?!-eu assenti-já nada te vai acontecer porque digamos que enquanto estiveste a dormir eu e os nossos filhos misturámos os nossos sangues com o teu e....e...e tu estás aqui.
-Isso é a sério?!-olhei para ele com lágrimas nos olhos.
-É verdade meu amor-ele abraçou-me e eu pousei a cabeça no seu ombro.
-De quantos meses estou?!-olhei-o nos olhos.
-Quase oito meses-arregalei os olhos com a sua afirmação.
-Meu deus...-sorri um pouco.
-Desde que caíste nesse sono profundo eu e o exercito andamos à procura daquela oferecida e dos seus capangas, ainda não os encontrámos, mas eu não vou descansar enquanto não os encontrar e castigá-los pelo que te fizeram.
-Promete-me que tens cuidado, que não te vais magoar-coloquei a minha mão no seu rosto.
-Eu prometo-ele sorriu assentindo.
-Amo-te-beijei-o.
-Tenho uma surpresa para ti-Harry sorriu-dá-me um minuto.
-Mas...-eu tentei falar, mas o meu marido saiu do quarto antes que eu pudesse dizer algo.
Minutos depois a porta do quarto abriu-se e de lá entrou o meu irmão, Dylan?!
-Dylan?!-senti as minhas lágrimas nos olhos-oh meu deus, és mesmo tu.
Ele veio até mim e abraçámo-nos. Eu já não via este miúdo há tanto tempo. Minha nossa.
-Oi maninha-ele provocou-me.
-Olá seu estúpido-ri ao lembrar que por mais anos que passassem nós ainda pareciamos umas crianças. Ele estava crescido, lindo. Ele estava alto, moreno, cabelos castanhos, olhos azuis e musculado. Ele estava perfeito.
-Estás tão lindo-sorri.
-Eu sou lindo-ambos rimos das suas palavras.
-Convencido-falei.
-Maluca-ripostou.
-Não sou nada-abanei a cabeça negativamente.
-Então diz-me...uma mulher que já tem três filhos e está grávida do quarto filho, não é uma pessoa maluca?-ele levantou uma sobrancelha.
-Pára seu tarado-bufei.
-Eu adoro-te-ele abraçou-me e eu sorri-como estás?!
-Estou bem-sorri encostando a cabeça nas almofadas.
-Sabes....?!-ele sentou-se ao meu lado-foi difícil segurar a mãe durante este tempo todo-ele sorriu um pouco-ninguém a conseguia segurar, só mesmo a tia Anne.
-Eu calculo que sim-eu assenti.
-Preciso de me levantar-falei já saindo da cama.
-Hey hey...-Dylan levantou-se-mas onde é que tu pensas que vais?!
-Preciso de ir fazer xixi-ri da sua cara-a não ser que consigas fazer isso por mim.
-Precisas de ajuda?-perguntou preocupado.
-Eu fico bem-assenti levantando-me e acostumando-me a andar outra vez.
Entrei na casa de banho e fiz o que tinha para fazer e quando me olhei ao espelho automaticamente coloquei a minha mão na minha barriga e sorri ao ver que ela já se encontrava grande. Minha nossa. Respirei fundo e saí da casa de banho e encontrei a minha mãe também no meu quarto.
-Oh meu deus-ela correu até ao meu encontro e abraçou-me deixando-me quase sem ar.
-Minha nossa, isso era tudo saudades?-sorri ao sentar-me na beira da cama.
-Tu não sabes o susto que nos pregaste a todos-falou ela sentando-se ao meu lado.
******
Depois de eu e a minha mãe passarmos quase a tarde toda a conversar, finalmente depois de eu tomar um banho desci juntamente com a minha mãe até à sala onde estavam todos.
-Mãe...-as gémeas correram até mim e abraçaram-me-tivemos saudades tuas-falaram com lágrimas nos olhos.
-Eu também meus amores-falei com lágrimas nos olhos.
-A tua barriga está enorme-falou Maggie colocando a sua mão na minha barriga.
-E um pouco gordinha-completou Megan.
-Tu não mudas mesmo, pois não?-ri das palavras da minha filha.
-Eu até sei o porquê dela estar assim tão feliz-Anne riu da cara da neta, Megan.
-O que é que vocês sabem que eu não sei?!-olhei de Anne para Megan.
-Nada mãe-Megan falou atrapalhada.
-Tens a certeza?-olhei para Megan.
-Quando o amor anda no ar-a minha mãe falou sorrindo.
-Parem-Megan olhou para as avós-vocês não sabem guardar um segredo?!-e com estas palavras saiu em direção à cozinha.
-Quero saber de tudo-olhei para Anne e para a minha mãe-e quando digo tudo, é tudo mesmo-sentei-me no sofá.
Ambas se sentaram no sofá ao meu lado e sorriram manhosas.
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Olá olá pessoas lindas do meu coração. Estão bem?! Ainda bem. Antes de mais quero pedir-vos muitas desculpas por já não publicar há muito tempo, mas com a escola eu não tenho tido muito tempo, mas prometo que esta semana haverão mais capítulos. Desculpem mais uma vez.
Obrigada!
Kiss ♥♥♥
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I Need You
LobisomemLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
