Dois dias já se tinham passado e eu já me encontrava cheia de dores e cheia de febre. Já tinha tentado tudo, tentado abrir aquela maldita porta, abrir aquelas janelas altas, mas nada consegui era impossível sair daquela porra. Já não comia ou bebia há dois dias, já os meus filhos estavam assustados, principalmente as gémeas e eu já não sabia o que fazer mais para os conseguir tirar daquele buraco. Eu serei assim tão má mãe? Uma mãe irresponsável?! Que nem proteger os seus filhos consegue?! Talvez, talvez eu seja isso tudo mesmo. Odeio estar nesta situação e não saber como sair dela, ainda por cima quando sei que os meus filhos estão em perigo. ARRRR se eu apanho aquela cabra nem sei o que lhe faço.
-Mãe...?-olhei para Maggie-tenho fome.
-Eu também mãe-foi a vez de Megan.
-Eu sei meninas, mas eu não sei o que fazer-suspirei olhando para as suas caras-nós vamos sair daqui eu prometo.
-E o pai?-foi Maggie outra vez-eu quero o pai.
-Vai tudo correr bem, eu....
Interrompi-me a mim mesma quando ouvi a porta do celeiro ser aberta. A muito custo levantei-me e dei de caras com aquela puta da Clarisse.
-O que é que tu queres?-fuzilei-a com os olhos-deixa-nos sair daqui-fui na sua direção, mas agarraram-me os braços-larguem-me-olhei para dois brutamontes que me agarravam.
-Não querida quem dita as regras aqui sou eu, lembras?-sorriu feita estúpida-vim aqui brincar um pouco contigo claro.
Olhei para ela confusa e quando dei por mim vi aquela otária a levar um par de estalos e quando olhei para quem tinha feito aquilo reparei que tinha sido a minha filha Megan.
-Tu nem te atrevas a tocar na minha mãe, ouviste sua vadia? Deixa-nos sair daqui agora.
-Oh minha queridinha só saírão daqui quando eu quiser e quando eu acabar de destruir a tua mãezinha.
-Isso nunca vai acontecer-desta vez falou Maggie aproximando-se.
-Nós não vamos deixar-foi a vez do meu filho Edward.
Quando dei por Edward já tinha saltado para cima daquela badalhoca e aqueles dois brutamontes largaram-me para ir ajudá-la. Aproveitei que eles estavam distraídos e puxei as gémeas para fora do celeiro, mas quando íamos a fazer isso eu ouço um tiro e o meu coração pára logo de imediato. Olhei para trás e vi que todos estavam quietos como se esperassem alguma coisa acontecer. Olhei para Edward, mas logo vi que estava bem, mas quando olhei para as gémeas o meu mundo desabou nesse momento. A Maggie não, não.
-Maggie...-corri até à sua beira e agarrei-a antes que ela caísse no chão-oh meu deus, não Maggie não me deixes-comecei a chorar desesperada agarrada ao corpo da minha filha.
-M...mãe...-agarrei na sua mão.
-Não fales meu amor-beijei a sua testa-tu vais ficar bem.
Megan aproximou-se de nós com lágrimas nos olhos e agarrou a mão da irmã.
-Sua cabra...-ouvi o meu filho-eu juro que te mato-atirou-se mais uma vez para cima daquela puta-a minha irmã ainda só tem 16 anos sua puta.
Encostou-a à parede, mas aqueles homens agarraram-no e eu só pensava que nunca mais sairíamos dali. Eu e Megan ajudá-mos Maggie a ir para um sítio mais confortável e deitámo-la em cima de um monte de palha.
-Acho que por hoje já me diverti o bastante-aquela cabra falou ao mesmo tempo que empurraram o meu filho para o chão e foram embora.
-Mãe tu consegues ajudá-la, não é?-perguntou Megan a chorar-eu não a posso perder.
-Deixem-me pensar por favor...-respirei fundo entre as lágrimas.
E então como um raio, lembrei-me de uma coisa. Eu podia ajudar a minha filha da mesma maneira que e ajudei a minha mãe quando ela quase morreu a dar à luz o meu irmão, fodasse como eu já tenho saudades desse miúdo. Olhei para os miúdos e depois para a minha barriga.
-Já sei...-falou o meu filho-tu podes ajudar a mana misturando os vossos sangues e....
-Mas para isso era preciso que a mãe estivesse grávida-falou Megan triste.
-Maggie...?-olhei para a minha filha-eu posso ajudar-te, mas vais ter de colaborar ok filha?
-Si...sim...-assentiu fraca.
Peguei no seu pulso e respirei fundo antes de o morder. De seguida mordi o meu e misturei os nossos sangues. Olhei para o ferimento dela e notei que estava a fechar-se lentamente, ou seja ela estava a curar. Eu fiquei contente, mas logo uma enorme vontade de vomitar me invadiu.
-Estás bem mãe?-perguntou Edward.
-Si...sim, não se preocupem-respondi.
Neste caso eu é que devia de estar preocupada. Eu estou grávida, a morrer e eu não devia de dar o meu sangue a ninguém, mas eu sou mãe e por esse mesmo motivo não consigo ver os meus filhos magoados ou feridos, não lhes consigo virar as costas. Senti uma tontura, mas aguentei-me sentada.
-Mãe...-era a voz de Maggie.
-Oh filha...-chorei agarrada a ela-tu estás bem?
-Sim graças a ti-sorriu abraçando-me.
-Mãe-Megan olhou para mim-tu...tu estás grávida-olhou para mim confusa.
Os meus filhos olharam para mim confusos e eu não tive como não lhes contar.
-Sim-assenti à sua pergunta-eu estou grávida.
-A sério?!-Edward olhou para mim-de quanto tempo?
-Quase um mês-suspirei.
-Então isso quer dizer que tu e o pai mesmo estando chateados um com o outro, vocês...-foi a vez da Megan.
-Vocês são malucos-falou Maggie-outro filho?! Mais um?!
-Parece que sim-encolhi os ombros.
-Mas não pareces contente-Edward olhou-me nos olhos.
-É complicado-falei
-Porquê?! Não querias ter mais filhos?-Megan olhou para mim.
-Não é nada disso-respirei fundo pela milésima vez-é que.....-contei-lhes tudo.
Contei-lhes que era um risco estar grávida e....fodasse eu sei que o Harry disse para eu esperar por ele para contar-mos os dois aos miúdos, mas eu não lhes consigo esconder mais e acabei por lhes contar tudo até mesmo que eu nem sempre fora um lobo tal como o pai deles era. Se eu iria morrer, então eu queria morrer com a certeza de que os meus filhos sabiam de tudo. Tudo mesmo.
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Olá olá pessoas lindas, o que acharam deste capítulo?! E o que acontecerá a seguir?! Será que Harry vai chegar a tempo de salvar a sua mulher e os seus filhos?! Para saberem mais terão de esperar pelo próximo capítulo!
Até lá!
Obrigada!
Kiss ♥♥♥
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I Need You
Hombres LoboLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
