Depois de ambos termos tomado um banho, vestímo-nos e encarámo-nos por uns segundos até que...
PUMMM....
Olhámos um para o outro assim que ouvimos um som parecido ao de um tiro vindo do andar de baixo. Saí disparada do quarto, mas quando estava prestes a descer as escadas Harry agarra-me no braço.
-Nem penses em descer-falou autoritário-seja o que for que esteja a acontecer, não quero que saias magoada-beijou a minha testa-fica aqui, estás mais segura.
-Mas e se....
-Mas e se nada...-empurrou-me para dentro do seu quarto-eu volto já.
Ele saiu do quarto e eu fiquei ali no seu quarto a andar de um lado para o outro sem saber o que fazer. Eu por um lado queria sair e saber o que estava a acontecer, mas por outro eu sabia que não devia de fazer isso porque eu estou grávida e não queria correr o risco de prejudicar o meu bébé. Ouvi alguns barulhos vindos do andar de baixo e percebi que eram as vozes da minha mãe e do Harry e ainda havia uma terceira voz. Eu conhecia aquela voz...era a voz do...oh meu Deus, era a voz do Mike. O meu coração estava acelerado, mas o que é que ele quereria?! Assustei-me quando houve um grande estoiro e logo a seguir um silêncio perturbador. Afastei-me da porta e sentei-me na cama e eu juro que o meu coração iria sair do peito a qualquer momento. Saí dos meus pensamentos quando o meu bébé começou a ficar agitado dentro da minha barriga, acho que ele está a sentir o meu nervosismo. Levantei a cabeça quando vi a porta do quarto ser aberta e por momentos sorri ao pensar que era o Harry, mas o meu sorriso logo morreu quando eu vi que era Mike. Levantei-me da cama e recuei alguns passos assustada.
-Olá amor...-falou sorrindo.
Ele estava tão diferente, nem parecia o mesmo Mike que eu conheci um dia. Os seus cabelos estavam despenteados, os seus olhos estavam vermelhos, parecia que estava sobre o efeito de drogas. As suas roupas estavam descuidadas, rasgadas e sujas de sangue. Meu Deus, mas o que é que se passou lá em baixo?
-V...vai embora-gaguejei.
-Oh minha princesa não precisas de ficar assim-falou com um sorriso maldoso no rosto enquanto se aproximava de mim-eu estou aqui e ninguém te vai fazer mal, acredita em mim.
Ele aproximou-se mais e eu recuei batendo com as costas na parede. Ele aproximou-se ainda mais e colocou a sua mão na minha cara acariciando-a e eu não consegui conter as minhas lágrimas. Vi o seu rosto se aproximar do meu ouvido e...
-Não importa se já te tocaram, nem se já estás usada, o que importa é que finalmente vais ser minha, que eu finalmente poderei sentir-te-sussurou no meu ouvido.
-NUNCA-gritei-EU NUNCA VOU SER TUA, PORQUE TU ÉS UM MONSTRO, ÉS UM CABRÃO.
Afastei-me dele e tentei sair do quarto, mas parei de imediato quando ouvi o gatilho de uma arma ser destravado. O meu coração acelerou ainda mais quando senti a arma encostada à minha cabeça.
-Acho que não vais querer sair daqui-ele beijou o meu pescoço ainda com a arma encostada na minha cabeça-não é princesa?-subiu os beijos até aos meus lábios e mais lágrimas desceram no meu rosto.
Simplesmente comecei a chorar enquanto as suas mãos passeavam pelo meu corpo. Ele puxou-me até à cama com brutalidade e deitou-se por cima de mim.
-Larga-me...-tentei sair dali enquanto chorava-deixa-me...VAI EMBORA SEU ESTÚPIDO-gritei, mas tudo o que recebi foi uma estalada.
-Ouve-me bem ó minha grandecíssima cabra..-colocou a arma na minha barriga e o meu coração nesse momento parou-ou fazes o que eu quero ou terei todo o prazer em acabar contigo e com o teu estúpido bébé, percebeste?
Mais lágrimas rolaram no meu rosto. Eu não posso perder o meu bébé, eu prefiro morrer do que perder o meu filho. Eu...eu...meu Deus...
-PERCEBESTE?!-gritou.
-Si...sim...-assenti temerosa pela minha vida e pela vida do meu bébé.
-Acho bem-respondeu grosseiramente.
Sem nunca afastar a arma da minha barriga ele beijou os meus lábios e desceu os seus beijos até ao decote da minha camisola e rasgou um pouco mais o decote até deixar o meu sutiã à mostra. Ainda tentei me debater, mas tudo o que eu fazia era em vão. Nada servia, nada resultava. Nada o fazia parar. Ele colocou as suas mãos nas minhas pernas, mas algo o fez parar...
-AFASTA-TE DELA...-era a voz do Harry.
Harry pegou em Mike pelos colarinhos e arrancou-o de cima de mim dando-lhe um murro no estômago e logo de seguida outro na cara. Eles começaram uma briga até que Mike acertou em cheio em Harry e este cai desmaiado no chão. Corri até ao seu corpo e coloquei a sua cabeça nas minhas pernas e comecei a chorar.
-Harry...-agarrei no seu corpo desesperada-por favor, acorda...levanta-te...-solucei-volta para mim...
Paralizei quando ouvi mais uma vez o gatilho da arma ser destravado. Engoli o choro a muito custo e lentamente virei-me para trás sem nunca largar o corpo de Harry.
-Levanta-te-ele ordenou, mas eu simplesmente continuei ali a olhar na sua direção agarrada ao amor da minha vida-não volto a falar-deu um passo na minha direção sem nunca desviar a arma de mim-EU DISSE PARA....
E o corpo de Mike foi projetado para trás quando um lobo se atirou para cima dele e ouviu-se um disparo e o meu coração parou. Eu só conseguia ver sangue no corpo de Mike e sangue no pêlo daquele lobo, que era igualzinho à minha mãe, mas eu lembro-me que a minha mãe quando se transformava tinha olhos azuis e não verdes como aquele lobo à minha frente. Anne, foi o meu primeiro pensamento. Só poderia ser ela, não é?! Eu não sei muito bem o que aconteceu a seguir, porque eu comecei a ver tudo a andar à roda e acabei por desmaiar ao lado do corpo do Harry.
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Olá olá pessoal, gostaram deste capítulo?! Quase vos matei de susto, não?! Desculpem, mas queria tentar criar um pouco de suspense.
Afinal, de quem é aquele sangue todo que Lucy viu antes de desmaiar? Será definitivamente de Anne, que lutou para proteger o seu filho e neto? Ou de Mike?
Dêem as vossas opiniões please :)
Obrigada!
Kiss ♥♥♥
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I Need You
Hombres LoboLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
