-Passa a bola, passa a bola-Leonardo falou quase saltando do sofá-idiota.
Eu só me conseguia rir das palavras dele, quando um jogador da nossa equipa perdia a bola ou então falhava a baliza. Ele era hilariante. Mas quando olhei para o ecrãm da televisão vi que tínhamos perdido.
-Cabrões do caralho-encostei-me no sofá e cruzei os braços.
Olhei para Leonardo e vi que desta vez ele é que se estava a rir da minha cara. Ele olhou para mim e ficou um pouco mais sério.
-Então...-começou a falar-estou a ver que já encontraste a tua fêmea e futura Luna da alcateia.
-Como sabes?-olhei para ele.
-Já não cheiras mal-ele riu-se de mim.
-Isso não tem piada-bufei-é horrível estar sempre com aquele cheiro agarrado a nós.
-E achas que eu não sei?-levantou uma sobrancelha-aconteceu-me o mesmo com a tua tia.
-Mas eu de certeza que estive mais tempo com aquele cheiro horrível-falei-eu estive três semanas a cheirar mal.
-Oh isso não é nada-ele encolheu os ombros-eu estive quatro meses.
-A sério?!-arregalei os olhos.
-Sim a sério-ele assentiu-a tua tia era teimosa e castigou-me por todo esse tempo.
-O que é que tu lhe fizeste?-fiquei curioso.
-Eu não lhe fiz nada, quer dizer...-negou com a cabeça-ela é que era uma maluca e virou-me as costas quando a procurei para a tornar minha e então como ela não me deu atenção eu beijei outra fêmea à sua frente para a irritar e ela ficou possessa.
-Eu se fosse ela, já te tinha partido em bocadinhos-falei rindo.
-Ela fez em picadinho depois, quando nos envolvemos-ele riu perverso-ela puxou-me até o seu quarto e disse que me ía mostrar que ela era melhor do que qualquer outra fêmea na alcateia e bem, foi aí a nossa primeira vez.
-Bem, eu sabia que a minha tia era maluca, mas nunca pensei que ela era assim TÃOOOO maluca-ambos rimos das minhas palavras e...
Ah pois...acho que ainda não vos contei, pois não? A Amy e o Leonardo são meus....meus tios, mas...bolas. A Lucy nem sonha de tal coisa, nem pode saber quer dizer, seria estranho porque na lógica nos somos primos e...esperem, nós não somos bem primos porque ela é adotada e não é filha biológica dos meus tios por isso...porra vocês percebem, não percebem? Isto é um pouco complicado e difícil de compreender, mas foi ela que me atraiu. Eu...eu ainda nem sei como lhe contar o meu verdadeiro eu e...bolas eu estou tão fudido.
-E então quem é a pobre coitada?-o meu tio riu.
-Bem,...-coçei a cabeça-a tua...tua filha.
-LUCY?!-ele gritou com cara séria-tu estás maluco ou quê? Se tu magoas a minha menina eu próprio me certifico que ficas sem bolas, percebeste?
-Ok ok...-assenti-eu não a vou magoar.
-Estou de olho em ti meu menino-ele afirmou.
-Eu sei, eu sei...-assenti.
-Sabes que lhe vais ter de contar o que realmente és, não sabes?-ele olhou para mim-ela vai notar algumas mudanças nela, efeitos secundários e...
-Sim, eu sei...-assenti-mas tudo a seu tempo, eu ainda preciso de pensar numa maneira de lhe contar.
-Eu percebo-ele assentiu-mas quanto mais rápido lhe contares, melhor.
-Eu sei...-concordei.
******
Estávamos a jantar quando aquele meu tio começa a falar em relações sexuais e métodos contracetivos.
-O uso do perservativo é muito importante-ele continuava a falar-por causa das doenças sensualmente transmissíveis e para que a mulher não engravide e...
-Pai já podemos parar com esta conversa?-Lucy bufou-já me está a dar vontade de vomitar só de ouvir isto.
-Mas isto são informações muito importantes e...
-E caso não tenhas reparado, eu andei na escola-continuou ela-e eu dei essa matéria, está bem? Não preciso de um papagaio a lembrar-me sempre disso-ela bufou outra vez.
-Acho que a Lucy tem razão-a minha tia falou colocando a sua mão por cima da do meu tio e sorriu.
-Mas ela ainda é uma criança-o meu tio olhou para a filha-ela ainda nem devia de fazer estas coisas e...
-Leonardo...-a minha tia abanou a cabeça em divertimento-deixa os miúdos-ela riu.
-Eu deixo-bufou amuado fazendo a minha tia rir.
-Não te preocupes-eu falei-eu vou tratar muito bem da vossa filha-sorri assentindo.
-Espero bem que sim-o meu tio continuou-porque depois quem sofre são as tuas ferramentas-referiu-se ao meu amiguinho.
-Ok ok-rendi-me.
Depois do jantar eu e a Lucy subimos para o quarto dela e assim que fechei a porta, agarrei na minha pequena e beijei os seus lábios. Ela enlaçou as suas pernas nos meus quadris e subiu a minha camisola arrancando-a do meu corpo logo a seguir. Peça por peça foi parando em qualquer sítio do quarto. Ambos caímos na cama já nus e...
-Ahhh...-ela ofegou quando eu entrei nela ainda que devagarinho-Ha...rry...
-És...minha...só minha-beijei o seu pescoço enquanto entrava e saía dentro dela.
-Amo-te...tanto...-ela beijou-me com desejo.
-Eu amo...mais...-cheirei o seu pescoço e desci os beijos até os seus seios e voltei a beijar os seus lábios logo a seguir.
Posso garantir-vos que fizemos amor uma boa parte da noite eheheh, mas a minha pequena ficou cansada porque bem, se ela fosse um lobo aguentaria mais, mas como não é, pelo menos por agora, não aguenta tanto esforço físico. Pela segunda vez hoje, caímos na cama exaustos depois de tanto esforço. A minha foquinha beijou o meu peito e deitou a sua cabeça no meu mesmo enquanto eu lhe beijava os seus cabelos e a puxava mais para junto do meu corpo.
-És a coisinha mais deliciosa que eu já tive na minha vida-falei.
-Agora virei bolo?-olhou para mim e sorriu.
-O meu preferido-beijei os seus lábios e continuámos ali em silêncio até a sua respiração se tornar tranquila.
Acho que ela já estava a dormir.
E agora?! Como é que eu lhe vou contar o que realmente sou?! Eu estou tão lixado com a minha vida. Deus...
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I Need You
WerwolfLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
