Já se tinham passado dois dias e ainda não tinha recebido nenhum telefonema do meu marido nem do meu filho. A cada dia, a cada hora, a cada minuto e a cada segundo que passa eu fico mais preocupada com o que pode ter acontecido ou o que pode vir a acontecer. Eu não sei nada deles. Não sei se eles estão bem, não sei se eles estão magoados, não sei se precisam de ajuda, se estão a voltar para casa ou se ainda estão nesta maldita guerra estúpida e descontrolada. Eu só quero que eles voltem para casa sãos e salvos. Não é pedir muito, pois não? Eu só quero o meu marido e o meu filho de volta. Meu deus.
Sentei-me na cama e olhei para o relógio ao meu lado na mesinha de cabeceira e eram precisamente 10:00 horas da manhã. A muito custo levantei-me da cama, vesti o meu roupão, calcei os meus chinelos e fui até à casa de banho onde fiz a minha higiene matinal e logo de seguida desci até ao andar de baixo e fui até à cozinha tomar o pequeno almoço. Quando cheguei à cozinha encontrei a Anne, a minha mãe e as minhas filhas a tomarem o seu pequeno almoço enquanto conversavam.
-Bom dia-falei assim que me sentei na cadeira que se encontrava no meio das minhas filhas.
-Bom dia querida-as duas mulheres mais velhas falaram ao mesmo tempo.
-Bom dia mãe-falaram as minhas meninas.
-Como estás filha?-perguntou a minha mãe.
-Nada bem-falei suspirando-tenho tido algumas dores e não tenho dormido nada em condições. Estou tão cansada.
-Eles vão voltar querida-foi a vez de Anne.
-Espero que sim-olhei para ambas-já começo a perder a esperança do seu regresso.
-Não digas isso mãe-falou Maggie.
-Eles vão voltar porque eles são fortes-foi a vez de Megan.
-Desculpem meus amores-eu não devia de dizer estas coisas à frente das minhas filhas, eu tenho de ser forte por mim e por elas-vocês têm razão, eu é que estou um pouco alterada com tudo isto que já nem sei o que digo.
-Só tens de manter a calma-falou Anne-eu sei que é difícil, mas nada é impossível.
-Eu sei, desculpem-falei.
Enquanto elas conversavam sobre diversas coisas eu ía tomando o meu pequeno almoço, quando fui disperta dos meus próprios pensamentos quando o telefone de casa começou a tocar. Todas nos entreolhámos, acho que pensámos todas no mesmo:neles. O meu coração acelerou e encheu-se de esperança outra vez. Quase que de imediato no meu rosto apareceu um sorriso e eu logo me apressei a ir correr a atender o telefone.
#chamada on#
-Harry...?-apressei-me a atender-Harry és tu? Como estás?
Não se ouvia nada do outro lado da linha e o meu coração parecia que ía sair do meu peito a qualquer momento. Meu deus isto não me pode estar a acontecer, não pode.
-Mãe....-oh meu deus.
-Oh meu deus-levei a mão à boca e comecei a chorar-meu amor como é que tu estás? Eles magoaram-te?
-Eu estou bem mãe-ele afirmou-mas....
-Mas...? Mas o quê...?-comecei a tremer de nervosismo-o teu pai Edward? Onde ele está?
Mais uma vez aquele silêncio.
-Edward por favor...-sussurrei-diz-me que ele está bem pelo amor de Deus.
-Ele...ele está bem mãe-ele falou e eu fiquei um pouco mais aliviada.
-Venham para casa então, já chega disto-mais lágrimas rolaram pelo meu rosto.
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I Need You
Manusia SerigalaLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
