Antes de começarem a vossa leitura, queria dedicar este capítulo é minha best(a), espero que gostes ♥♥♥
Depois de ir levar as minhas filhas à escola fui direta para o orfanato onde a esta hora os miúdos já deviam de estar à minha espera. Estacionei o carro no pátio cá de fora e mal entrei no orfanato fui "atropelada" por um grupo de crianças.
-Lucy...-gritaram o mesmo tempo.
-Hey olá meninos-sorri olhando para as suas carinhas-então já tomaram o pequeno almoço?
-Sim...-responderam em uníssono.
-Então vão lá brincar-sorri para todos.
-Mas tu não vens brincar connosco?-perguntou a pequena Maria, com apenas 5 aninhos.
-Oh meus amores...-baixei-me para ficar da altura de todos-é claro que eu vou brincar com vocês, mas mais tarde porque agora tenho de fazer umas coisas chatas que os adultos fazem-bufei e todos riram.
-Prometes que depois brincas connosco?-voltou a perguntar.
-Prometo-cruzei os meus indicadores e beijei os mesmos-vá, agora vão lá.
Os miúdos foram para o jardim das traseiras e eu aproveitei e fui para o escritório que era ao lado da sala daquele orfanato. Entrei no mesmo e coloquei as minhas coisas no pequeno sofá e sentei-me em frente à secretária onde estive durante três horas a ler e a assinar documentos de crianças que iriam ser transferidas de outros orfanatos para aqui. Estava tão concentrada que só saí dos meus pensamentos quando bateram à porta.
-Sim...?-olhei para a porta.
-Posso...?-era a Gabriela, uma menina de 16 anos.
-Claro querida-assenti sorrindo-o que se passa? Estás com uma carinha...
-Posso falar contigo?-perguntou sentando-se na cadeira em frente.
-Claro que sim-assenti.
-Achas?! Achas que algum dia vou ter pais?-vi lágrimas nos seus olhos.
-Oh não Gabi, não digas isso...-levantei-me e sentei-me na cadeira ao seu lado-isso não é verdade, é só que...
-Exatamente...-ela suspirou-nem tu sabes o que dizer, não é?! Eu já percebi que nasci para ser infeliz e esquece é melhor ir embora....-ela levantou-se.
-Gabi...-levantei-me e respirei fundo-eu um dia também já fui como tu.
-Como eu?-ganhei a sua atenção-como assim como eu?!
Respirei fundo e olhei-a nos olhos.
-Eu também tinha uns dias depois de nascer quando os meus pais me deixaram à porta de um orfanato...-merda, eu não sabia que tocar neste assunto ainda me doía, mesmo já sabendo quem eram os meus pais biológicos-.....percebeste agora?-contei-lhe a minha história.
-Isso é verdade?-ela olhou para mim confusa-eu pensei que...desculpa.
-Não tens de pedir desculpa-encolhi os ombros sorrindo-independentemente do que acontecer lembra-te que nunca estiveste sozinha, podes não ter pais agora, mas sempre tiveste amigos em quem confiar, toda a gente aqui no orfanato te ama, incluindo eu-abracei-a e ela retribuiu-nunca te esqueças disso.
-Obrigada Lucy...-ela abraçou-me outra vez com lágrimas nos olhos-és como uma mãe para mim e tens sorte em teres encontrado uns pais que te amassem.
-Tu também vais encontrar-assenti.
-Talvez um dia...-ela encolheu os ombros-obrigada.
Ela saiu do escritório e eu por momentos senti a sua mágoa. É certo que eu não me lembro muito bem de estar num orfanato pois eu só lá estive durante dois anos até os meus pais me adotarem, mas é sempre muito triste sermos abandonados pelos nossos próprios pais. Enfim, o que passou passou e o que interessa é o que está a passar. Saí dos meus pensamentos com o meu telemóvel a tocar dentro da minha mala. Peguei nele e vi que era o número da escola das minhas filhas.
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I Need You
Hombres LoboLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
