Quatro meses se passaram, quatro meses que já não via a minha Luna. Não tinha notícias dela nem nada que se parecesse. Eu agora estava em casa da minha tia Amy com os meus pais, já os meus avós não quiseram vir por causa do que acontecera no passado, por isso resolveram ficar em minha casa. E a minha irmã, a Gemma, foi viver para casa do seu macho há três meses atrás e a minha mãe chorou copiosamente pela ía da minha irmã, mas tenho que admitir que para uma mãe nunca é fácil deixar os seus filhos partirem seja por que motivo for. Hoje íamos almoçar aqui em casa dos meus tios porque digamos que a minha ainda estava em baixo pela sua filha ter ido embora.
-OLÁ TIA LINDA DO MEU CORAÇÃO-gritei assim que entrei na cozinha.
-Olá meu querido-a minha tia sorriu, mas notava-se o quanto estava magoada.
-Ora o que nós temos aqui?-olhei para dentro dos tachos e respirei aquele aroma bom-humm este cheirinho está a abrir-me o apetite.
-Seu guloso-ela riu.
-E então como está o meu priminho?-coloquei a minha mão em cima da barriga de oito meses da minha tia.
-Está bem e muito irrequieto-os seus olhos brilharam desta vez.
-Já sabes que nome dar?-perguntei.
-Já tenho alguns em mente-ela falou sorrindo.
-Sempre podes chamar-lhe Harry-ambos rimos-é um nome bonito.
-Eu sei meu amor-ela sentou-se numa cadeira-mas eu estou indecisa entre o nome Alfie e Dylan.
-São os dois muito bonitos, mas eu continuo a preferir Harry-ri.
-Seu tolo-ela deu-me uma palmada no ombro.
Vi que a minha tia ficou a olhar para mim uns segundos e depois baixou a cabeça fazendo o seu sorriso desaparecer. Peguei na sua mão e ela olhou para mim e deu um sorriso fraco.
-Ela está bem-falei tentando acreditar nas minhas próprias palavras.
-Eu preciso tanto dela-a minha tia suspirou-sobretudo agora que sei que tenho os meus dias contados-vi lágrimas nos seus olhos.
-Não fiques assim tia-levantei-me e abracei-a-a Lucy só está numa fase má e ela só precisa de uns tempos para pensar e...
-Eu percebo isso tudo, mas...-suspirou levantando-se-mas ela não nos veio visitar uma única vez, será que ela já se esqueceu de mim? De nós? Eu preciso de falar com ela, eu não consigo esperar mais tempo.
-Tia...ela quando quiser ela vem e....
-E se ela vier tarde de mais?-mais lágrimas no seu rosto-e se ela vier quando eu já não estiver aqui?
-Isso não vai acontecer-abracei-a.
******
Acabámos de almoçar e a minha tia ainda mal havia tocado na comida. Olhei para a minha mãe e esta suspirou.
-Mana anda comigo-a minha mãe puxou a minha tia para fora da mesa e ambas foram para o andar de cima.
Eu levantei-me da mesa e peguei no meu telemóvel e por uns instantes pensei em fazer aquilo que ansiava fazer há quatro meses atrás: ligar à minha fêmea.
#chamada on#
-Olá...-falei enquanto ía para o jardim.
-O..olá-ela gaguejou.
-Eu estou a ligar-te porque...porque a tua mãe precisa de ti-coçei a cabeça.
-Eu...eu agora estou ocupada e...e não posso ir e....
-Pára de arranjar desculpas Lucy...-interrompi-a-a tua mãe e o teu irmão estão em risco de vida e tu só te preocupas contigo? Pára para pensar um bocadinho por favor...
-Como assim...em risco de vida?-perguntou preocupada.
-Anda cá a casa e eu explico-te tudo, mas por favor anda-implorei-pelo teu irmão.
Ouve um silêncio durante uns segundos...
-Está bem...eu vou.
-Obrigada.
Ela desligou o telemóvel.
#chamada off#
Meu Deus eu estava tão nervoso. Já não via a minha menina há quatro meses e o meu coração estava tão acelerado que eu ía jurar que ele iria saltar do peito a qualquer momento. Alguns minutos depois ouvi um carro e apressei-me a abrir a porta de entrada e vi Lucy a descer do seu carro e eu fiquei boquiaberto, ela estava diferente, mas eu não sabia explicar como. Sei lá...ela estava mais...mais gordinha e bonita, ela estava mais atraente.
-Já me podes explicar o que se passa?-ela olhou para mim.
-Vamos até ao teu quarto-puxei-a até o mesmo.
Entrámos e ficámos de frente um para o outro e olhando nos olhos um do outro. Os seus olhos transmitiam mágoa, raiva e ódio ao mesmo tempo e eu senti-me mal por isso...
-Vais falar hoje ou vamos ficar aqui a olhar um para o outro até amanhã?-perguntou irritada.
-Ah pois...-saí dos meus pensamentos-como te disse ao telemóvel a tua mãe está em risco de vida tal como o teu irmão porque...porque...
-Porquê otário-ela quase gritou-fala de uma vez por todas.
-Na última ecografia que a tua mãe fez notaram que algo estava mal e descobriram que como a tua mãe teve aquele problema para engravidar ela...ela tem 97% de probabilidades de morrer no parto e...
-Isso não é verdade-ela sentou-se na cama levando a mão à boca-diz-me que isso não é verdade-ela olhou para mim com lágrimas nos olhos.
-Desculpa...-sentei-me ao seu lado na cama.
-Mas porquê que ninguém me disse que a minha mãe estava assim?-olhou para mim.
-Tu própria disseste que já não eras filha dela e...
-Então porque me ligaste?-vi as suas bochechas ficarem vermelhas de raiva.
-Porque a tua mãe não pára de falar de ti, porque a tua mãe está a sofrer desde o dia em que te foste embora, porque a tua mãe precisa de ti, porque a tua mãe ama-te apesar de tudo-falei sem respirar.
Vi que ela suspirou e olhou para mim a seguir.
-Posso vê-la?-perguntou.
-Claro-assenti-ela está no quarto com a minha mãe.
-Ok...-ela assentiu levantando-se e saindo do quarto.
Ah Lucy se tu soubesses o quanto eu te amo, o quanto eu te desejo e o quanto eu adorei ter-te aqui hoje ao meu lado...e se soubesse onde eu estarei daqui a dois dias...naquele maldito extermínio. Amo-te tanto meu amor.
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Bem meus leitores lindos e fofos aqui está mais um capítulo, espero que tenham gostado.
E que tal ajudar-mos a Amy a escolher o nome do filho?! Quem vota em Alfie? E quem vota em Dylan? Vá votem já...
Obrigada!
Kiss ♥♥♥
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I Need You
Hombres LoboLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
