-FODASSE-gritei ao mesmo tempo que revirava o meu escritório de pernas para o ar-ARRRR.
Eu estava todo descontrolado. Aquela vadia vai pagá-las, ela não devia de se ter atirado para cima de mim, ela não devia de ter insinuado que alguma vez eu e ela tivemos alguma coisa, ela não podia ter dito nada daquelas merdas, não à minha mulher. Eu nunca, mas NUNCA trairia a minha mulher, a minha doce Lucy. Porque é que ela não acreditou em mim?! Eu pensei que ela já me conhecesse, afinal sou o seu marido, o pai dos seus filhos, o amor da sua vida. Arrrr....se eu apanho aquela gaja da Clarisse eu juro que a desfaço toda, em pedacinhos. Olhei para todo o meu escritório e já não sobrava nada que estivesse no sítio. As coisas que ainda ontem estavam em cima da secretária estavam agora espalhadas pelo chão, o computador estava partido, a cadeira no chão, os pequenos sofás que estavam encostados à parede estavam virados ao contrário, as folhas, os papéis, os documentos estavam espalhados por todo lado e até os quadros das paredes estavam alguns caídos e outros estavam tortos. Eu estava a dar em maluco com toda esta merda. Como é que eu iria aguentar a minha vida, ou o que resta dela, sem a minha Lucy?! E a Lucy?! Ela não iria conseguir aguentar-se muito tempo sem mim....ela...ela vai acabar por morrer e...e...isso não pode acontecer...eu não a posso perder... Olhei para os meus pés e no chão encontrei uma fotografia onde estavam eu e a minha mulher com os nossos filhos ainda pequeninos. O Edward nesta fotografia ainda tinha onze anos e as gémeas tinham apenas seis. Eu lembro-me tão bem deste dia. Era dia da mãe e os miúdos resolveram fazer uma pequena surpresa à mãe e decidiram ir tirar fotografias. Eu lembro-me de cada sorriso, de cada gargalhada, de cada beijo, de cada abraço, de cada palavra dos miúdos e da Lucy. Eu não sou capaz de viver sem eles, isso é impossível, eu jamais conseguiria tal coisa. Baixei-me e apanhei a fotografia e sentei-me no chão. Olhei para os sorrisos de cada um e senti as minhas lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Eu amo-os tanto meu deus, não me façam perder as pessoas que eu mais amo nesta vida...por favor....
Depois de estar a manhã toda trancado no escritório sem trabalhar, simplesmente a olhar para aquela fotografia, resolvi sair daquele lugar e ir dar uma volta para espairecer as ideias. Não sei porquê nem como, mas quando dei por mim eu tinha acabado de estacionar o carro em frente a uma loja de conveniência e quando saí de lá tinha uma garrafa de whisky em mãos. Enquanto conduzia não sei para onde, bebia todo o conteúdo daquela garrafa e mais uma vez quando dei por mim já estava em casa, na minha casa e digamos que eu já mal conseguia ver um palmo à minha frente. Abri a porta de casa e enquanto me dirigia para a cozinha tinha de me agarrar às paredes e aos móveis porque se não acabaria por cair. Quando entrei na cozinha vi a minha família a almoçar toda junta e eu não pensei duas vezes em ir ao encontro da minha mulher pegar nela e encostá-la à parede beijando-a, mas tudo o que recebi de volta foi um estalo que me fez virar a cara para o lado.
-Eu...amo-te....meu amor...-agarrei nos seus ombros-és a vida da minha mulher-abanei a cabeça-quer dizer, és a mulher da minha vida-já eram os efeitos do alcóol-não me deixes...Lucy...eu sou o teu homem....o homem da tua vida....
-Tu és é um....-não a deixei acabar.
-Sou um cabrão que já fez e continua a fazer muita merda, sim eu sei, eu sou tudo isso...-babei-me ao falar-mas nunca te traí....sou a porra da merda do homem que te ama e....que não conseguirá viver sem a sua fêmea....sem ti.
-Tivesses pensado nisso antes de fazeres esta borrada-a minha mulher falou a chorar-e não me chames de tua mulher, eu já não o sou-ela empurrou-me.
Caí de joelhos no chão e agarrei-me às suas pernas a chorar totalmente desesperado.
-Se te separares de mim, se me rejeitares mais uma vez....-olhei nos seus olhos-desta vez as consequências não serão minhas....mas sim tuas....
-Como assim?!-perguntou confusa.
-Podes acabar por morrer e....
-Prefiro morrer do que estar casada com um homem que trai a mulher-gritou a chorar.
-MÃE...-os miúdos falaram todos ao mesmo tempo preocupados com o rumo daquela nossa conversa.
Eu rapidamente me levantei e agarrei na cara da minha mulher e olhei-a nos olhos.
-Cala-te-ordenei-não digas uma merda dessas Lucy-gritei-e os teus filhos?! Já pensaste neles?! Claro que não, tu só estás a pensar em ti mesma. Os miúdos não te podem perder, não podem perder a mãe deles. Pensa Lucy, pensa...
Lucy olhou para os filhos e depois para mim e baixou a cabeça chorando. Notei que ela respirou fundo e só depois falou.
-Segunda entro em contacto com o meu advogado para entrar-mos com os papéis do divórcio-depois destas palavras ela empurrou-me saindo da cozinha.
-Pai...-as gémeas agarraram-se a mim e choraram-não vás embora, não nos deixes-choraram ainda mais.
-Eu não vos vou deixar, NUNCA-abracei-as e beijei a testa de cada uma-independentemente do que acontecer vocês serão sempre os meus filhos e eu amo-vos muito.
-Pai...?-olhei para cima para a direção do meu filho Edward-tu não traiste a mãe, pois não?
Levantei-me e olhei nos olhos do meu filho.
-Eu amo demasiado a vossa mãe para a trair, eu seria incapaz de fazer tal coisa com ela e....-contei tudo aos meus filhos, desde o início, desde o dia em que aquela vadia apareceu para arruinar o meu casamento.
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Olá olá mais uma vez pessoas lindas do meu ♥. E então, gostaram?! Ainda bem.
Ao que parece a nossa Lucy ainda quer andar com o divórcio para a frente. Será que eles vão separar-se ou algo vai acontecer primeiro?! Vamos esperar para ver ;-)
Obrigada!
Kiss ♥♥♥
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I Need You
Hombres LoboLucy era uma rapariga comum como todas as outras. Ela tinha 19 anos e vivia com os seus pais adotivos em Londres. Lucy era uma rapariga bonita, de cabelos castanhos, olhos verdes, magrinha, mas era uma miúda muito rebelde e muito teimosa, mas lá no...
