A pior das notícias

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Minha mãe me acorda cedo e manda eu me vestir e me arrumar. Enquanto eu faço o que ela pediu, vou levando um sermão sobre o que aconteceu ontem. Reviro meus olhos e termino de vestir meu vestido.

- Pronta para a aula? – Pergunta ela depois de seu enorme discurso sobre a educação das princesas.

- Sim... – Respondo com tédio.

Saímos de meu quarto, passamos pelo enorme corredor dos quartos, descemos as escadas e fomos até o segundo andar, depois seguimos por mais um corredor e entramos em uma sala com uma mesa cheia de pratos e talheres, uma enorme janela que iluminava todo o lugar, e, na parede, algumas estantes. Estou na sala da aula de etiqueta.

- Sirva-se como uma dama. – Fala a minha mãe.

Dou um sorriso falso. Todas as manhãs são assim. Eu como o meu café da manhã praticando aulas de etiqueta.

Olho para todos aqueles pratos e pego o menor, ando devagar até onde estão servidas as comidas. Pego um garfo e me sirvo de alguns pães redondinhos e sento-me. Estou prestes a colocar a comida na minha boca, mas minha mãe dá um tapinha em minha mão, me interrompendo.

- O que foi agora? – Pergunto.

- Coma com o garfo e a faca. – Diz ela.

- Sério?! Meu Deus! É um pão, posso muito bem comê-lo com as mãos.

- Faça o que eu estou mandando.

Relutante, faço o que ela me mandou. Depois de comer, dirijo-me até as aulas de música, pintura e por último, crochê. Como eu odeio crochê, exige muita paciência e eu tenho pouca, então, não dá certo!

Na hora do almoço, todos sentam na grande mesa do salão principal. Meu pai em uma ponta e Ben em outra. Emma estava ao meu lado e parecia triste.

- O que aconteceu? – Pergunto sussurrando.

- Não dá para explicar agora. – Diz ela. Carmen coloca o prato de comida em minha frente. Pego minhas talheres e começo a comer.

- Diz logo. – Insisto. Emma limpa a garganta e encara meu irmão, que em resposta assente com a cabeça.

- É... Gostaria de ir direto ao assunto. – Diz ele. – Eu e Emma, iremos ao reino de seus pais tratar de negócios. Partiremos hoje e ficaremos fora por, pelo menos, um mês.

- O quê?! – Essa notícia foi como uma bomba. Olho Emma, que está de cabeça baixa.

- Que tipos de negócios meu filho? – Pergunta meu pai, ignorando-me.

- Tratados de reinos, junção de famílias e essas coisas. – Responde Ben, bebendo um gole de seu vinho.

- Quando isso foi decidido e por quê? – Pergunto.

- Foi decidido ontem. – Diz Ben, olhando diretamente em meus olhos.

- Mas por que?

- Por que nossos reinos precisam ficar estáveis, e, para isso, temos que ir para lá, falar de negócios.

- E Emma é obrigada a ir?

- Aislin, pare. – Pede Philip.

- O que aconteceu? Vocês estão escondendo algo de mim? – Pergunto. – Entramos em guerra agora foi?

- Exatamente. – Diz Ben como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Eu fico sem saber o que falar. Minha mãe limpa sua boca com o lenço e diz:

O reino de AurionHistórias para pegar e não largar. Descubra agora