Tudo bem, olhando do ponto de vista de Rachel, minha ideia poderia dar muito certo ou muito errado. Sim, eu realmente precisava me desculpar com o Niall, mas me sentia mal por ter que usá-lo pra chegar ao Harry. Por que no fim das contas, era isso que eu estava fazendo.
— Acho que eu já entendi, no geral. Mas ainda tenho duas perguntas – revirei os olhos e encarei Rachel, sentada na minha cama, enquanto eu tirava algumas coisas da mochila. – Primeira: o que você vai dizer mesmo ao Niall, antes de deixar ele na mão de novo e correr atrás do Harry?
— Eu não...
— E segunda: por que eu não posso ir com você?
— Rachel, já te disse. Você é a única que pode me dar cobertura, pra sumir por tanto tempo no meio do dia...
— Mas eu posso dar um jeito nisso!
— Ah, é? Qual?
— Você vai ver! – ela se levantou e correu porta afora.
Balancei a cabeça rindo dela e imaginando que ideia mirabolante ela ia arrumar quando voltasse. De fato, eu ainda não tinha pensado em todos os detalhes. Na minha cabeça era simples: encontrar o Niall, pedir desculpas, dar um abraço e virarmos os melhores amigos pra sempre. Fim da complicação. Depois eu veria o Harry e o convenceria a me ouvir, explicaria a situação, sem a parte do beijo claro, e depois voltaríamos a ser o casal mais feliz de todos. Happy ending. Quem sabe ele até não contasse sobre nós aos outros meninos?
Passei o resto da tarde distraída e revendo mentalmente o meu plano quase perfeito. Rachel só deu as caras à noite. Apareceu escancarando a porta do quarto e gritando.
— Arruma as malas que vamos viajar!
— O que? – olhei pra ela sem entender.
— Quer dizer, não é bem uma viagem, só vamos ficar fora algumas horas e...
— Espera, espera! – interrompi sua caminhada em círculos na minha frente, porque eu estava ficando mais zonza do que ela. – Para, volta, explica.
— Amanhã Hannah Laurent, nós duas vamos visitar minha avó Frannie, em Wyoming. Ela já comprou as passagens e tudo! – comentou ela, pulando feito uma doida.
— Como assim nós vamos?
— Assim, do tipo eu e você. Expliquei a minha mãe que estava morrendo de saudades dela e sentindo que precisava vê-la. Daí liguei pra vovó e expliquei a situação real e ela, como a avó mais legal de todas, disse que tudo bem!
— Tá, mas eu não posso. Você sabe que o meu pai...
— Eu já falei com ele!
— Você o quê?
— Quer dizer, minha mãe falou com ele e explicou que seria melhor se eu não fosse sozinha. Afinal, é só um dia também. Amanhã à noite ou no máximo de manhã estaremos no ônibus de volta.
— Você, é, doida! – gritei, abraçando-a e pulando junto com ela. – É a melhor amiga do mundo!
Durante a aula no dia seguinte, eu obviamente não consegui prestar atenção em nada, de novo. Antes de resolver esse problema, não conseguia pensar em nada que não deixasse minhas notas seriamente comprometidas. Eu precisava acabar logo com isso pra conseguir voltar ao meu planejamento inicial.
A mãe de Rachel foi nos buscar mais cedo no colégio, pra não perdermos o ônibus e dei graças a Deus por isso. O único problema é que precisei enviar uma mensagem a Niall, mudando o lugar aonde iria nos pegar, pois precisávamos entrar naquele ônibus de qualquer jeito. Sendo assim, marquei com ele no próximo ponto em que o ônibus faria sua primeira parada. Ligamos pra vó Frannie, pra dar notícias e ficamos esperando.
Ah, sim. É claro que meu pai ligou. Não só quando saí do colégio, como também fez questão de nos acompanhar até a rodoviária. E me fez prometer ligar assim que chegasse lá. Isso que dá ser filha única.
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I Swear I'll Behave
FanfictionEnquanto meu pai conta os minutos para eu passar no vestibular e ser alguém na vida, eu conto os segundos para poder ir ao último show do One Direction antes do fim da banda. Não era só a vida dos meninos que mudaria depois daquele show, mas eu não...
