Jimin, o jogador que quer a vitória

10.2K 1.4K 347
                                        

Entrei no banheiro mais perto dali, com a certeza de que Jungkook viria. Me olhei no espelho, arrumando umas coisinhas aqui e ali, só no caso de estar desarrumado. Eu queria Jungkook na palma de minha mão apenas por tocar em sua pele levemente.

Preparei-me mentalmente. Oh, sim, hoje seria O dia. 

Justamente com o demônio.

Meu Deus do céu! Hoje com certeza vai ser o dia mais louco de minha vida.

Contei até um, dois, três... Jesus Cristo, eu não deveria estar tão nervoso assim, afinal, quantos boquetes eu já paguei em minha vida? Muitos. Mas esse demônio me deixa levemente inseguro, e só de pensar que eu havia batido de frente com ele... Na frente de todo o campus.

Eu só sei que mas tarde eu irei morrer.

Arrumei minha postura quando a porta se abriu relevando Jungkook, com os olhos famintos. Talvez, mas só talvez, eu seja a presa hoje. 

Jimin, você está no comando por enquanto, aproveite.

Ele trancou a porta, parecendo um gatinho prestes a dar o bote. Mas, ao contrário do que ele pensou, eu me aproximei devagar.

— Tá precisando de uma ajudinha então? — Sorri, sacana, assim como ele sempre faz.

Virei mestre em copiar ele.

Ele só faltou rosnar, mas estava sorrindo. Um sorriso maléfico, ambicioso, cheio de malícia. Oh, céus.

— Vai me ajudar? — Sua cabeça pendeu para o lado, como uma criança tentando entender uma pergunta.

Mas sua feição não parecia nada com a de uma criança. Safadinho.

— Se fizer exatamente o que eu quiser, talvez.

Ele soltou um riso, e agarrou minha cintura. Segundos depois, eu já estava prensado na pia, com seu corpo sobre o meu.

— Não teste a minha paciência. 

— O gatinho vai ter que esperar — Cantarolei fraco — Porque hoje vai ser diferente.

Para provar o meu ponto, com uma mão ainda parcialmente tímida, toquei em seu abdômen. Segui até o cós de sua calça, e apertei seu pênis por cima do tecido.

— Está brincado com fogo, Jimin — Sua voz saiu animada — E quem brinca com fogo, uma hora se queima.

Eu ri, puxando sua nuca até mim.

— Eu sei. E é por isso que ficará de acordo com tudo o que eu disser.

Ele me respondeu sem palavras, sua boca puxou a minha sem delicadeza. Eu retribuí, mas também não deixei barato. Com isso, arranhei boa parte de seu pescoço sem dó, e ganhei uma mordida feroz em meu lábio inferior.

Gemi em sua boca quando suas mãos apertaram meu quadril, e sua boca desceu em todas as partes de meu pescoço. Porém, era eu que deveria estar no controle e, para isso, eu teria que domá-lo um pouquinho. Estou bem abusado mesmo, to nem aí.

Afastei sua cabeça de mim e segurei-o pelo maxilar. Ele me fuzilou por um segundo, mas logo já estava com aquele olhar desafiador de mais cedo. Danadinho acha que me conhece por completo. Vai sonhando.

— Vai ter que se comportar se quiser algo.

Ele tentou reclamar, mas com minha mão o prendendo, apenas fiz com que ele tivesse um biquinho emburrado. Eu queria tanto rir, mas acabaria com o clima ali então apenas continuei a entrar de cabeça no perigo.

Seu peito tremeu quando puxei seus fios de cabelo com força, e deixei seu pescoço livre para minhas futuras provocações. Como se eu já não tivesse marcado seu pescoço, maltratei-o novamente com meus dentes e sugadas. 

O Amigo do Meu CrushHistórias para pegar e não largar. Descubra agora