Extra 4

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Era o meu primeiro ano na faculdade de jornalismo e, sendo assim, a primeira vez que eu iria ficar longe de meus pais por um bom tempo. Eu optei por uma república, tornando mais fácil nossas vidas. Eles não moram muito perto de onde eu estudaria e por isso a melhor opção foi me separar deles, e me tornar, finalmente, um adulto.

Um adulto com liberdade para fazer o que quiser fora de suas asas e vistas. Eu me sentia muito, muito bem, apesar de tudo.

Eu estava nervoso, claro, mas se era pra dar um passo a mais em minha vida, eu teria que superar o fato de não ter mais uma mãe para me agradar. Por isso, com minhas malas em mãos eu olhei a casa bem pintada. Era gigante, devia servir para umas seis ou mais pessoas.

Sorri, satisfeito.

Levei-me até a porta de entrada, receoso sobre apenas entrar ou tocar a campainha. Por isso permaneci do lado de fora por uns segundos antes de me decidir. Eu nunca sabia lidar com essas coisas e sempre me pegava em dúvida. Optei por entrar apenas e me explicar depois, e com isso em mente, levei meus dedos até a maçaneta. O principal problema foi que a porta se abriu abruptamente sem nem eu fazer nada. A conclusão foi que eu fui empurrado para o lado, e a ainda fiz a porta trombar com quem estava passando por ela.

Não foi bem minha culpa, na realidade. Mas me senti mal por ter feito a outra pessoa trombar comigo do nada.

Entrei em panico quando vi milhares de papéis escorregarem para o chão e muitas delas saírem voando para longe de nós. Eu só pude ver um rapaz mais baixo gritar em frustração, louco pela bagunça. Ou louco por ser louco mesmo.

- Uhg, olhe só o que você fez - Reclamou, mirando-me um pouco raivoso. Talvez muito raivoso. Ou sei lá o quê.

Oras, mas que irritadinho.

- Me desculpe por isso - Ajudei-o a recolher todas as folhas que sobraram, mesmo não aceitando tal acusação - Não foi a minha intenção

Mesmo a culpa não sendo minha, afinal, eu mal havia tocado na porta, resolvi deixar quieto. Com pessoas baixas não se mete e, sendo assim, quanto menos complicações, melhor.

Abri meu melhor sorriso, querendo não deixar más impressões. Mesmo já tendo deixado.

- Ah - Suspirou pesado, desistindo das folhas - Já está uma bagunça mesmo, apenas... Deixe isso aí. O que quer vindo aqui?

- Ahn... Okay - Dei um risinho leve - Bem, eu vou morar aqui.

- Você é Chanyeol? - Olhou-me surpreso, antes de juntar suas sobrancelhas - Avisaram-me de que ia chegar somente amanhã. E pensei que seria um cara estranho - Sussurrou a última parte, mesmo que eu ainda pudesse ouvir.

- Primeiramente, bom dia, sim sou Chanyeol - Cumprimentei-o devidamente - Cheguei antes, sabe, achei melhor. Precaução.

Ele olhou-me um pouco constrangido, mas logo voltou ao normal. Uma gracinha o modo como corou levemente. E depois sorriu um pouco.

- Me desculpe... Sou Baekhyun. Mas pode me chamar somente de Baek.

- Está bem, Baek - Sorri, agradecido por não ter sido levado à mal.

Ele me deu passagem para que eu entrasse e fechou a porta quando todas as minhas malas se encontravam na sala.

- Temos algumas regras por aqui, isso se quiser sobreviver por um bom tempo - Ele disse, divertido. Deixei que continuasse - Bom, não temos muitas pessoas por aqui, apenas eu, você, Jimin e mais dois colegas que ano que vem se formarão. Não conversamos muito.

- Oh, sim - Assenti, e permiti que terminasse de explicar.

Parecia ser tranquilo e um pouco parado demais. Não se conversavam muito? Que tristeza, iria ser muito tedioso passas os dias aqui então.

O Amigo do Meu CrushOnde histórias criam vida. Descubra agora