Capítulo 29

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Demétrio

Sentir Lívia junto ao meu corpo foi a melhor sensação do mundo. Nunca pensei em me envolver tanto com uma pessoa assim, mesmo quando não queria. Agora ela era minha, ninguém iria tirá-la de mim, ninguém, eu não iria permitir.

Passamos horas nos olhando e nos curtindo em silêncio, com meus dedos sempre acariciando os fios escuros da sua cabeça enquanto eu continuava a observando, sentindo meu peito apertar em dor toda vez que me imaginava sem ela por qualquer motivo se quer.

Eu não me importava com o que iria acontecer no dia seguinte mas pretendia contar ao Sr. Heitor sobre nós, além de desmentir a mentira que Kristen inventou, sabia que ele iria entender... Ou não? Lívia era sua única filha.

Olhei para baixo e em meu peito dormia a coisa mais bonita que poderia ter me acontecido, ela era linda. Sua respiração lenta, seus lábios rosados, seus cabelos escuros, sua pele branca e macia me faziam querer olhá-la por horas, sem me cansar e me chamar de filho da puta sortudo.

Eu estava tão malditamente apaixonado que fez com que tudo que eu já senti antes por qualquer mulher, se resumir a uma mera atração. Meu Deus, nunca em toda minha vida gostei tanto de alguém assim, não nos conhecíamos há muito tempo, mas cada segundo juntos estavam valendo a pena.

Eu passaria a vida inteira tentando me redimir com ela pela maneira que a tratei no início, por ter sido um maldito bruto filho da puta.

Eu tinha medo de sofrer de novo, eu sabia que ela não era igual, por isso temia. Mas prometi para mim mesmo que iria recompensa-lá cada segundo da minha vida com ela, e não iria permitir que ninguém se colocasse em nosso caminho.

Nem Kristen, nem Marcos, nem a mãe dela.

Na manhã seguinte.

— Lívia meu amor, acorda, já está tarde... — balancei levemente o seu corpo.

— Só mais cinco minutinhos... — murmurou.

— Amor, acorda, estou a horas tentando te acordar, já te dei beijos pelo seu corpo todo, me joguei em cima de você e nada de você acordar — ela então abriu os olhos, parecendo assustada e se levantou rápido, cambaleando no processo — Te peguei. Calma.

— Demétrio, você me deixou dormir aqui? Meu Deus. O que eu vou fazer? Meu pai deve estar preocupado. Ele vai me matar.... — se soltou dos meus braços, andando de um lado pro outro — Eu sempre tive o sono leve, como isso aconteceu?

— Calma... Eu estou brincando, não estou a tanto tempo tentando te acordar, assim que chamei, você murmurou. Irei te levar até em casa e explicarei tudo a ele, e todas as minhas intenções com você. Não omitirei nada, por que eu te amo e quero ficar com você.

— Hum... Meu maldito bruto...  — disse e gargalhou, me dando um selinho.

— Minha linda...

— Demétrio, e se ele se zangar e te mandar embora? A culpa vai ser minha... Eu dormi aqui, ele vai imaginar o que fizemos, vai ser bem pior! Acho que me levar em casa e falar com ele exatamente agora, não é uma boa ideia pelo fato de eu ter dormido aqui. — falou pensativa.

Fiquei meio chateado, eu queria esclarecer tudo, mas ela tinha razão, eu havia feito amor com ela ontem, o pai dela saberia que ela dormiu comigo e poderia não gostar, nossa relação começaria mal.

— Você tem razão... Mas irei desmentir Kristen. Não quero que ele fique pensando que eu sou noivo dela.

— Tudo bem, isso é ótimo.

— Eu só não fiz antes porque não tive a oportunidade de conversar com o seu pai, todas as vezes que fui procurá-lo, havia saído para resolver algum problema.

— Inclusive ontem, ele sumiu. Não faço ideia de onde estava, nem a Maria sabia.

— Farei isso hoje sem falta. Você precisa ir sem que ninguém te veja então... São 06:10.

— Você me disse que estava tarde!

— Para quem acorda 04:30, isso é bem tarde. — sorri.

— Você mal dorme então.

— Mais ou menos, estou acostumado com essa rotina.

Ela sorriu para mim e vestiu a roupa, me deu um rápido beijo nos lábios e caminhou apressadamente em direção a porta. A puxei uma última vez e a abracei forte.

— Bom dia. — Fredéric de repente apareceu, sorrindo.

— Bom dia... — Livia falou e abaixou a cabeça com as bochechas vermelhas.

— Fredéric. — falei seu nome em tom de advertência.

— Desculpa cara, eu moro aqui. — deu de ombros.

— Eu sei. Ah, foda-se, eu e Lívia somos namorados! — ela pareceu surpresa com minhas palavras.

— Bom... Tenho que ir, namorado... Tchau.

— Tchau. — dei um último beijo em sua mão e a soltei.

Maldito Bruto (Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora