Lívia
Foi ou não foi?
Minha resposta veio quando Demétrio colou nossos lábios e começou a me beijar, um beijo lento e apaixonado, sem pressa, colocando as mãos em minha cintura, puxando-me para mais perto, colando nossos corpos um ao outro, enquanto eu mantinha as mãos em seu pescoço.
O beijo começou a ficar mais quente e eu comecei a sentir meu corpo queimar em desejo por ele, até que se afastou, deixando-me frustrada querendo mais.
— Será que isso se parece com algo que aconteceu nos seus sonhos? — sorriu de lado.
— Seu idiota, você se lembra! — o xinguei e dei um tapa em seu peito.
— A menos que nós dois tenhamos tido o mesmo sonho. É possível? — dei outro tapa em seu peito.
— Para. Você me colocou na cama? Como conseguiu descer comigo?
— Não foi difícil. Você é pequena e eu sou forte.
— Eu gosto dessa combinação. — dei um sorriso — Eu fiquei tão preocupada de não ter sido real.
— Mas foi real, linda. E sabe de uma coisa? Não tenho nada para resolver na cidade, eu inventei isso para o seu pai porque sabia que ele comentaria com você e você viria comigo por causa de ontem, e acho que você também não tem nada para comprar, não é?
— Como adivinhou? — sorri contente.
— Eu daria um jeito de trazê-la comigo de alguma forma. Vou te levar em um lugar.
— Hum... Estamos em um encontro?
— Sim.
Apenas assenti ansiosa, e Demétrio dirigiu para dentro de uma mata bem grande, saímos do carro e andamos por dez minutos de mãos dadas até chegarmos em uma cachoeira enorme.
— Nossa! — minhas pupilas dilataram e minha boca se abriu — Que lugar perfeito.
— Que bom que gostou. Quero recompensar por aquele dia em que Frederic iria levá-la e eu atrapalhei. —falou e pegou minha cintura, beijando-me delicadamente. — Você quer mergulhar?
— Quero muito! Mas se eu molhar o vestido, meu pai pode perceber que não fomos a cidade.
— Então tire o vestido. — deu de ombros e então me olhou novamente — A menos que não esteja usando calcinha e sutiã.
— Eu estou sim. — senti minhas bochechas esquentarem.
— Então apenas tire o vestido. — falou, tirando sua camisa e a calça, ficando apenas com uma boxer preta.
Meus olhos se perderam olhando aquele lindo corpo másculo, ombros largos, abdômen definido e coxas torneadas, meu coração acelerou e o ponto sensível no meio das minhas coxas pulsou.
— O que foi? — sorriu de lado — Quer ajuda para tirar o vestido?
— Quero. — falei, precisando desesperadamente de suas mãos em meu corpo naquele exato momento.
Demétrio se aproximou lentamente por trás de mim, beijou toda a extensão do meu pescoço até o ombro me fazendo reprimir um gemido de prazer.
Quando ele tirou o meu vestido, se abaixou na minha frente e tirou as botas dos meus pés, então foi subindo, beijando minha pele desde as pernas até meu pescoço, enfiando os dedos entre os fios do meu cabelo enquanto beijava meu minha mandíbula até tomar minha boca.
O beijo foi rápido, fazendo-me acreditar que fez apenas para me deixar querendo mais. Permaneci imóvel, de olhos fechados, apenas desfrutando daquelas sensações maravilhosas que ele estava me proporcionando, fazendo meu corpo doer por ele.
Então tomou meus lábios novamente, o beijo começando a ficar mais selvagem e quente.
— Preciso parar, ou irei fazer amor com você aqui mesmo. — sussurrou, com a voz rouca, fazendo-me estremecer.
Mordi o lábio antes de abrí-los para dizer que fizesse, que o meu corpo estava em chamas e desesperado por ele, me arrependia amargamente de tê-lo parado na noite passada, mas fui impedida quando Demétrio se afastou, pegou-me no colo e correu comigo para a água.
Passamos quase o dia inteiro juntos, comemos a comida que Demétrio levou, namoramos, nos divertimos e aproveitamos para conhecer um pouco mais um ao outro que nem vimos a hora passar.
— Linda, é melhor levá-la de volta para casa. Seu pai pode ficar preocupado. — falou quando olhou em seu relógio, era início da tarde.
— Eu amo quando você me chama de linda. — dei um beijo carinhoso em seus lábios.
— E eu amo chamá-la assim, é o que você é, linda. — me beijou de volta.
Demétrio tinha levado uma toalha e a estendeu para que eu me secasse, assim o fiz, e quando estávamos prontos para partir, entramos no carro e fomos de volta para a fazenda. Antes de chegarmos no portão de entrada nos beijamos até ficarmos sem fôlego e nos despedimos com dificuldade pois a vontade era ficarmos juntos o tempo inteiro.
Entrei em casa saltitando de alegria e meu pai já estava na sala me esperando, acompanhado de uma mulher, imediatamente reconheci como sendo a mesma que estava discutindo com o Demétrio outro dia.
— Filha, você demorou. Estava preocupado. Aconteceu alguma coisa? — ele veio até mim e me abraçou, o abracei de volta.
— O pneu da caminhonete furou e o Demétrio teve que andar alguns quilômetros para conseguir um lugar que fizesse um remendo, porque o estepe estava furado também.
— Precisa de ajuda para pegar as sacolas lá fora? — examinou minhas mãos vazias.
— O senhor esqueceu de me dar o dinheiro, pai. — o lembrei.
— Oh, é verdade. Me perdoe filha, sai tão apressado para acompanhar o nascimento de um bezerro que me esqueci.
— Sem problemas, outro dia eu volto lá. Deu tudo certo com o parto?
— Sim, é um bezerro bem bonito. Marcos estava ocupado, então tive que fszer. — seus olhos brilharam e então ele olhou para trás — Essa é a Kristen, a moça que te falei hoje cedo, ela vai trabalhar como ajudante da Maria assumindo as funções da Luísa, começando amanhã.
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Maldito Bruto (Concluído)
RomanceEle é rude e ela um amor. Será que a doçura de uma moça conquistará o coração de um bruto? "Quando olhei para trás, avistei um homem alto e de ombros largos, uma muralha de músculos. Era muito bonito e forte. Sua camisa de botões entreaberta não co...
