Capítulo 45

25.4K 2.1K 174
                                        

Nota da autora: Gente, não critiquem a história, se eu fosse mudar tudo, teria que apagar e escrever outra. Só aceitem que não sou uma escritora profissional, criticas não ajudam ninguém, apenas desmotiva. Obrigada!

Lívia

A única coisa que sabia é que estava de manhã, porque estava tão quente. Meu corpo doía por inteiro e minhas pernas estavam cheia do sangue que saiu de dentro de mim. Será que minha menstruação desceu uma segunda vez no mês? E nessa quantidade?

Sentia fortes dores na barriga, parecia que iria morrer. Eu chorava o tempo inteiro, queria meu pai, queria meu namorado, queria minha casa.

Meu coração acelerou de medo quando Leonel entrou no quarto úmido e sujo que eu estava e me pegou pelo braço, arrastando-me para fora.

— Vamos, seu pai irá pagar uma grana boa por você e finalmente ficarei livre de novo de você, você é insuportável menina. — Mariana falou, de onde estava, parada na porta.

Que vontade de matar aquela mulher eu tinha. Que mal eu fiz a ela? Que mal eu fiz a eles dois?

Reprimi a vontade de chorar mais quando cada movimento que eu dava, meu corpo doía.

Me colocaram de qualquer jeito dentro de um carro, taparam meus olhos com um pano fedorento e sujo, minhas mãos ainda estavam amarradas, então amarraram meus pés e taparam minha boca.

A cada balanço do maldito carro, sentia que meus órgãos pulavam dentro de mim, uma tremenda dor, e eu chorei novamente, já sem lágrimas, mas era genuíno, até que finalmente o carro parou.

Alguns minutos depois, ouvi vozes.

— Cadê o dinheiro? — Leonel perguntou primeiro.

— Quero minha filha em primeiro lugar! — o alívio foi tão grande ao ouvir a voz do meu pai, que eu quase desmaiei.

Queria gritar pelo meu pai, para que ele me ajudasse, me salvasse, mas o pano nojento me impedia.

— Seu desgraçado! Filho da puta! Eu vou matar você! Cadê a minha namorada? — era o Demétrio, outra crise de choro me assolou por saber que estava tão perto dos amores da minha vida.

Ouvi barulhos parecidos com socos e chutes, provavelmente Demétrio partiu para cima do maldito.

— Parem, parem! Só queremos o dinheiro pela garota e vamos embora! - Mariana gritou.

— Vocês não vieram armados não é? Vocês acham que somos tão idiotas assim? Que eu daria dinheiro a vocês por uma coisa que já é minha? Lívia é minha e vocês não sairão daqui impune disso. — ouvi meu pai dizer.

— Me solta! — Mariana implorou.

— Você soltou minha filha quando ela pediu? Porque ela deve ter implorado por isso, vagabunda!

Ouvi barulho das sirenes da polícia mas eu estava tão fraca que não vi mais nada além das trevas, tentando a qualquer custo ficar acordada, querendo meu pai e Demétrio, com medo de fechar os olhos e ser tudo um sonho. Mas não consegui conter a escuridão que me cercou.

Demétrio

Depois da ligação confirmando o lugar que entregaríamos o dinheiro por Lívia, armamos um plano, se eu visse que estavam desarmados iríamos chamar a polícia discretamente, a polícia já estava aguardando a poucos metros.

No momento em que vi a forma como aquele homem asqueroso desdenhou da minha Lívia, eu não aguentei, não quis saber se estavam armados ou não, apenas queria esganar o filho da puta, bater nele e fazê-lo sentir dor.

Maldito Bruto (Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora