Capítulo 35

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Lívia

- O que está acontecendo?

- Sr. Heitor, eu posso explicar. - Demétrio respondeu preocupado.

- Pai... - o chamei em tom suave afim de aliviar sua raiva, se ele estivesse com raiva, sua expressão era indecifrável no momento.

- Vem cá vocês dois... - Maria chamou a mim e ao Demétrio - Vamos conversar com calma, não é Heitor?

- Ok. Vamos conversar. - meu pai falou tão calmo que me deixava mais nervosa.

Fomos para a sala de estar e nos sentamos, meu pai me puxou gentilmente pelo braço e colocou-me em um sofá longe do Demétrio e sentou-se ao seu lado.

- Agora me digam? Por que não me contaram antes? Por que estou sendo o último a saber e desta forma ainda?

- Olha, pai... Não fique chateado por favor... Eu já estava com medo de te contar pelo Demétrio ser seu funcionário e você acabar ficando zangado e mandar ele embora e então você me pediu para não namorar agora quando eu voltei do hospital.

- Sr. me perdoe por esconder, eu queria que soubesse, porém a Lívia estava com medo da sua reação, com medo por mim, pelo que poderia fazer e também tem esse pedido que fez a ela, que com todo respeito, eu não entendi bem o porquê.

- Mas no que você estava pensando, Lívia? - meu pai exclamou e me encolhi um pouco.

- Sr. se acalme, não grite com ela. - Demétrio falou e me olhou, com brilho nos olhos, o olhei com o peito ardendo em amor por ele.

- Me desculpe, filha. Não estou gritando com você. Eu fiz aquele pedido a você porque tive medo que encontrasse um homem para namorar e ele não te tratasse da maneira como você merece ser tratada. Eu sei que minha filha é uma jovem adulta, mas você passou por tantas coisas, há semanas estava sofrendo por causa de pessoas que maltratam você. Minha filha é sensível e frágil aos meus olhos, tive medo que aceitasse qualquer coisa, que algum homem te machucasse e você não conseguisse sair por ter tido uma infância traumática. Primeiro queria te encher de amor, que fosse independente e tivesse superado tudo, para então, namorar alguém que te merecesse. Porque não é qualquer um que te merece.

Me aproximei do meu pai no sofá e segurei sua mão, levando aos lábios e beijando-as, com os olhos marejados.

- Eu entendo agora, pai. Eu entendo. - o abracei e depois de alguns segundos me afastei.

- Sr. por favor, deixe-me namorar a sua filha? Nunca iria magoá-la, ferí-la ou fazê-la sofrer. O que mais quero é ficar com ela, amá-la e cuidar dela. Eu prometo pela minha vida que a farei feliz.

Encarei meu amor com o coração acelerado e emocionada. Um silêncio se estendeu na sala, até que meu pai começou a falar.

- Era tudo que eu queria ouvir. Faça minha filha feliz, ela é a coisa mais valiosa que eu tenho. E eu não estou bravo, estou feliz, Demétrio é um bom homem, não poderia imaginar homem melhor para minha filha, ou uma namorada melhor para você, Demétrio. Você é sortudo por ter essa garota.

- Eu sei. Sou mesmo. - Demétrio olhou para mim de forma apaixonada.

- Eu te amo pai, me desculpe por não ter falado antes, eu sou uma boba mesmo. - o abracei de novo.

- Vocês são lindos. - Maria disse.

- Você sabia, não era?

- Sim. Maria se tornou minha primeira amiga.

- Maria, Maria... - meu pai disse em tom divertido, implicando uma leve ameaça.

Não queria nem imaginar o que eles fariam depois.

Maldito Bruto (Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora