Mesmo tentando a todo o custo ler alguma palavra -a não ser as destacadas- era uma missão quase impossível, eram línguas que não se ensinavam na escola muito menos em livros que teria acesso.
Era um tipo de latim misturado com grego antigo mais outra língua que não soube decifrar, sem contar algumas páginas escritas totalmente em Hierogrifos - Como alguém teve a genialidade de fazer um livro assim- supirei cansada pois passei tanto o tempo vago na hora que chegamos tanto a madrugada lendo - ou tentando- eram exatamente 4 da manhã e meu estômago roncava.
As vezes esquecia que também era uma humana que necessitava de comida para sobreviver, desci sentindo o chão gelado sobre meus pés a noite estava fria e o sereno embaçava as janelas que estavam impossíveis de se ver o que acontecia lá fora.
Abri a porta de madeira da cozinha me deparando com o chão tão branco como marfim e a decoração exótica do ambiente, inspirei o aroma adocicado de canela e cravo ambos usados para eliminar as resinas de mau cheio deixados por alguns ingrediente como cebola e alho.
Como não queria incomodar ninguém que ainda dormia resolvi só pegar uma garrafa de água e um pote de morangos que pareciam ter acabado de ter sido colhidos, sentei-me na bancada próxima a janela observando o que antes era sereno se tornar uma chuva forte.
Com a distração da chuva mal pude perceber alguém acender a luz e entrar na cozinha se apoiando no batente da porta.
Issac: O que faz acordada a essa hora? É madrugada devia estar dormindo.
Engasguei como consequência do descuido e fitei o vampiro que estava sem camiseta e me olhando confuso, permiti sorrir para afastar o nervosismo e estender a mão mostrando o morango mordido.
Kayla:Estava com fome, então resolvi descer e comer alguma coisa e até tomar um pouco de água.
Com alguns passos Zac se aproximou da bancada onde estava sentada não satisfeito com a resposta dada, de certa forma não estava mentindo só encobrindo alguns fatos que não eram necessários no momento.
Issac:Por que desconfio que não está me contando algo?
Engoli o seco ciente que ele podia saber quando eu mentia ou não através dos sinais do meu corpo, como se diz o ditado "O corpo fala"
Issac:Ok! Vou tentar outra coisa... Você sabia que ser marcada significa muito mais do que somente receber uma marca bonitinha? Indica ser pertencente à alguém ou melhor um vampiro, um marcado deve suprir algumas necessidades que somente seu mestre tem, sabe quais?
Meu coração acelerou quando senti suas mãos repousarem na minha cintura e seu rosto ficar mais próximo do meu a menos de 5 dedos de distância.
Kayla:N-Não, não faço ideia.
Ele sorriu e segurou com mais força minha cintura e sua visão foi direcionado para meu pescoço onde repousava alguns fios embarcados ruivos, ele soltou uma mão e colocou o cabelo que estava no ombro para atras, é segurou meu queixo puxando de leve até que eu ficasse com o pescoço totalmente exposto para ele.
Issac:Serviços pessoais e alimento, mas óbvio como sangue, coisa que estou precisando faz tempo.
Minha respiração ficou entrecortada quando senti as pressas perfurarem sem dó meu pescoço quase me fazendo gritar, mas ao invés de sentir dor eu senti algo totalmente diferente.
Tinha entrado em êxtase
Meu corpo relaxou e não consegui pensar em nada a não ser a mordida causadora do meu sofrimento, tudo piorou quando as senti a língua quente de Zac lamber o sangue que tinha escorrido -ele estava brincando com meu estado- as presas saíram momentaneamente só para que ele falasse.
Issac: Sabia que a mordida de um vampiro pode causar várias sensações diferente que variam entre: Dor, angústia, relaxamento e prazer.
Maldito
Issac: quero que me responda, soube que você e Zayn foram para a biblioteca no limite da cidade isso é verdade?
Suspirei de leve tentando afastar aquela sensação prazerosa e elaborar uma mentira, mas meu subconsciente não me obedeceu e falou sem ser consultado.
Kayla: Sim, fomos juntos ele queria me animar por isso me levou.
Senti o sorriso dele no meu pescoço e novamente uma mordida, uma que me fez arranhar sem querer suas costas e suspirar.
Issac: Não quero que voltem novamente lá!! A floresta atras da biblioteca é perigosa e traiçoeira uma verdadeira prisão para o consciente, entendeu?
Ainda no estado que estava respondo novamente sendo levada a mercê de suas palavras.
Kayla: Sim.....
Ele mordeu novamente desta vez com força me fazendo gemer abafado com uma mão tentando não acordar a casa.
Issac:Sim o que Kayla querida?
Kayla: Sim mestre.
Ele me ergueu forçando minhas pernas se prenderem nas suas costas agora arranjadas pelas minha unhas, ainda no seu colo ele me levou para meu quarto com passos cautelosos e lentos.
Me apoie um pouco mais nele sentindo o cheiro do sangue preencher minhas narinas juntamente com outro cheiro mais adocicado quase como canela.
Antes de me deixar na cama e me fazer ser entregue aos braços de morfeu, ele se afastou um pouco dando-me a visão mais detalhada pela luz do rosto dele que antes não tinha reparado.
Seus olhos estavam em um vermelho mais intenso, os cabelos bagunçados pelo possível sono interrompido e os lábios cobertos de sangue -do meu sangue- ele parecia um animal prestes a atacar ou defender.
Issac:Sei do livro que pegou na biblioteca e acho melhor você não se meter nesse assunto se não quiser arranjar confusão para você.
Zac me deixou na cama e foi fechar a janela que não tinha reparado estar aberta, quando estava abrindo a porta para partir para seu quarto eu sussurro com o pouco de sanidade que me restava.
Kayla: Confusão? Esse é meu nome do meio.
Me virei e fechei os olhos ciente de que ele ainda estava na porta me observando para ver se realmente dormia.
Senti os olhos pesaram e me entreguei ao paraíso dos sonhos e por incrível que pareça não tive nenhum pesadelo...
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Espero que tenham gostado
Obrigado por lêem
E até a próxima
Beijos ❤❤
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Marcada Pelo Vampiro
VampireDesde de pequena sou alertada a ficar longe dos monstros denominados Vampiros, de acordo com a lenda da região onde moro se você for mordida ao menos uma vez! Se tornará sua propriedade sem discussão, para comprovar mais essa lenda , assim que mord...
