Pov/Kayla
Nossos olhos ainda se chocavam em uma luta por dominância, ela anceiava por aquilo que corria no meu corpo e eu por aquilo que ela escondia. Os rosnados se misturaram com risadas cada vez mais altas que fiz questão de ignorar, eu estava caminhando entre os lobos, ou melhor dizendo entre os demônios os mesmo que povoavam os pesadelos mais profundos aqueles que mesmo depois do despertar não conseguimos fazer as imagens desaparecerem da mente.
Os olhos atentos da Succumbus acompanharam cada passo lento que eu dava para mais perto, estava caminhando para a morte e tinha ciência disso. A lua já estava com quase sua metade coberta pela cor avermelhada, era um péssimo sinal, mas tentei a todos custo ignorar a sensação ruim que começou se alastrar pelo corpo querendo-o consumir para si.
O desespero parecia uma serpente apertando minha mente pedindo por um sinal de panico da minha parte no qual não teria, ao invés de chorar pedindo por ajuda ou correr dali eu apenas sorri caminhando com orgulho até o demônio que admirava minha coragem de estar tão confiante ali em sua frente. Essa poderia ser a pior decisão da minha vida, mas não hesitaria em nenhum momento se fosse preciso para salvar quem amava e queria bem, pelo pouco que conhecia Meliarte ela não iria querer meu sangue sem um joguinho antes, ainda que aquilo botasse em risco seu adorado plano.
Meliarte: Quando ficou tão insolente? Nem parece a menina que foi levada pelo desejo de se ver livre e acabou condenando todos ao seu redor.
Senti uma minima fisgada na região do antebraço onde a marca dr Zac ficava, aquilo mostrava que mesmo supostamente possesso pelos instintos primitivos de vampiro ele ainda sentia quando algo verdadeiramente ruim iria acontecer comigo, eu não poderia me arriscar muito por saber que Issac sofreria com minha imprudência, precisava ser cautelosa ao agir diante dos demônios a minha volta.
Os olhos de Meliarte buscavam uma faísca sequer de medo no qual poderia se aproveitar e dar inicio a um pesadelo pessoal, mas pela face que fez depois de um tempo parece não ter achado o que buscava.
Kayla: A vida ensina muito e acho que uma destas coisa foi ser malcriada com quem merece, ou melhor ser desafiadora a ponto de enfrentar até mesmo o pior dos pesadelos.
Admito que foi delicioso ouvir o barulho das gargalhadas e rosnados diminuir até se tornar nulo, talvez não esperassem essa resposta vinda de uma menina humana para um demônio dominante nas artes do prazer mundano ou até mesmo do medo oculto. A mulher disfarçada sorriu se virando para sentar no mesmo altar que vi quando estive em Insanus Domum pela primeira vez,o lugar não mudou no sentido da aura pesada e do cheiro forte e repugnante que chegava a dar ânsias.
Como pude ser tolo ao pensar que algo vindo do além me ajudaria, a se o tempo pudesse ser mudado. Com um estralar de dedos uma taça com um líquido preto veio apareceu em suas mãos lindamente mortíferas e temerosas, a mulher trazia temor apenas por sua beleza surreal, mantive o queixo erguido e o medo longe o bastante para manter aquele teatro de pessoa valente e sem medo algum.
Meliarte: Se eu soubesse que traria tantos problemas teria te assassinado na primeira tentativa, admito que foi um erro que não vou voltar a cometer novamente.
Kayla: Foi uma verdadeira tolice, pensei que fosse mais esperta, parece que errei feio!
Brincar com a morte era o que eu estava fazendo nesse exato momento zombando de um demônio de alta classificação, nem armada eu estava para confrontar ela caso quisesse fazer o que não conseguiu a um tempo atrás.
Mordi o lábio inferior olhando suas ações com detalhes, não morreria ali, não seria ali onde minha cripta estaria. Antes de qualquer outra fala um demônio miúdo correu se ajoelhando aos pés de Meliarte, nos braços cinzentos estavam cheios de arranhões e mordidas fundas como se fosse atacado por um cão com raiva, foi estranho ver aquilo, os labios machucados do demônios tremiam com um medo pavoroso.
????: Senhora, perdoe minha incompetência, o demônio maior denominado Alu que estava preso em uma das nossas celas junto com uma criança Vampira conseguiu escapar de alguma forma que não sabemos como, tentamos acha-lo mas....
Antes que o ser terminasse de falar um chute foi transferido contra o rosto dele fazendo a criatura voar para longe com o rosto deformado e com o pescoço quebrado com a força que foi dada ao golpe, eu mesma vacilei sem querer com tamanha brutalidade da Succumbus que agora fervia de raiva.
Meliarte: INCOMPETENTES!! NAO SABEM QUE ISSO PODE ESTRAGAR COM TUDO? TRATEM DE ACHAR AQUELE MALDITO ANTES QUE A LUA SE PREENCHA DE VERMELHO.
Os demônios presentes tremeram com a voz poderosa da mulher e começaram a recolher as armas r correrem para várias direções diferentes buscando o prisioneiro desaparecido, com essa confusão acabou ficando apenas nos duas uma encarando a outra com fúria queimando no olhar que não ameaçava vacilar facilmente.
Como em uma chuva repentina sua face se transformou encarando algo, ou melhor alguém aparecendo entre a vegetação morta e vindo em nossa direção rapidamente com presa.
Meliarte: Parece que nossa ultima convidada chegou, podemos finalmente começar a dançar de acordo com a sinfonia que toca, não é mesmo?
Olhei com desespero para trás encarando a pessoa que deveria estar longe daqui, engoli o seco pela primeira vez com medo do que viria por ali. Zayn correndo perigo em algum lugar que não conhecia, Zac lutando com sua vida em risco, a lua vermelha quase chegando ao seu ápice e Raven na minha frente parecendo com o psicológico abalado o bastante para não perceber o que exatamente estava acontecendo por ali.
Quando me disseram que a guerra pode trazer mais surpresas do que parece nunca pensei que seria essas por exemplo, as vezes só queria não ter saido de casa ou mudado o caminho no dia em que minha vida mudou completamente, mas se era para eu estar ali lutando contra tudo aquilo, chorando e gritando com os demais sangrando por que ama, eu iria estar ali para lutar.
Raven: Faz um bom tempo que não danço, mas posso dançar com vocês se essa for a hora.
Um pequeno sorriso surgiu nos labios feridos, ela arremessou o arco deixado de lado para mim e apontou o bastão para Meliante que gargalhou com a cena semelhante a de um filme de ação, ou senão a ultima fase de um jogo de videogame onde os heróis se veem de cara com o ultimo chefão prontos para lutar. A diferencia entre a aquilo e nós duas era que não estávamos preparadas para lutar e nem poderíamos nos considerar heróis de tão sujas de sangue nossas mãos estavam.
Sem pensar mais eu ataquei já atirabdo a primeira flecha contra o demônio ainda sentado rindo de mim e Raven, realmente aquilo seria divertido como a Succumbus previa, pena não ser para ela.
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Hello pessoal
Desculpem pelo capitulo pequeno
Juro que compenso no próximo essa semana🖤
Espero que tenham gostado
Até a próxima
Beijos
🖤❤
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Marcada Pelo Vampiro
VampirDesde de pequena sou alertada a ficar longe dos monstros denominados Vampiros, de acordo com a lenda da região onde moro se você for mordida ao menos uma vez! Se tornará sua propriedade sem discussão, para comprovar mais essa lenda , assim que mord...
