Correntes

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Pov/Kayla

Já sentiu como se tudo o que faz não conseguisse agrada quem rege a linha da sua vida? Como se todas as escolhas levassem para o mesmo beco sem saída preso em um pesadelo continuo de um caminho ruim? É assim que me sinto no momento, lutei tanto para chegar a um lugar que nem mesmo sei qual é.

Diferente da outras vezes que Zac me mordeu, essa estava fazendo meu corpo reagir negativamente como se repugnasse suas presas em contato com minha pele, estava tonta e foi um grande sacrifício o simples ato de abrir os olhos e faze-los se acostumar com o escuro que me encontrei. A unica luz presente vinha de um corredor entre as celas.

Pisquei os olhos e tentei mover os braços, a pior coisa que fiz, eles estavam presos com correntes pesadas causando uma pequena dor e uma quentura anunciando o raspar do ferro contra a pele rasgando-a um pouco. Mordi o lábio contendo o grito que ameaçou vir, respirei devagar regulando a entrada desesperadora de oxigênio aos pulmões, também tentando controlar o bater disparado do coração.

Sentei no chão imundo para observar melhor o lugar onde me encontrava, ouvi ainda o ranger das correntes dos meus pés com o ato. O lugar era abafado e úmido com pequenas gotas de agua caindo do teto pelas goteiras pretas no mesmo, o chiar dos ratos anunciava o quão sem higiene era onde estava - não!! Você vai em plena guerra para uma prisão fofinha e com glitter- o cheiro de mofo mesclado ao de sangue quase me fez vomitar pelo chão aumentando a sujeira, na minha frente estava algumas grades possivelmente de algum material que não tinha conhecimento.

Alguns gemidos vinham através do corredor oco, mostrando que nao estava só em um lugar onde colocavam os presos, mas em um local de tortura.

Estava presa, literalmente, sem nenhuma maneira de fugir. Queria chorar, mas me mantive forte, precisava ser para parar essa loucura que a Succumbus queria realizar.

Pouco depois do pensamento surgir as grades se abriram, mas com a pouca luz nao consegui reconhecer de primeira, somente depois da voz ecoar causando calafrios.

Meliarte: Faz muito tempo, não é? Lembro do nosso último encontro, como os dias passam rápido já esta quase em Lua de Sangue!!

Grunhi!! Passei a odiar o fenômeno de todas as formas que apenas sua menção me fazia rosnar como um lobo com raiva, olhei nos olhos Pretos que cintilavam se destacando entre o escuro da cela, nem parecendo ser o mesmo tom de negro.

Seus passos graciosos a trouxeram para mim, ela estava aproveitando que estava presa para rir de mim. Os dedos brancos como papel seguraram meu cabelo o puxando como objeto de aproximação causando mais dor nos pulsos por serem puxados junto com meu corpo. Nao segurei o gemido desta vez que saiu repentino.

Meliarte: Olhe seu estado!! Nao pode me confrontar, sua humana inútil!!

Com a força contida ela me jogou para atrás, minhas costas bateram na parede e perdi o ar me engasgado logo em seguida com o mesmo.

Meliarte: Irei fazer apenas duas perguntas que poderam salvar sua vida se respondidas da maneira que quero!! Primeiro, onde esta o sangue que pegaram da floresta das fadas? E segundo, onde esta aquela arma maldita Sun?

Abaixei mais a cabeça para pensar com cautela nas perguntas, Zayn não foi capturado junto? Nunca me senti tão aliviada e ao mesmo tempo tensa, e que sangue que ela fala? Nao me lembro de ter pego nenhum sangue sequer que possa ser útil para ela.

Kayla: Nao sei do que fala!! Esta delirando com esse ritual por acaso?

Há momentos que o silencio é a melhor resposta, uma resposta que tenho que aprender a dar. O chute foi certeiro no lado direito do meu tórax, fui arremessada e novamente trazida de volta a posição original com uma dor muito incomodada nos pulsos, a boca sangrando e a parte atinginda ardendo de dor.

Marcada Pelo Vampiro Onde histórias criam vida. Descubra agora