Os dias passavam-se e Catarina sentia como se todos fossem exatamente iguais. Acordava-se, tomava seu desjejum, passava horas na janela olhando o tempo passar e assim seus dias se seguiam.
Ela recebia visitas de sua mãe que sempre falava coisas estranhas, como se algo fosse acontecer para impedir sua condenação. Catarina sorriu triste ao lembrar das palavras da mulher, sentia que ela lhe dizia isso na tentativa de fazer com que ela tivesse alguma esperança, mas sabia que nada a salvaria de seu destino.
Catarina percebeu que Brice estava mais fragilizada, como se viesse fazendo bastante esforço e isso a preocupava. Passou a vida desejando ter uma mãe e agora que tinha uma parecia que poderia perdê-la a qualquer momento. Ela sabia que Brice não teria muito tempo de vida pela frente, mas esperava que o dia de sua partida demorasse muito, não estava pronta para perdê-la.
As duas estavam no quarto de Catarina. Brice estava com os cabelos mais brancos, com a pele um pouco enrugada e com uma aparência mais frágil.
- Não irá mesmo me dizer o que são essas coisas misteriosas que tanto fala? - Catarina perguntou deitando-se ao lado da mulher sentindo suas mães acariciando seus cabelos. Se sentia como uma criança nos braços dela e gostaria de passar o resto de sua vida naquele abraço carinhoso que só uma mãe tem.
- A natureza te dará todas as respostas na hora certa, minha filha. Me certificarei disso. - Brice respondeu.
- A cada resposta eu fico mais confusa. - Catarina sorriu e elas passaram a tarde juntas. Ninguém sabia das visitas de Brice à sua filha, já que um dos seus dons era aparecer e desaparecer em qualquer lugar.
Ao cair da noite Brice se despediu de sua filha e se foi. Sabia que se a encontrassem no castelo podiam acusar Catarina de bruxaria ou qualquer outro absurdo.
Em outro lugar do castelo estava Augusto. O velho rei ainda não havia conseguido encarar sua filha, mas sabia que não podia mais adiar o momento. Precisava falar com ela, ouvir o que tinha a dizer. A verdade era que ele não sentia mais raiva de Catarina, ela era sua filha e ele a amava incondicionalmente. Queria que a mesma não tivesse sido condenada, queria poder abraçá-la e lhe dizer que estava tudo bem, que eles iriam voltar pra casa, que ela seria uma grande rainha, mas sabia que dentro de alguns meses sua filha estaria morta.
E ao lembrar-se disso seu coração se apertava cada vez mais. Era muito triste para um pai saber que cada dia era um a menos na vida de sua filha.
E foi com esses pensamentos que Augusto resolveu que era a hora de finalmente rever sua filha, resolver tudo e falar tudo que estava preso em sua garganta. Não podia mais esperar, a hora havia chegado, era o momento de encarar Catarina.
Ele cruzou o castelo e dirigiu-se ao quarto da filha. Ao chegar na porta, os guardas responsáveis por vigiar o quarto lhe fizeram uma reverência e abriram passagem para o rei de Artena.
Ele suspirou pesado e entrou. Viu sua filha de costas, sentada numa mesa enquanto folheava um livro.
- Catarina. - Ele falou e ela congelou no lugar onde estava. Fechou o livro e virou-se para trás. Seu coração havia disparado.
- Meu pai. - Ela disse nervosa e com a voz trêmula.
- Acho que temos muito a conversar. - E após Augusto falar isso, um silêncio cortante tomou conta do quarto. Um silêncio que trazia muito a ser dito.
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Oi, pessoal. Mais uma vez quero agradecer pelos votos e comentários nos capítulos. Estou muito feliz por saber que estão gostando.
Capítulo de hoje foi curtinho, mas pra compensar irei postar o 4 mais rápido dessa vez.
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Beijos ❤❤❤
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Rise
FanfictionO fogo se aproximava cada vez mais dos pés de Catarina e ela ficou completamente desesperada tentando em vão se afastar. Ela começava a fazer força para tentar se soltar daquelas amarras, mas elas nem se moviam. Suas lágrimas aumentaram, sua respira...
