Desde o dia em que Afonso terminou seu noivado com Amália, a plebeia seguia no castelo recusando-se a partir, pois não aceitava o fim do relacionamento. Sua raiva crescia ao saber que, de todas as mulheres do mundo, Afonso apaixonou-se justo por Catarina.
A situação estava simplesmente insustentável dadas as brigas constantes e tentativas da ruiva de reconquistar o rei, visto que era um soco no ego da plebeia perder Afonso para Catarina. E doia ainda mais em seu ego saber que o povo parecia amar ainda mais a rainha de Artena e que nunca seria aceita como rainha por ninguém.
Ela acabou sabendo que Afonso e Catarina partiriam juntos em viagem para Alfambres na tentativa de conseguir um empréstimo em prol de seus reinos e sabia também que tal viagem poderia ser uma oportunidade de os dois se aproximarem.
A ruiva simplesmente não enxergava, ou parecia não querer enxergar, que o casamento jamais aconteceria e que nunca seria rainha de lugar algum, ainda mais sabendo que seus dias dentro do castelo estavam contados, pois sabia que até o retorno de Afonso e Catarina de Alfambres, o rei certamente não se agradaria em vê-la ali.
Naquele momento mais uma discussão entre ela e Afonso acontecia. Os dois estavam nos aposentos do rei e a plebeia continuava tentando fazê-lo voltar para si.
- Afonso, você não pode fazer isso comigo. Você prometeu que iríamos nos casar e que me faria rainha de Montemor junto com você. - Ela dizia e ele suspirou cansado de voltar a discutir novamente sobre o mesmo assunto.
- Amália, por favor, nós já conversamos sobre isso. Eu não posso me casar com você porque não a amo mais. Isso só nos traria ainda mais sofrimento, pois eu não seria feliz ao seu lado e nem a faria feliz. - Ele disse cansado de repetir a mesma coisa pela milésima vez.
- Eu não acredito, eu não posso acreditar que está apaixonado justo por Catarina. De tantas mulheres logo ela? - A ruiva se questionava indignada.
- Isso não tem explicação, Amália. Aconteceu, simplesmente aconteceu. Eu não posso lutar contra os meus sentimentos. - Ele disse.
- Afonso, você não pode fazer isso. - Ela disse se aproximando dele segurando seu rosto entre as mãos. - Você me ama, isso é só um encanto passageiro, isso é bruxaria de Catarina. Ela te enfeitiçou.
- Não torne tudo mais difícil, por favor. - Afonso disse retirando as mãos da mulher de seu rosto. - Não há bruxaria ou o que quer que seja. Eu simplesmente me apaixonei por ela. Você precisa aceitar, nós não iremos mais nos casar. Eu não quero que as coisas acabem de uma forma ainda pior.
- E agora sou obrigada a te ver se preparando para viajar com Catarina. Ela conseguiu o que tanto queria, conseguiu te envolver, conseguiu arrancar você de mim. - Amália disse e Afonso respirou fundo. Agora ele entendia quando lhe diziam que ela parecia só ouvir o que queria.
- Minha viagem com Catarina nada mais é que uma tentativa de reerguer nossos reinos e juntos temos muito mais chance de conseguir o empréstimo junto ao Conselho, coisa que seria muito difícil de conseguir sozinho, espacialmente sabendo o quão desacreditado eu estou perante os reis. - Afonso disse sabendo que ela deduziria o que ele estava falando.
- Afonso, você se arrepende de ter abdicado de tudo por mim? - Amália questionou.
- Sendo bastante sincero, sim, me arrependo. Não estou lhe atribuindo culpa, longe disso, porém hoje eu vejo o quanto essa decisão foi errada e o quanto o povo sofreu e sofre com as consequências de minha péssima decisão. - Ele disse sendo sincero.
- Eu não consigo acreditar. - Amália disse andando de um lado para o outro sentindo raiva sempre que sua mente formava imagens de Catarina. - Aquela mulher maldita, aquela cobra, aquele demônio em forma humana te enfeitiçou, te enlouqueceu, conseguiu te colocar contra mim.
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Rise
FanfictionO fogo se aproximava cada vez mais dos pés de Catarina e ela ficou completamente desesperada tentando em vão se afastar. Ela começava a fazer força para tentar se soltar daquelas amarras, mas elas nem se moviam. Suas lágrimas aumentaram, sua respira...
