Estou fechando a mala quando escutado batidas fortes na porta, digo que estou indo e desço o mais rápido que posso, para abrir a porta. Coloco a mão na maçaneta e giro abrindo.
- Sim? - digo, antes de olhar para a pessoa. Quando meus olhos caem sobre Trevor fico preocupada por ver seu rosto com uma expressão de desespero. - Trevor? O que houve? - pergunto, rapidamente.
Ele não me responde, apenas me abraça forte passo minhas mãos por sua cintura e faço carinho em suas costas. Escuto seus soluços e suponho que ele esteja chorando, isso é assustador nunca vi ele chorar do modo que está chorando agora, como se cada músculo do seu corpo doesse. Tento acalmá-lo, ficamos abraçados enquanto ele chora por alguns minutos.
Ele se acalma um pouco, mas não me larga por nenhum segundo.
- Ei, o que você acha de subirmos? E você me conta o que aconteceu? - pergunto, delicadamente enquanto faço carinho em suas costas.
Vejo que ele movimenta a cabeça em afirmação, nos separamos, mas pego em sua mão para subirmos. Chegamos ao meu quarto, me sento na cama e ele deita a cabeça nas minhas coxas, faço carinho em sua cabeça.
- Então, o que houve? - pergunto, preocupada e curiosa.
- Meus pais - ele diz, com a voz rouca de chorar.
- O que tem eles? - pergunto.
- Eles apareceram no meu apartamento, quando cheguei eles já estavam lá - suspira, como se o peso do mundo estivesse em seus ombros. - Eles pediram desculpa por terem me abandonado e por terem acreditado em Katherine - diz, olhando para o teto. - Eles querem uma segunda chance - termina.
- E o que você acha sobre isso? - pergunto, querendo saber seu ponto de vista.
- Sinceramente Scar, eu não sei. Tenho medo de dar essa confiança e eles me deixarem novamente, não sei se eu iria aguentar ser abandonado de novo e se eu me tornasse alguém pior do que eu era? - diz, rapidamente.
- Talvez, você devesse dar uma segunda chance pode ser que agora seja diferente. E você nunca foi uma pessoa tão ruim - digo, enquanto faço carinho em sua cabeça.
- Eu era uma pessoa ruim, muito ruim Scar, eu fazia joguinhos idiotas com as pessoas porque eu não tinha mais empatia, eu era frio. Mas quando eu te conheci, percebi que precisava mudar para pelo menos ter uma chance com você e pelo visto deu certo - ele diz, mas sem deboche ou um sorrisinho no rosto.
- É, pelo jeito sim. Mas acho que você deveria cogitar a ideia de dar uma segunda chance para eles - digo.
- Eu vou pensar bem, mas agora, você poder deitar aqui comigo? Eu preciso de você, eu me sinto seguro com você - ele diz.
Por um segundo fico impactada com suas palavras, mas faço o que ele pede, me deito e ele deita em meu peito como se fosse o lugar mais confortável e seguro do mundo.
Ele está tão frágil que nunca pensei que veria ele assim, ele parece desnorteado e sinceramente, acho que ele deveria dar uma segunda chance a eles. Talvez, faça bem para ele ter os pais por perto, eu sei que o que eles fizeram é imperdoável, mas pode ser uma coisa boa.
Eu vou apoiar a decisão dele, eu só quero vê-lo feliz com sua escolha e que ele não se arrependa depois. Mas agora ele precisa de mim, e eu estou aqui por e para ele.
Ele pede para eu cantar a música que eu geralmente cantarolo baixinho, é a música que minha mãe sempre cantava para mim. É a música de um dos meus desenhos preferidos.
Sempre canto ela, quando a saudade da minha mãe aperta muito, isso faz com que eu sinta ela por perto, como se ela estivesse ao meu lado e cantando junto comigo.
Enquanto cantarolo faço carinho em seus cabelos, olho para o teto e como está começando a escurecer as constelações estão começando a aparecer. Esse parece aqueles finais de tarde que eu sonhava quando era pequena.
Com um cara bonito e legal em meus braços enquanto eu faço carinho e cantarolo baixinho.
Vejo que sua respiração está mais calma e deduzo que ele adormeceu, mas não paro de fazer carinho e cantarolar. Até que também pego no sono.
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Honey, We're broken (FINALIZADO)
RomanceOBRA FINALIZADA! Sinopse: Toda ação tem sua reação, todo ato tem sua consequência e toda dor tem seu motivo. A ação foi eu ter ido até você aquela noite no bar e a reação foi você ter revidado. O ato de ter te provocado veio com a consequência de vo...
