capítulo dezenove

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Ana

Acordei com uma vontade insaciável de comer pizza de camarão, sonhei comendo isso, não deu outra, vontade veio na certa.

Peguei meu celular pra ver as horas, e eram 21:30, dormir demais, resolvi mandar mensagem pro ret, porque como eu sei que hoje provavelmente não tem nada aberto, se eu mandar mensagem pra ele, ele arranja ou pelo menos manda os menó arranjar.

Tomei um banho rapidinho, vesti um short e uma blusa do ret, olhei o celular de novo e ele não havia respondido, resolvi ir atrás dele.

Subi o morro em direção a boca principal, já tava cansadinha.

Era realmente necessário? Não, mas a vontade só aumentava, então sim, eu vim.

Parei em frente a boca e os cara já fecharam a cara, eu em, tem medo de mim?

Xx: pode passar não patroa

Ana: porque? - arqueei a sobrancelha

Xx: patrão tá em reunião. - falou tenso.

Aí tem coisa.

Ana: pois foi o seu patrão que mandou eu vim aqui, e se você me barrar de novo, eu falo pra ele que você me tocou. - sinceramente, sem nem porque eu falei isso, mas eu quero entrar.

Xx: pô, tu num vai passar não.

Ana: o caralho que eu não vou passar, o filho da puta me faz subir esse morro todo, pra quando chegar aqui você barrar minha passagem, me poupe né - empurrei ele e entrei.

Abri a portinha do quartinho rindo por eu ter mentido na cara dura, mas assim que eu olhei pra dentro, meu sorriso murchou total.

O ódio me subiu em um nível, que vocês não tão entendendo, nojo, nojo de mim por ter ficado com essa nojento, o cara tava comigo hoje mano, meu deus.

Camila tava sentando nele enquanto ele batia na bunda dela.

Bati a porta com toda a força que eu tinha e sai dali.

Xx: Pô patroa, tentei te impedir ainda.

Ri sem graça e sai.

Foi papo de 2 minutos até meu celular tocar desesperadamente, como viu que não teria retorno, parou de tocar.

Mas em compensação uma moto parou do meu lado.

Ret: vamo conversar

Ana: tem nada pra conversar não

Parou a moto e me acompanhou, puxou meu braço.

Ana: não me toque seu nojento. - me afastei.

Ret: pô cara, isso não tem nada haver, não significa nada pra mim.

Ana: você é um bosta, real, nem pra inventar qualquer merda pra justificar você é capaz, mas não se preocupa não, não vou chorar, nem te bater, muito menos bater na mona lá, mas se tem uma coisa que tu vai ganhar de mim a partir de hoje é meu desprezo, pode ter certeza

Ret: tu não sabe nem o que tu tá falando cara, tu tá com a cabeça quente, vai pra casa, amanhã a gente conversa.

Ana: vai pro inferno, amanhã a gente conversa uma porra, eu tô com tanto nojo da tua cara, que infelizmente eu ainda vou ter que olhar pra ela, porque eu moro nessa merda aqui tbm.

Ana: tu tava comigo hoje seu nojento, mas sabe o que mais engraçado? - ri sem humor - é que eu tô zero surpresa.

Ret: eu sempre falei que a gente não tinha nada... - cortei ele

Ana: e eu sempre acatei, não vou te tontear, nem nada não, o que a gente tinha acabou aqui, se é que tínhamos algo, mas quando apertar pro teu lado, tu vai ver se essas negas vão tá do teu lado, e tu sabe bem que não, mas quando isso acontecer, tu nem lembre de mim.

Falei e sai andando, eu não tava triste, eu tava, sei lá, decepcionada?

O cara tava me chamando de minha mulher cara, que nojo, real.

Eu que não vou sofrer por um pedaço de bosta desse, agora ele vai ver o que é ser tratado com desprezo e indiferença.

Sou um mulherão da porra, e ficar me permitindo sofrer por pouca bosta? Jamais.

Vou tocar minha vida, conhecer novas pessoas.

A real é que eu me apeguei a ele sim, mas amar, eu não amo não, e eu tô tão aliviada por isso.

Cheguei em casa, a priscila tava no sofá.

Subi direto, saber que se eu não tivesse aquela vontade de comer pizza, eu tava aqui sendo dada como trouxa.

Tomei outro banho pra tirar esse cheiro de mim, odeio andar nessas bocas, energia ruimzona, cheiro de maconha, fumaça, nam, me vesti com roupa de dormir e desci pra comer.

Priscila: tem lasanha no microondas, vai comer.

Passei direto, fiz meu prato e voltei pra sala.

Priscila: o que foi?

Ana: peguei o ret com a camila lá na boca

Priscila: depois dessa viagem toda que vocês fizeram? - falou surpresa

Ana: incrível né? - ri sem humor.

Priscila: mas você tá bem?

Ana: tô bem, mas ainda bem que aconteceu isso mesmo, porque eu já ganhei um refil de como é se envolver com esses cara.

Ela assentiu.

Priscila: então quer dizer que a mãe tá on?

Ana: e como está - rimos.

Ficamos assistindo tv até umas horas e depois eu fui dormir, amanhã não íamos abrir o salão, então vou dormir mais um pouquinho.

Só precisamos de nós. {M}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora