Já havia se passado um mês, estávamos no começo do mês de fevereiro, e eu tô dando Graças a Deus.
Eu e o ret estamos na mesma, arrisco até dizer que estamos pior.
Ele passa por mim e finge que não me ver, e eu faço pouco caso também né.
Não fala contigo, mas é o primeiro a ver meus status e storys, se me ver com alguém bota logo o carão, aguento não.
De vez em quando eu vejo ele com uma moninha do lado, parece que fez questão que eu veja sabe? Enquanto os que eu pego, ele não sabe nem da existência.
Hoje era sábado e uma cliente lá da penha me chamou pra ir para um baile de lá.
E como já tinha um tempo que eu tava só em casa, eu vou né.
Hoje eu fechei o salão mais cedo e agora eu tava subindo pra casa.
Passei no bar da dona Vera e o embuste tava lá com os outros bebendo na mesa.
Entrei e pedi uma marmita pra comer em casa, sentei no balcão mesmo e fiquei esperando.
Fumaça: Eaí ana, tudo beleza?
Me virei e fiquei de frente pra ele.
Ana: Opa, de boa, e tu?
Fumaça: Tamo indo né, ó Gislene - chamou ela - Manda o prato do dia aí, comer aqui mesmo e um litrão. - Ela assentiu e saiu.
Vera: Aqui minha filha.
Fui no freezer peguei uma coca de 1l e voltei no balcão pra pagar.
Ana: Obrigada Dona Vera, vou indo, tchau aí fumaça.
Fumaça: Pô, quer que eu vá te deixar?
Ana: Olha, eu vou agradecer viu.
Fumaça: Beleza então, aí dona Vera, precisar trazer meu prato agora não, vou só fazer um corre aqui. - Ela assistiu e foi pra cozinha.
A gente andou até fora do bar, ele foi pegar a moto que tava do outro lado da rua e o embuste lá ficou me encarando.
Eu em, cara feia pra mim é fome.
Ele veio com a moto e na hora que eu subi, o ret vaio até nós.
Ret: Deu a hora da tua ronda já, era 30 minutos de almoço, quer ficar marolando.
Fumaça: Qual foi ret?
Ret: Qual foi o que cara? Ouviu não? Bora, caça teu rumo.
Fumaça: Foi mal aí Ana.
Desci da moto no ódio.
Ana: Não, tá de boa, vou indo, tchau.
Fumaça: Fé aí.
Ela falou e saiu rasgando com a moto, provavelmente no ódio também, o cara ficou até sem almoço.
Ajeitei minhas sacolas e fui subindo também.
Ret: Sobe aí.
Ana: Tô te boa - Continuei andando.
Ret: Sobe logo porra.
Ana: Eu não quero e não vou subir.
Ret: Tu num queria tanto uma carona, então sobe logo.
Não falei? Esse cara só pode ser louco, não olha na minha cara por dias, e depois vem fazer esse show todo.
Ele que enfie essa carona no cu dele.
Neguei voz mesmo, continuei andando.
Ele passou rasgando com a moto do meu lado.
Ana: PASSA LOGO POR CIMA OTÁRIO.
Gritei e algumas pessoas olharam pra mim assustadas.
Continuei andando, e fui pra casa.
Cheguei em casa, coloquei minha comida no microondas, e a coca na geladeira e subi pra tomar meu banho.
Tomei banho, coloquei um top com um shortinho de pijama, peguei minha comida e um copo de coca e fui pra sala, coloquei uma série que eu tava assistindo e mandei bala.
Quando eu terminei, lavei logo a louçinha que eu sujei e continuei minha série.
Cochilei uns minutos, mas acordei com o som de algumas mensagens chegando.
Era o grupo das meninas da penha.
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Rolê hoje tava de pé então.
Despertei de vez e fui arrumar a casa.
Um tempo depois a Priscila chegou e foi fazer as coisas dela.
Ela entrou no meu quarto e eu tava separando uma roupa.
Priscila: Vai sair? - assenti.
Priscila: Pra onde?
Ana: Penha, vai ter baile.
Priscila: Vai com quem?
Ana: Umas colegas de lá, clientes. - Ela assistiu - Quer ir?
Priscila: Vou não, vou sair com o PL.
Ana: Entendi.
Ela voltou para a sala e eu fui arrumar minha bolsa.