capítulo quarenta e três

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Ret

Pagode, whisky descendo gostosinho, amo a vida que eu tenho.

Tava com os crias aqui na praça, tava rolando mó auê, o fervo puro.

Ferrugem ia cantar mais tarde, e a praça já estava lotada, o que não é surpresa, os bailes do meu morro não decepcionam nunca.

De longe vi a outra chegando acompanhada da irmã dela, ria de alguma coisa que a Priscila falava pra ela.

Apensar de tudo não tem como negar que ela é gata pra caralho, tava com um vestido branco colado de alcinha.

DG: Vai babar pai?

Ret: E o cu, vai me dá? --- Falei e ele riu negando com a cabeça.

Vi ela se aproximando e foi falar com o menor que vende as drogas mais leve.

Ele deu o saquinho pra ela, mais deu pra ver que era doce, ela entregou o dinheiro e saiu.

Sabia nem que ela usava essas porra.

Acompanhei ela com olhos até voltar pra mesa, pegou uma balinha, jogou dentro do copo e deu um gole.

Tirei minha visão dela quando a Patrícia veio para o meu colo.

Tem jeito não, posso ser o mais filho da puta possível com essas piranhas, mas elas sempre voltam.

Patrícia: Oi Ret.

Ret: Eaí gata.

Patrícia: Sentiu falta?

Ret: Quer que tu acha? --- Ela sorriu.

Patrícia: Eu tava aqui pensando, eu vou me mudar para o morro. --- Falou e eu já neguei. --- Que foi?

Ret: Papo é esse?

Patrícia: Ué, ficar mais perto de você, a gente pode até, não agora, mas ver uma casinha pra nós dois.

Ret: Tá dando de maluca? Para com esse papo aí.

Patrícia: Ué, não tô te entendendo.

Ret: Quem não tá te entendendo sou eu, a gente tem o que pra tá morando junto?

Patrícia: Eu pensei que...

Ret: Pensou errado.

Patrícia: Sério, qual o seu problema?

Ret: Qual o meu problema o que? Tá achando que tá falando com quem porra? --- Falei e algumas pessoas olharam.

Patrícia: Você acha que eu sou essas putas do morro né? Que você larga e volta na hora que quer.

Ret: A única diferença entre vocês, é que tu tem dinheiro, e é mais emocionada, porque o resto.

Patrícia: Você é um babaca.

Ret: Bora, mete teu pé daqui, se tu subir esse morro mais uma vez, tu vai ter o teu.

Patrícia: Eu não tenho medo de você. --- Agarrei ela pelos cabelos que me olhou surpresa.

Ret: Ou tu sai daqui agora, ou vai sair a base de tiro, tu que decide. --- Falei e empurrei ela, que caiu no chão.

Ela pegou a bolsa e saiu chorando.

Tomar no cu, vou aturar mulher emocionada se crescendo pro meu lado não.

Enchi logo meu copo e fui pra onde os cara estavam.

Ana

Uma parada que eu acho feio é isso, e o mais engraçado é que geral para pra ver, como se fosse a atração da noite, nojo.

Os dois estão errado, ele por se achar o pica de mel e querer humilhar qualquer menina na frente de todos e ela por não se valorizar, eu não me vejo nunca passando uma situação dessa, tenho nem cara pra isso.

Dei de ombros e comecei a dançar.

Tava tocando um funk e eu já estava na ondinha.

Priscila: Vamos no banheiro? --- Assenti e a gente foi andando.

Ela entrou e eu fiquei esperando na porta.

Uma menina passou esbarrando em mim que derramou cerveja no meu braço, fiquei puta né?

Ana: Tá louca sua retardada?

Xx: Ih, nem te vi. --- Falou e saiu rindo com uma amiga dela.

Entrei no banheiro e fui lavar meu braço.

Que ódio que eu fiquei, as vezes eu nem conheço essas mapoa, mas elas vem só de graça.

Priscila: Que foi?

Ana: Uma louca aí derramou cerveja em mim.

Priscila: Ué, e tu não fez nada?

Ana: Deixa pra lá, vem, vamos dançar.

Já eram seis horas da manhã e eu não aguentava mais dançar, já tinha feito um rabo de cavalo, coloquei meu óculos e fui pegar uma água.

Ana: Vamos né? Deu por hoje.

Priscila: Vamos.

Ana: Cadê a Dani?

Priscila: Foi com o DG mais cedo. --- Assenti e a gente foi pra casa.

Não revisado.

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