Ret
Pagode, whisky descendo gostosinho, amo a vida que eu tenho.
Tava com os crias aqui na praça, tava rolando mó auê, o fervo puro.
Ferrugem ia cantar mais tarde, e a praça já estava lotada, o que não é surpresa, os bailes do meu morro não decepcionam nunca.
De longe vi a outra chegando acompanhada da irmã dela, ria de alguma coisa que a Priscila falava pra ela.
Apensar de tudo não tem como negar que ela é gata pra caralho, tava com um vestido branco colado de alcinha.
DG: Vai babar pai?
Ret: E o cu, vai me dá? --- Falei e ele riu negando com a cabeça.
Vi ela se aproximando e foi falar com o menor que vende as drogas mais leve.
Ele deu o saquinho pra ela, mais deu pra ver que era doce, ela entregou o dinheiro e saiu.
Sabia nem que ela usava essas porra.
Acompanhei ela com olhos até voltar pra mesa, pegou uma balinha, jogou dentro do copo e deu um gole.
Tirei minha visão dela quando a Patrícia veio para o meu colo.
Tem jeito não, posso ser o mais filho da puta possível com essas piranhas, mas elas sempre voltam.
Patrícia: Oi Ret.
Ret: Eaí gata.
Patrícia: Sentiu falta?
Ret: Quer que tu acha? --- Ela sorriu.
Patrícia: Eu tava aqui pensando, eu vou me mudar para o morro. --- Falou e eu já neguei. --- Que foi?
Ret: Papo é esse?
Patrícia: Ué, ficar mais perto de você, a gente pode até, não agora, mas ver uma casinha pra nós dois.
Ret: Tá dando de maluca? Para com esse papo aí.
Patrícia: Ué, não tô te entendendo.
Ret: Quem não tá te entendendo sou eu, a gente tem o que pra tá morando junto?
Patrícia: Eu pensei que...
Ret: Pensou errado.
Patrícia: Sério, qual o seu problema?
Ret: Qual o meu problema o que? Tá achando que tá falando com quem porra? --- Falei e algumas pessoas olharam.
Patrícia: Você acha que eu sou essas putas do morro né? Que você larga e volta na hora que quer.
Ret: A única diferença entre vocês, é que tu tem dinheiro, e é mais emocionada, porque o resto.
Patrícia: Você é um babaca.
Ret: Bora, mete teu pé daqui, se tu subir esse morro mais uma vez, tu vai ter o teu.
Patrícia: Eu não tenho medo de você. --- Agarrei ela pelos cabelos que me olhou surpresa.
Ret: Ou tu sai daqui agora, ou vai sair a base de tiro, tu que decide. --- Falei e empurrei ela, que caiu no chão.
Ela pegou a bolsa e saiu chorando.
Tomar no cu, vou aturar mulher emocionada se crescendo pro meu lado não.
Enchi logo meu copo e fui pra onde os cara estavam.
Ana
Uma parada que eu acho feio é isso, e o mais engraçado é que geral para pra ver, como se fosse a atração da noite, nojo.
Os dois estão errado, ele por se achar o pica de mel e querer humilhar qualquer menina na frente de todos e ela por não se valorizar, eu não me vejo nunca passando uma situação dessa, tenho nem cara pra isso.
Dei de ombros e comecei a dançar.
Tava tocando um funk e eu já estava na ondinha.
Priscila: Vamos no banheiro? --- Assenti e a gente foi andando.
Ela entrou e eu fiquei esperando na porta.
Uma menina passou esbarrando em mim que derramou cerveja no meu braço, fiquei puta né?
Ana: Tá louca sua retardada?
Xx: Ih, nem te vi. --- Falou e saiu rindo com uma amiga dela.
Entrei no banheiro e fui lavar meu braço.
Que ódio que eu fiquei, as vezes eu nem conheço essas mapoa, mas elas vem só de graça.
Priscila: Que foi?
Ana: Uma louca aí derramou cerveja em mim.
Priscila: Ué, e tu não fez nada?
Ana: Deixa pra lá, vem, vamos dançar.
Já eram seis horas da manhã e eu não aguentava mais dançar, já tinha feito um rabo de cavalo, coloquei meu óculos e fui pegar uma água.
Ana: Vamos né? Deu por hoje.
Priscila: Vamos.
Ana: Cadê a Dani?
Priscila: Foi com o DG mais cedo. --- Assenti e a gente foi pra casa.
Não revisado.
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Só precisamos de nós. {M}
Romance"Com ela a vida tem momentos incríveis, com ela os meus sonhos são mais possíveis!"
