capítulo setenta

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Ana

Ana: Nego, vai querer ir lá em casa comigo?

Alex: Não dá gata, tô atolado de trabalho, sem caô, ainda tenho que passar lá no meu pai pra assinar umas mercadorias, já que eles estão viajando.

Ana: Tudo bem! - Falei saindo e ele me puxou.

Alex: É o quer que já está com esse bico? - Falou rindo.

Ana: Ué, bico nenhum, só não entendo o porquê de tu não querer nunca ir lá, só isso.

Alex: Nunca meu amor? tá louca, eu quero ir sim, você sabe disso, juro que eu não fui ainda porque não deu pra mim, mas podemos ir sábado.

Ana: Tá bom, vou lá me arrumar.

Alex: Tá certo, dá um beijo aqui no teu preto, que eu já vou. - Fui até ele e dei um selinho, mas ele me puxou e aprofundou o beijo. - Vai lá gostosa.

A gente está ficando, ainda não arrisco dizer que estamos namorando, até porque ele não pediu nada, mas eu venho gostando do jeito que está, ninguém cobra nada de ninguém, estamos nos curtindo, e tá rolando uma química gostosinha, sem contar que ele não deixa em falta na cama.

Ana: Tá, vai lá, cuidado.

Alex: Você também, beijão.

Ele saiu e eu subi pra me arrumar.

Tomei banho, vesti um vestidinho colado estampado, passei prancha no cabelo, me perfumei e só passei um corretivo e gloss.

Calcei minha rasteirinha, peguei minhas coisas e chamei meu Uber.

No caminho mandei mensagem pra Priscila e ela já estava chegando também.

Assim que o Uber chegou, eu paguei e desci.

Ana: Bença pai, oi Samara.

Carlos: Oi filha, milagre é esse.

Ana: Você pare viu, que eu estou vindo é muito te visitar.

Samara: Oi amor.

Ana: Oi gata, como tu está?

Samara: Mulher, sentindo dor, barriga tá pesadíssima.

Ana: E a neném da mana, tá bem?

Samara: Tá bem graças a Deus, só aguardando essa sapeca.

Ana: Oi minha princesa, a mana não ver a hora de te conhecer meu amor. - Falei alisando a barriga da Samara e a neném chutou. - Aí meu deus, é meu amor, mana tá aqui com você.

Samara: Tá na hora de fazer o teu em Ana.

Ana: Quero não. - Falei rindo. - Vou babar muito é no teu.

Carlos: Cadê tua irmã Ana?

Ana: Ele deve tá vindo já pai.

Demorou um pouquinho e a Priscila chegou.

Nós fomos almoçar e depois ficamos conversando na varanda chupando sacolé.

Samara subiu com meu pai pra ir se deitar na cama porque a barriga já estava pesando muito.

Ana: Eai, como tá tua relação?

Priscila: Tá tão bem, que chega até ficar estranha.

Ana: Que bom né. - Falei rindo.

Priscila: E você e o Alex?

Ana: Estamos ficando, e tá muito bom assim, sabe? - Ela assentiu.

Priscila: Mas não vão nem tentar passar pra outra fase?

Ana: Pri, acho que agora não, sei lá, ainda estamos nos conhecendo, e nem estamos apressados, eu queria trazer ele aqui, já chamei duas vezes, e nenhuma ele veio, então eu não sei, não que eu esteja falando que ele não tá querendo vir, as duas ele falou que estava ocupado, então, deixar ser no tempo dele.

Priscila: Não estamos apressados. - Fez aspas com o dedo e a gente riu. - Pois é, tipo, como vocês estão só ficando eu acho nada haver ele vim conhecer o pa, sabe?

Ana: Não, mas eu nem chamei mas por essa finalidade, meu deus, será se ele tá achando que eu tô querendo ir rápido demais?

Priscila: Acho que não, sei lá, conversa com ele. - Assenti. - E outra, quero te falar uma coisa, o ret já sabe que você ajudou ele.

Ana: Demorou até, quem contou?

Priscila: O pablo, falou para ele semana passada.

Ana: Nem me importo também, ele não vindo me atazanar, tá tudo certo.

A gente ficou papeando mais um tempinho e a tarde viemos embora.

Passei no apartamento do Alex e o bonito não tava em casa, fui direto pro meu.

Tomei um banho e a campainha começou a tocar, como o interfone não tocou, eu imaginei que fosse ele, então desci de toalha mesmo.

Ana: Resolveu dá as caras bonito? - Falei abrindo a porta.

Ret: Tava me esperando?

Tomei um susto.

Só precisamos de nós. {M}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora