capítulo trinta e dois

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ALGUNS DIAS DEPOIS

Ana

Tem alguns dias que eu não vejo o ret, e tá melhor assim, já estou cansada desse chove e não molha nosso, tenho nem tempo pra isso mais, tenho outras prioridades.

Minha semana foi muito corrida, carnaval tá aí né? Claro que seria assim.

Já falei para as minhas clientes que eu não vou abrir na semana de carvanal, vou cuidar é de mim, me ajeitar, tirar um tempo só meu, me curtir.

Tava fechando o salão quando o Álvaro mandou mensagem me chamando pra ir para um barzinho com pagode ao vivo e Graças a Deus longe do morro.

Tô tão cansada da minha rotina sabe? Não é desmerecendo, nem nada, mas eu queria sair da rotina, conhecer novas pessoas, novos lugares, novos ares, tô me prendendo muito a tudo isso aqui e não tá nem me fazendo bem.

Cheguei em casa, fui tomar um banho, coloquei uma roupa levinha e fui lavar a louça do café, depois fui colocar umas roupas na máquina e ajeitar a bagunça do meu quarto.

Fiquei atoa até a hora de ir me arrumar.

Tomei um banho demorado por conta das músicas da minha playlist, ouvir música no banho é tudo.

Passei meu hidrante, fiz todo o ritual da minha pele e depois fui me vestir.

Coloquei um macaquinho preto e separei minha rasteirinha.

Fiz uma make bem básica, depois dei mais alguns retoques no cabelo e tava ótimo.

Separei uma bolsinha e coloquei tudo o que eu costumo levar.

Sai de casa, tranquei a mesma, chamei um moto táxi e sai em direção a barreira.

De lá peguei meu Uber e fui para o barzinho.

Eu pedi para o cara parar perto de uma parada de ônibus onde o Álvaro ia descer.

Me encontrei com ele e fomos andando mesmo, era pertinho.

Álvaro: Você tá bem Ana? Tô te achando tão aluada.

Ana: Oh migo, desculpa, tô bem sim.

Entramos e já tava tocando menos é mais, como eu amo tudo isso.

Me distraí logo, pedimos um balde de long neck e começamos a cantar.

Álvaro me puxou e fomos mais para a roda sambar.

Eu amo esse jeito dele, levanta o astral de qualquer pessoa.

Uns amigos dele chegaram e daí foi só curtição.

Rimos, bebemos, dançamos e cantamos.

Tinha uma mulher da mesa da frente que não parava de me encarar, eu já estava ficando muito incomodada com isso, na mesa estava ela, uma bebê de mais ou menos 3 anos, que aparentemente era filha dela e um homem.

Até mesmo o Álvaro percebeu, ela não disfarçava e nem fazia questão.

Ana: Ou essa mulher me achou muito linda ou muita feia.

Só precisamos de nós. {M}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora