capítulo trinta e oito

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Ana

Dani: Vai passar o carna aonde gata?

Ana: Vou descer pra praia, e também ficar por aqui.

Priscila: Tão falando que aqui vai ser o fervo.

Ana: Aí, tomara mesmo, esse ano eu quero curtir.

Dani: Já estão vendendo o abadá do bloquinho da rua de cima, vai comprar?

Ana: Eu não, achei horrível.

Priscila: Eu também kkkkkkk.

Ana: Eu comprei uma roupa que eu vou usar no primeiro dia, linda.

Priscila: Aquela preta? --- Assenti. --- É linda mesmo.

Dani: Como ela é?

Priscila: Fica nuazinha no corpo, quero que tu veja.

Dani: Aí minha filha, certa ela, se eu tivesse um corpo desse, eu andava era nua. --- Comecei a ri negando com a cabeça.

Ana: Você é o erro, piranha.

A gente estava no bar tomando uma geladinha,  depois que fechamos o salão viemos pra cá, só nós três mesmo.

Dani: Vou pedir mais um balde? Brahma?

Ana: Aí mulher, não, não consigo gostar.

Dani: Qual então gata?

Ana: Skol né? --- Falei óbvio.

Ela foi buscar e eu aproveitei e fui no banheiro.

Quando eu voltei para a mesa, a Dani já tinha voltado.

Pri: Teu celular tava tocando aí.

Peguei o mesmo e vi duas ligações perdidas do Danilo, ele está assim agora, o dia todo perturbando.

Tô evitando o máximo sabe? Logo que eu descobri que ele é sobrinho do outro lá, e outra, pelo visto era sigiloso né? Não me contou em nenhum momento.

E mesmo que eu não tenha mais nada com o Ret, eu não vou ficar dando corda né?, porque ele pode tá com outras intenções, e de boba, eu não tenho nada.

Entrei no conversa e vi algumas mensagens dele.

Mensagem on:

Danilo: Vamos passar o carvanal em angra?
Te busco no primeiro dia mesmo. Topa?

Ana: Não rola, já fiz alguns planos para o carnaval.

Respondi a mensagem dele, e mais alguns minutos depois, ele respondeu.

Danilo: Qual foi? Tem como desmarcar não? Tava planejando um bagulho maneirinho pra nós gata.

Ana: Não né? 🙄
Avisou muito em cima da hora.

Danilo: Já é então.

Eu em, abusado, acha que as coisas são assim.

Bloqueei o celular e voltei a atenção para as meninas.

Dani: Então Ana, tu acha melhor o que?

Ana: Nem prestei atenção, perdão, o que era?

Dani: Primeiro dia e último dia sempre é o fervo, vamos passar esses fora do morro e os outros aqui, beleza?

Ana: Ótimo gata.

Prestei atenção no toque de música que tava tocando na tv, eu amo.

Ana: Seu Carlos, aumenta aí por favor.

Carlos: Agora minha filha.

Ele aumentou e eu comecei a cantar.

Ana: Por onde passei deixei corações partidos
Não tente me entender porque eu não faço sentido
Um pouco fora da lei, nem bato bem da cabeça
Eu vou embora antes que eu te enlouqueça
Foi foda, gostoso enquanto durou
Mas é que eu não nasci pra entender o danado do amor
Nem é por você, tenho medo das histórias que ouvi
E ele já causou.

Dani: Antes que seja tarde, vamos parar com isso
Eu quero liberdade e você quer compromisso
A verdade pra mim bem antes de tudo
Sinceridade é o que eu mais prezo nesse mundo.

Dani/Ana/Priscila: Eu gosto do cheiro que você deixa no meu travesseiro
Eu gosto da gente pegando fogo no chuveiro
Mas é que eu também gosto da minha liberdade
Eu sumo, mas eu volto, não é por maldade.

Ana: Essa mulher é perfeita, jesus.

Como tinha poucas pessoas no bar, nós mesmo que estávamos colocando as músicas, se não gosta, que se retire.

Olhamos para a porta e os embustes entraram, o embuste maior passou e me encarando ainda por cima.

Só virei minha cara legal.

Xx: Ei tia.

Ana: Oi?

Xx: Dá o controle aí.

Ana: Tem nem controle aqui cara.

Xx: Qual foi? Ret tá pedindo, ele vai falar mó besteira se eu não levar.

Ana: Aí pega. --- Entreguei o controle pra ele e ele levou para o outro lá.

Colocaram música de facção, aí já xoxei legal.

Ana: Gente, vou embora, vão ficar aí?

Dani: Quer ir para a praça? --- Assenti.

Priscila: Ótimo.

Ana: Vou pagar a conta, vão andando.

Dani: Pega. --- Tirou o dinheiro do bolso. 

Ana: Relaxa, vou passar no cartão.

Fui para o balcão e chamei o Seu Carlos pra pagar.

Ana: No cartão.

Paguei e quando eu ia saíndo o DG me chamou.

Ana: Oi. --- Fui na mesa deles, e todos olharam.

DG: Qual foi? É só nós chegar que vocês sai fora?

Ana: Pois é né migo.

DG: Vão pra casa?

Ana: Que nada, somos inimigas do fim. --- Falei gastando e ele riu.

Ret: Vai pra onde? --- Olhei para ele com deboche e saí.

É muita cara de pau viu.

Só ouvi os meninos rindo.

Priscila: Demora medonha.

Ana: DG chamou lá na mesa deles.

Elas assentiram e fomos para a praça.

Ana: Vou comprar a bebida naquele outro bar ali, trago o que?

Priscila: Skol Beats, quer Dani?

Dani: É, traz.

Fui lá e comprei.

Percebi alguns olhares em mim, quando eu virei tinha um cara me olhando do outro lado.

Voltei para a mesa das meninas e falei.

Ana: Gente, quem é aquele ali que tanto encara.

As meninas olharam disfarçadamente.

Priscila: Parece que é uns dos que fica de frente de um morro aliado aí.

Ana: E o que é que ele tá fazendo ali? Encarando ainda. 

Dani: Só Deus sabe.

Paramos logo com o assunto, a Dani voltou no bar pra pegar um abridor de garrafa e o cara saiu de lá.

E o resto da nossa noite foi assim, bebendo e rindo de todo mundo que passava.

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