capítulo sessenta e três

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Ana

Ana: Se acalma cara, pelo amor de Deus, pega. --- Falei entregando um copo de água pra ela. --- Eles estão bem, jajá mandam notícias.

Priscila: Você não sabe Ana, e se não tiveram, aí meu deus. --- Falou colocando a mão no rosto.

Ana: Para de pensar o pior, vem cá. --- Falei e abracei ela. --- Larga esse celular, para de ver essas coisas no twitter, vai te deixar mais aflita, vai orar, sei lá.

Meu celular tocou, fui no hack, peguei e atendi, Priscila olhou pra mim e ficou perguntando quem era, finalizei a chamada e desliguei.

Ana: Era a Dani, ela está vindo pra cá, estava na mãe dela.

Ela suspirou e sentou no sofá.

Depois de umas meia hora a Dani chegou e falou que não tava sabendo de nada, simplesmente o DG mandou ela pra mãe dela porque disse que ia dá b.o no morro, mas ela não imaginou que fosse algo tão sério.

Dani: Aquele puto, nossa mano, que ódio!!
Como ele não me fala isso cara, e se acontece algum coisa?

Ana: Te acalma tu também em, não adianta bater neurose agora não, vou fazer um chá pra vocês, já volto.

Fui na cozinha preparar o chá de camomila pra dá pras meninas.

A verdade é que eu estava nervosa e aflita sim, mas não tava deixando transparecer, eu sei o quanto elas estão nervosas, e não precisa as três ficar assim, uma precisa ser forte.

Entreguei o chá pra elas e peguei o meu.

Tentei distrair as meninas de todo jeito, Priscila pegou o celular e viu que tinha 8 mortes confirmadas, pra que? Se desesperou real, chegou até passar mal.

Tive que pedir na farmácia um calmante pra dá pra ela.

Priscila dormiu e a gente continuou lá esperando por notícias, estou aflita real, mesmo que eu tenha tomado nojo da cara do embuste, eu nunca iria desejar a morte dele, em hipótese alguma, sem contar que tem o DG também, um amigão, ai só pedindo a Deus mesmo, gosto nem de pensar.

Já vai fazer duas horas e sem notícia nenhuma dos meninos, a única coisa que sabemos até agora, é que a PM saiu do morro, mas que alguns moradores ainda escutam tiro lá dentro.

Priscila não para de chorar, tô até assustada, ela não é assim, ela tá sentindo alguma coisa e não se abre pra gente, já tentei conversar com ela, até chorei juntinho, horrível ver minha mana assim, dói em mim.

Telefone da Dani tocou e ela correu pra atender.

Ela atendeu, ficou alguns segundos calada, e começou a chorar, foi o pódio pra Priscila chorar também.

Ana: O que foi Dani? Fala mulher, pelo amor de Deus.

Ela desligou o celular fungando.

Dani: Eu não sei direito, DG foi baleado, Ret também, o garoto não me explicou nada, gritou um monte de coisa lá, só entendi isso, eu preciso ver ele, eu não vou aguentar não. --- Falou chorando.

Me deu um negócio tão ruim no coração, ouvir aquilo, uma sensação ruim, uma angústia, repreendi logo.

Ana: Calma meu amor, vai dá tudo certo, Deus está com eles, fica calma por favor, olha pra mim. --- Falei e ela olhou. --- Vamos fazer uma oração, pra Deus nos acalmar e salvar eles da morte.

Fizemos nossa oração, Priscila falou com o Pablo, e ele falou que os meninos foram para o Upa do morro, mas o Ret e o DG foram transferidos para Hospital da pista, porque o caso deles eram mais sério.

Dani: Vamos lá Ana, por favor, vamos comigo.

Ana: Eu vou meu amor, agora se acalma por favor, lava o rosto, eu vou chamar um Uber. --- Olhei pra Priscila e pedir pra ela me passar a localização do hospital.

Ela me passou, chamei o Uber, quando ele chegou, descemos e entramos.

Só precisamos de nós. {M}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora