capítulo trinta e cinco

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ALGUNS DIAS DEPOIS

Ana

Cheguei em casa um pouco cansadinha, mas hoje tinha pagode e as minhas chamaram pra ir.

Tomei um banho e fiquei mexendo no celular no quarto.

Priscila: Me empresta aquela tua saia jeans preta?

Ana: Tá na segunda gaveta.

Priscila: O que tá pegando? Tá tão distante, sei lá.

Ana: Nada não mana.

Priscila: Fala poxa, é o ret? O que é?

Ana: Tá tão na cara assim?

Priscila: Não amor, mas é que eu te conheço e sei quando tem algo te incomodando, mas fala, se abre.

Ana: Ele veio pedir desculpas semana passada, e pediu para a gente voltar, falou que agora era sério, papo de futuro, mas eu não confio, sabe? Pra mim ele não tava sendo sincero, na verdade, ele nunca foi sincero, e se traiu uma vez, ele vai trair duas ou mais. --- Ela assentiu. --- E eu não quero me apegar mais a ele, chegar a amar, e depois me fuder, porque eu sei que no final, a prejudicada vai ser eu, e eu não quero.

Priscila: Olha, pelo o que dá pra perceber, ele é bem fechado né? --- Assenti. --- Então, se ele se abriu, talvez esteja mesmo falando a verdade, a gente só dá valor quando perde, isso é um fato, e pode ser que ele tenha percebido isso.

Ana: O que era pra ser uma conversa, acabou sendo uma discussão, ele tentou entrar na minha mente de todo jeito com esse assunto, brincou legal com o meu psicológico, falou que uma hora ele ia cansar, e ia me tratar no desprezo, não é doce pri, eu juro, mas eu não confio mais poxa, ele não me respeitou, depois de uns bagulhos legais que a gente passou, ele conheceu meu pai e tals, e ainda fez isso, na boa, imagine eu no lugar dele, acho que até matar o cara, ele teria matado.

Priscila: Eu te entendo meu amor, siga o que seu coração mandar, esqueça o que ele falou, e saiba que relacionamento é coisa séria, então pense nisso, não mergulhe de cabeça em águas rasas, pense bastante se é isso que você quer, eu vou te apoiar em tudo, saiba disso, agora vai tomar pra gente ia mexer bem muito essa raba, sofrer por macho não tá no nosso DNA. --- Falou e eu sorri me levantando.

Ana: Te amo --- Falei pulando no colo dela.

Priscila: Vai logo cara --- Riu e saiu do quarto.

Fui tomar um banho e me arrumar.

Durante o banho, fiquei pensando sobre o que a Priscila falou, e ela tá certa, tenho que pensar se é mesmo isso que eu quero, por mais que eu sinta falta, não adianta ceder só por causa da pressão dele.

Saí do banheiro e fui me arrumar, vesti um vestido preto colado de alsinha.

Fiz uma make bem básica, porque a beleza já veio de berço rs.

Coloquei meu parzinho de brincos, troquei o piercing da cartilagem e coloquei minha corrente fininha de ouro, uma aliança que eu amava usar e um anel de falange.

Me olhei no espelho, e eu me pagaria fácil.

Desci a as meninas estavam na sala.

Dani: Amiga, você pega meninas?

Gargalhei baixo.

Ana: Só se for você.

A gente foi descendo só nós três mesmo.

Chegamos a já estava lotada.

Ana: Tanta gente é essa?

Priscila: Né não, estranhei, muito rosto desconhecido.

Dani: Cada boy gatinho --- Falou olhando em volta.

Ana: Saí daí fogosa, chamar o migo aqui viu. --- Rimos.

A gente foi atrás de uma mesa, e sentamos.

Pedimos um balde de Skol e um de Brahma.

Ana: Poxa, amo essa música. - Falei cantarolando.

Ana: Olha bem, quanto tempo vai durar dessa vez?
Uma noite, uma semana ou um mês?
Pra você me ligar ou me atender, eu já sei
Vamos dessa vez sentar e conversar
Vamos ser adultos, tentar superar
Ou então ficar nesse jogo de voltar e terminar
Não temos mais idade pra brincar 🎶

Cantei com uma mão no peito.

Dani: Amiga, sua situação resumida em música. --- Sorri.

Olhei para o ret e nosso olhar se encontrou, virei rapidamente, vou dá esse gostinho pra ele não.

Bateu até uma bad.

Chegou um cara em mim, falou, falou, dei nem atenção.

Xx: Um beijo só pô?

Ana: Não rola cara, eu em.

Priscila: Vem, vamos dançar. --- Me puxou.

A gente dançou agarradinha, amo muito minha irmã.

Olhei pra cima e vi uma mulher do lado do Ret, ele com uma mão envolta da cintura dela e com o rosto no pescoço da mesma, falando alguma coisa no ouvido dela, rindo que nem um idiota, e as amigas dela junto.

Mano? Ele quer algo sério assim?

Eu sei que fazem alguns dias, não dei nem uma resposta, mas porra, eu precisava pensar, as coisas não são como ele quer.

Priscila: Foi como eu te falei Ana.

Ana: Que se foda!!! Quero curtir! --- Fiquei com ciúmes mesmo.

Meu olhar se encontrou com o dele mais uma vez e ele me olhou sério, não esboçou nenhuma reação.

Eu sabia que ele ia cansar, mas não achei que fosse tão rápido assim kk.

Ana: Vou comprar uma água. --- Sai em direção ao bar, comprei uma água e fui lá fora.

Danilo: Eai sumida. --- Virei com a voz conhecida.

Ana: Danilo? Porra, tu aqui?

Danilo: Sou eu mesmo pô, tá surpresa?

Ana: Tô né, tu pode subir de boa?

Danilo: Outro papo isso aí, vamos lá para o outro lado. --- Assenti e a gente foi.

Danilo: Tá gata pra caralho mané. --- Sorri sem graça.

Ana: Para bobo.

Ele tava me secando na cara dura mesmo, já tava até sem graça.

Danilo: Muito gata, vai tomar no cu. --- Falou e me puxou pra um beijo.

Beijo dele é bom, mas não é o do ret.

Ele colocou uma mão na minha cintura e me puxou mais.

Ret: Perde tempo não mané, piranha mermo.

Paramos o beijo rápido e eu olhei para cara dele, o ódio em pessoa.

Ana: Perco mesmo não, agora piranha é essa aí do teu lado.

Xx: Vai deixar ela falar assim de mim amor?

Ret: Cala tua boca porra. --- Falou virando para ela.

Xx: Vamos logo ret, deixa essa aí.

Danilo: Pois é, escuta a mina. --- Falou debochando.

Meu deus, ele quer apanhar de novo.

Ret: Vai descendo, tenho quer resolveu um negócio aqui, e tu --- Apontou para o Danilo. --- Vai para o desenrolo, não te falei que não queria mais tu aqui?

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Só precisamos de nós. {M}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora