capítulo vinte e dois

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Ana

Hoje o salão tava tão cheio que eu já estava me agoniando, como amanhã era o Réveillon, eu não fiz com horário marcado, tinha mona até de fora do morro.

Dani: quais são os teus planos pra amanhã ana?

Ana: vou no danilo e depois venho pra cá

Dani: ele não sobe não né?

Ana: só se for pra morrer na barreira mesmo

Camila: tem algum horário disponível?

Ana: tem sim, vem.

Eu podia muito bem não fazer só por que é ela, mas a maturidade reina, e dinheiro é sempre bem vindo.

Fiz a unha dela e pelo visto gostou, não para de olhar e gravar.

Camila: então, ret falou contigo sobre eu vim?

Ana: não, ret não falou nada comigo não.

Camila: então, coloca na conta dele, que depois nós se acerta.

Ana: aqui não tem isso não, ou você paga ou eu arranco as unhas com alicate.

Camila: você não teria coragem de fazer isso com a fiel do patrão.

Ana: sinceramente, cansei, dani não deixa ela sair.

Sai do salão e fui em direção a boca, cara, eu tô tão sem paciência ultimamente, e essa demônia vem lá dos quintos dos infernos me atentar.

Ana: chama teu patrão aí por favor.

Xx: opa patroa, vou mandar um radin aqui pra ele.

Ele falou lá com ele e ele desceu.

Ret: diga minha princesa. - cínico.

Ana: eu acho bom tu pegar aquela tua cadelinha e adestrar, porque se ela entrar no meu caminho mais uma vez, eu dou uma surra nessa mulher tão grande, que ela não volta a andar não, já aguentei demais já, ela tá lá no meu salão, fez as unhas e não quer pagar, falou que colocasse na sua conta.

Ret: meu pau, tem mulher que só aprende apanhando mermo.

Desci e ele veio atrás.

Chegamos no salão e ela tava lá tentando sair de todo jeito.

Ele entrou com tudo no salão e puxou ela pelos cabelos.

Ret: quanto foi que ficou aí ana?

Ana: 100,00

Ret: dá o dinheiro logo aí pra ela

Camila: eu não tenho aqui ret

Ret: se vira porra - empurrou ela que cambaleou e caiu - levanta

Ela levantou.

Ret: bora, dá logo se tu não quer sair daqui a base de tiro.

Ela tirou 100,00 dos peitos e deu pra Dani.

Podia ter evitado esse constrangimento todo, se tivesse me entregado antes, mas não, gosta de passar vergonha mesmo.

Ele saiu arrastando ela pra fora atraindo olhares da favela toda.

Segundo perrengue que envolve meu salão, o pior é que o povo posta e ainda me marca.

Voltei as minhas atividades, e esse surto foi o assunto do salão até o resto do dia.

Fechei o salão e fui pra casa, hoje eu tava no pique, liguei para o Álvaro e combinamos de ir beber.

Lavei umas louças, ajeitei meu quarto e fui tomar banho.

Só precisamos de nós. {M}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora