Câmeras

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Minha vida estava um caos

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Minha vida estava um caos. Talvez fosse essa a melhor definição para o meu estado de espírito. Dormi fodidamente mal na noite passada pensando em tudo que poderia dar errado na missão, – na qual contaria hoje para Ariadne - em como tinha sido a sua recuperação, e se estava de fato segura. Deveria ter sido eu no lugar dela. Apenas a ideia de que toda aquela perseguição poderia ter um rumo diferente ou pior do que foi faz o meu sangue congelar e uma dor profunda atravessa o meu coração como uma adaga.

Ela é diferente.

Soube disso no momento em que coloquei os olhos naquela boca gostosa. Não posso ser babaca ao ponto de brincar com os seus sentimentos, apenas a ideia de machucá-la ou vê-la chorando me dilacera. Eu quero envolver meu braço na cintura dela, colocar minha mão na parte de baixo de suas costas, puxá-la para o lado e beijar aquela boca sempre que a tivesse por perto, mas não posso. Queria mostrar para aquele folgado abusado que eu já havia provado todo canto daquele corpo e não a divido com ninguém. É impossível não ser possessivo e agir como um homem das cavernas perto dela.

Meu celular vibra pelo bolso da jaqueta de couro preta, e termino de digitar as pautas para as próximas reuniões e averiguar os relatórios periciais antes de agarrar meu telefone.

Bezerra: Bom dia, senhor.

Faremos uma festa para Ariadne na casa de Murilo, às 21hrs da noite, sexta-feira.

O senhor está convidado.

Bufo ao ler o nome da casa do Anfitrião da festa. Mais um adicional à lista de motivos "Porque eu o odeio."

Eu queria berrar para o mundo que ela era minha.

"Não era apenas uma foda casual?" Minha mente me avisa e eu rio sozinho da mentira que vinha contando a mim mesmo.

Afonso: Ok.

Corro os olhos para a pasta amarelada, cujo qual deveria enfrentar, e envio o e-mail para Ariadne avisando-a que queria vê-la – e senti-la, beija-la, me enterrar dentro dela...

A manhã passa como a maioria das anteriores. Rápido e lotada de muito trabalho. Olho para cima da tela em que me concentrei nas últimas duas horas e vejo Ariadne com aquela bunda deliciosa escorada sobre o tampo da mesa, as pernas cruzadas, assim como ambos os braços em uma posição relaxada. Ela pisca para Murilo e conversa casualmente como se fossem velhos amigos. Já tinha chegado ao meu limite. Aciono minha segurança para que a chame imediatamente e assim ela o faz. Quando chega até a sua sala, vejo a postura da garota se enrijecer e formalizar. Ariadne sabia os motivos que traziam minha assessora ali e apenas concorda breve e firmemente com a cabeça. Seus olhos voam até mim – droga, fui pego – e eu apenas lhe ofereço um sorriso calmo e cafajeste.

Amava tirar ela do sério. Seus olhos se comprimiam, bem como, seus lábios tencionados em uma linha fina a deixava ainda mais misteriosa e sexy.

Volto a atenção à minha tarefa e ouço a voz da minha chefe de segurança em meu rádio minutos depois. Concedo permissão para a entrada de Ariadne e relaxo em minha cadeira ao vê-la caminhar sobre aquelas botas de salto - quentes. Seus cabelos estão presos em um rabo de cavalo alto, expondo a pele daquele pescoço macio que beijei dentro do elevador. Eu queria lamber cada centímetro dali. Meu pau se retorce dentro da calça duro como aço e me ajeito afim de melhorar minha situação, mesmo sabendo que meus esforços seriam totalmente em vão.

PERIGO AMOR EMINENTEOnde histórias criam vida. Descubra agora