• Romance ficcional •
Um reencontro entre ex namorados regado à paixão e desejo. Ariadne sempre quis ser independente. Após o sonho em cursar medicina ir por água abaixo, se tornar uma farmacêutica lhe parece uma boa opção para iniciar uma carreira...
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Puta que pariu.
Eu vou ser tio.
Eu fiquei dormindo com a luz acesa por meses até que Felipe perdesse o medo do escuro. Fiz omeletes, e todas sem presunto, porque ele odiava. De nós três, o que mais se metia em encrencas, também era o mais raquítico e branquelo.
Sempre fomos ensinados a ser responsáveis, gentis e unidos. Isso apenas se intensificou após a morte de nossa mãe. Principalmente para mim. O mais novo titio do pedaço. A certeza que eu tenho é de que essa criança será muito amada e mimada.
Não faço a menor ideia de como demonstrar tudo o que sinto, mas ela irá entender.
Todos estavam na área de lazer, sentados à mesa conversando sobre a vida e brincando um com a cara do outro. O típico papo pós almoço. Cris e Ariadne não estavam ali.
Talvez elas precisassem conversar sobre tudo o que está acontecendo. Resolvi dar um tempo, vigiando sempre o movimento de quem entrava pela casa, afinal elas não se conheciam, e não estava afim de bolar mais uma mentira caso percebessem o contrário.
Felipe se aproxima de mim como um menino bobão e sorridente sem camisa e com uma bermuda de tectel azul.
- Não vai beber? - Ergue a breja a apontando em minha direção e eu nego cruzando os braços. É difícil relaxar a postura e ignorar certos hábitos quando não se faz necessário. - Mas é claro que o titio mais lindo e legal de todos vai beber. Dou de ombros enfiando a mão dentro do bolso. - Estou esperando Ariadne colocar o biquíni lá dentro. - Aponto para dentro de casa.
- Você viu a Cris por aí?
- Talvez ela esteja junto de Ariadne. - dou de ombros - Logo elas voltam e desfilam com seus corpos esculturais por aí. - Consigo implicar Felipe ao citar o nome de sua namorada. Eu até conseguiria enganar alguém de fora demonstrando ser livre e aventureiro, mas era tão possessivo quanto ele.
Não dividíamos as nossas mulheres com ninguém.
Queria fazer Ariadne enxergar isso. Se a tivesse de novo em meus braços ela seria minha. Somente minha. Não sei lidar com a hipótese de algum homem se aproximando dela, ainda mais depois que a tivesse inteiramente entregue para mim.
Coloquei uma sunga preta e sentei na beirada da piscina com o boné na cabeça virado para trás. Deixei as mãos espalmadas sobre o chão de pedra apoiando meu tronco. Quando olhei para o lado e vi Ariadne sorrindo alegre andando ao lado de Cristiane, sinto algo lá em baixo ganhar vida ao ver o minúsculo biquíni que a morena colocou para me seduzir.
Era discreto e simples, assim como ela. Seus olhos me encontram, e ela crispa os lábios enquanto meus olhos varrem seu corpo indiscretamente como um namorado bobo e loucamente apaixonado. Tudo nela exalava a feminilidade, a beleza e principalmente o desejo.