• Romance ficcional •
Um reencontro entre ex namorados regado à paixão e desejo. Ariadne sempre quis ser independente. Após o sonho em cursar medicina ir por água abaixo, se tornar uma farmacêutica lhe parece uma boa opção para iniciar uma carreira...
Eu sou como uma arma sem balas Você poderia me tocar, espremer-me, não vou procurar se você puxá-lo Pegue meu número, você pode tê-lo • My way - Ella Mai
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Alvo e precisão dentro da Policia Federal são praticamente a mesma coisa, quanto mais rápido o atingirmos mais chance teremos de sobreviver em situações extremas. Passei o cartão de identificação pelas portas blindadas da arena de tiros e a encontro completamente vazia. Perfeito, assim posso treinar em paz sem nenhuma distração. Coloquei o coldre e o rádio ligado, caso alguém precisasse me chamar, sobre a pequena mesinha no canto inferior da cabine que escolhi, acomodei o abafador de tiros nos ouvidos e analisei lentamente o centro da minha mira antes de atirar.
1, 2, 3
Respirei fundo, e por fim, efetuei o disparo. Foi certeiro, mas não tanto quanto deveria. Ouvi de longe a porta de acesso restrito sendo aberta e vejo Murilo entrando na cabine ao lado. Não me importei com a sua barulheira por portar uma arma com um calibre bem maior, sendo desnecessária para treinos como este.
Antes de fazer a segunda miragem, o sinto olhando para mim e me viro de maneira inconsciente. Ele está sem os abafadores, e provavelmente estava esperando que eu o visse para que iniciasse uma conversa. Fingi demência e continuei parada o observando com a arma posicionada a minha frente. Murilo fez um sinal de retirada dos abafadores, agora não tinha mais para onde fugir, retirei e esperei que ele dissesse alguma coisa.
- Tenho uma proposta. – Me propôs colocando seu melhor sorriso para jogo. Murilo era um cara realmente bonito, alto, forte e seduziria qualquer um sem fazer muito esforço, mas ele não fervia minhas veias com o olhar, não me provocava um oco no estomago ao pronunciar o meu nome, não fazia meu coração sair do peito apenas por sentir sua presença. Mas não vou desperdiçar a chance de me divertir e fazer com que aquele homem saia logo da minha cabeça.
- Joga na roda. – Respondi.
- Se eu acertar a mira você sai comigo no sábado a noite, mas se acontecer o contrário e eu errar, em até 3 tentativas, você me paga uma rodada no bar do Bruno.
- Feito!! – Exclamo e nos reposicionamos completamente concentrados.
- Eu não costumo atirar para todos os lados com alvos em potencial, quando puxo o gatilho já tenho a certeza do bote. - Ele ressalta com uma feição pervertida no rosto e percebi de imediato que aquilo não tinha nada a ver com o treino de tiro guiado.
Murilo acertou a ultima faixa mais próxima do alvo, enquanto eu atingi a penúltima faixa. Miramos uma segunda vez e não deu outra, ele acertou o círculo vermelho com maestria no mesmo segundo em que abaixei minha pistola para ver onde tinha atingido.
- Encontro marcado. – Ele gesticulou me dando uma piscadela e continuou com sua sessão de tiros.