• Romance ficcional •
Um reencontro entre ex namorados regado à paixão e desejo. Ariadne sempre quis ser independente. Após o sonho em cursar medicina ir por água abaixo, se tornar uma farmacêutica lhe parece uma boa opção para iniciar uma carreira...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Eu estou pisando em malditos ovos. Não faço ideia de como conquistar a confiança de Ariadne, mas não pouparei esforços para tê-la. Eu a enxergava, a desejava e sentia seu desejo escondido sempre que direcionava seu olhar furioso sobre mim. Tinha ciência de que ela estava me evitando ao máximo, e embora sentisse bastante a sua falta, concentrei-me melhor em meu trabalho.
- Conseguiu encontrá-lo? – Pergunto ao agente Cardoso do outro lado da linha.
- Enviei o endereço.
Fragoso – um dos filhos bastardos de Bueno - estava foragido e iria para a cadeia. Aproveitaria de sua vulnerabilidade e o provocaria a nos passar informações valiosas sobre a vida e indícios dos próximos passos de Bueno, mesmo que já estivéssemos controlando seus passos graças aos excelentes trabalhos de Elisa e Cris. Embora soubesse que o "alcaguete" tem vida curta nas cadeias, sua pena poderia ser reduzida, caso colaborasse.
Nos encontramos no estacionamento de uma padaria no meio do percurso para começarmos a fazer o levantamento do número de agentes e distribuição nas viaturas. Ao todo seriam cinco agentes federais, dentro de duas hilux blindadas da corporação. Seguimos com as viaturas acompanhados de outros quatro policiais civis armados e devidamente preparados. A brisa leve batia pelo meu rosto e me lembrava do pouco tempo que restava para que tudo aquilo acabasse.
Eu precisava de férias.
Mal me lembrava da ultima vez em que passei um final de semana em casa. "Viciado em trabalho" era o que as pessoas próximas a mim sempre me diziam. Aquela mulher vem mexendo tanto com o meu psicológico que tudo que eu ando querendo é sumir com ela nesse mundão a fora e curti-la o máximo que eu puder. Não deixaria meu trabalho, pois assim como ela, ainda o priorizava muito e jamais a impediria de crescer e voar. Mas algo dentro de mim estava começando a mudar... uma paz avassaladora quando me aproximava dela, a vontade de querer construir uma vida, de somarmos juntos.
O baque seco dos pneus após a frenagem me tira dos devaneios e observo a luxuosa casa azul celeste. O lugar era enorme, impossível não negar que o cara possuía dinheiro- sujo. Fizemos a sondagem tática do local em busca de homens ou olheiros armados, e após 5 minutos, Murilo e Leonardo acenam rapidamente demonstrando que estava tudo limpo.
As portas francesas extravagantes, seguidas por uma entrada recoberta em gramado verde, perfeitamente aparado, demostravam o quanto era gasto com serviços extras de jardinagem e paisagismo diariamente. Batemos à porta e uma senhora vestida em um vestido cinza formal até a altura dos joelhos, aproximadamente de meia idade, com cabelos loiros e curtos veio nos atender.
- Pois não? – Ela pergunta entre o batente e a porta meio aberta.
- Polícia, senhora. – Murilo diz o óbvio. Ele insistia em usar os óculos de aviador. Ariadne curtia isso? Não é hora de insegurança agora porra, foco! - Fragoso está? - Ele pergunta e a testa da mulher se enruga antes de responder.