• Romance ficcional •
Um reencontro entre ex namorados regado à paixão e desejo. Ariadne sempre quis ser independente. Após o sonho em cursar medicina ir por água abaixo, se tornar uma farmacêutica lhe parece uma boa opção para iniciar uma carreira...
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Era um lugar arejado e tranquilo com música ambiente. Varias mesas se espalhavam sob a luz pendurada entre algumas estacas de ferro misturada entre árvores e flores, fazendo com que se formasse inúmeras tiras de fios iluminados acima de mim. Avisto a mesa onde Murilo e seus amigos conversavam, e me direciono até eles.
- Olá gatinha! – Murilo me cumprimenta com um beijo casto no rosto.
- Então é aqui que se reúnem para falar mal dos agentes? – Digo e me sento na única cadeira disponível ao seu lado.
Todos estavam animados, conversando sobre suas viagens, carreiras, família e comidas preferidas, à medida que eu olhava o celular de 5 em 5 minutos para ver quanto tempo ainda precisava ficar ali. Desbloqueio o celular, vou até os alarmes e coloco para despertar em menos de 1 minuto. O barulho ressoa como uma trombeta em minhas mãos e eu finjo atender uma chamada extra- emergencial.
- Sim? – espero 5 segundos antes de voltar a falar – Claro!! Sem problemas, estou a caminho. – Digito alguma coisa na tela e bloqueio o telefone.
- Aconteceu alguma coisa Ari?
- Nada demais, apenas alguns resultados da perícia e analise forense que ficaram prontos e preciso pegá-los para revisar e entregar amanhã.
- Não dá para esperar 5 minutinhos? – ele suplica – você acabou de chegar poxa...
- A Elisa está na agencia apenas me esperando para poder ir embora para casa. – Incremento a desculpa – Seria covardia fazê-la esperar ainda mais.
- Eu te levo até lá então.
- O que? – Minha voz sai aguda – Não precisa se preocupar, vim de carro. Relaxe e curta a noite junto de seus amigos.
- OK. – Seus ombros caem em descrença. – Me avise quando chegar em casa, tudo bem?
- Claro!! – Me aproximo para abraça-lo e saio em direção a meu refúgio absoluto. Minha casa.
Ouço o telefone vibrar dentro da bolsa, dessa vez de verdade, enquanto entrava no estacionamento do local. Entro dentro do carro e desbloqueio a tela para responder quem quer que fosse.
CRIS: Drinks hoje a noite?
ARI: Com certeza não, estou acabando de sair de um pub.
Está comprovado. Tenho 80 anos em um corpinho de 26.
CRIS: Talvez você só não queira perder seu tempo com gente chata!!
Estou a 5 minutos do seu prédio e com um vinho muito bom.
Topa?
Seria perfeito ter ajuda extra para montar uma penteadeira branca que havia sido entregue hoje pela manhã.
ARI: Fechado.
Digito e jogo o celular sobre o banco ao meu lado. Dirijo calmamente pelas ruas e avenidas apreciando o vento batendo em meus cabelos, as luzes refletidas pelos vidros dos prédios e o pagode tocando pelo Spotify. Giro a chave sobre a fechadura, encaro o ambiente levemente organizado, e faço uma nota mental de tentar organizar o que faltava nos armários e no guarda-roupa. Retiro os saltos e desabotoo o sutiã gemendo em alívio enquanto ando até o meu quarto. Após cerca de alguns minutos, ouço leves batidas em minha porta e abro para Cris.