Não sentir medo

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Bailey May

— Espero que não pegue um resfriado — eu digo a senhorita Paliwal após entrarmos na sala de minha casa.

Ela não é muito grande, nem luxuosa, porém tem tudo o que eu preciso e não chama muita atenção.

É perfeita para o momento.

— Eu te odeio — ela diz puxando a água do cabelo com certa raiva.

Meu carro estava dando umas falhadas no motor e precisou ir para a oficina, acabei indo para o velório de pé.

Quando Shivani pediu para tira-la de lá o único lugar viável que veio em minha mente foi minha casa, ela não hesitou pois acho que não tem mais tanto medo assim de mim.

O tempo estava formado e acabamos pegando uma chuva forte com trovões alto, aliás ainda chove lá fora.

— Eu vou te trazer uma toalha — digo passando minha mão pela minha camiseta social que está ensopada.

Caminho até meu quarto e quando volto minha aluna está observando a sala, com tanta curiosidade que nem disfarça.

— Aqui — balanço a toalha em sua frente e ela se assusta.

— O senhor demorou — pega a toalha e percebo que suas mãos estavam tremendo, provavelmente pelo frio.

— Estava me trocando — aponto para meu corpo, troquei a blusa social molhada por uma de gola alta preta e substitui a calça também.

Apenas não sequei o cabelo.

— Lindo — ela ironiza após enxugar o corpo e se abaixar para tirar o tênis, seu vestido estava tão colado que não sei como não rasgou.

— Eu sei — dou de ombros convencido, ela ri irônica.

— Muito lindo, enquanto o senhor está quentinho e de roupa seca, eu provavelmente vou me resfriar pela roupa molhada — ela revira os olhos voltando a me olhar.

— Tem razão — coço a nuca um pouco confuso.

— Porque não me dá a roupa de uma das suas alunas que o senhor traz para transar aqui? — ela ergue uma sombrancelha, e dessa vez eu dou risada.

— Acredita mesmo nesses boatos senhorita Paliwal? — as mentiras rolam soltas por aquela  escola de merda.

— Talvez — ela da de ombros — O senhor nunca desmentiu.

Nossos olhares se cruzam fazendo uma corrente elétrica percorrer por meu corpo, como se apenas ela tivesse esse poder.

— Pois saiba, que eu nunca trouxe minhas alunas para transar aqui — seus lábios formam um sorrisinho de lado — Nem em outro lugar — nego com a cabeça — A não ser que você queira ser a primeira.

Ela pisca rapidamente com as bochechas coradas.

Envergonhada, é tão confiante mas fica sem graça com comentários bobos.

Afasto um passo de sua direção e em seguida tiro minha camiseta.

A garota engole seco, meus pelos quase se arrepiam quando seus olhos descem por meu corpo discaradamente

— Vista isso — jogo minha camiseta em suas mãos e ela assente.

— Tudo bem — suspira baixinho olhando em volta.

— Segunda porta a direita — ela concorda e vai em direção ao meu quarto.

Que merda Bailey, essa garota não deveria estar aqui, não quando você é uma má influência para ela.

Querido Amor Sombrio /:Shivley Histórias para pegar e não largar. Descubra agora