Quem deseja

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Maratona da night 2/5

Shivani Paliwal

— Ei ei nerd — Josh me para quando começo a me afastar do meu armário.

— O que foi? — giro meus calcanhares o olhando.

— Eu não entendo, pensei que estávamos bem — ele puxa os fios louros para trás.

— Não Josh, acha que nunca estivemos bem de verdade — suspiro e ele faz o mesmo.

— E porque não? — ele pergunta.

Troco os livros de mão e encaro o garoto á minha frente.

— Me deixou sozinha da última vez, você lembra? — ele se aproxima.

— Faz um mês Shiv — reviro os olhos — Fiquei conversando com Noah e acabei não indo te ver depois da aula, mas no outro dia tentei conversar e você simple....

— Para — o corto — Esse é o problema Josh, ou você está do meu lado ou do lado Noah, e sabe o que isso significa? — ele nega — Significa que se me deu o bolo para ficar de papo com o Noah está do lado dele, ou seja, pensa como todos os outros — o encaro por mais alguns segundos, ele não diz nada.

Então me afasto.

Gosto do Josh, queria realmente que a nossa relação estivesse boa mas não tem como quando ele prefere papear com Noah.

Por mais que no passado eu já tenha tido uma leve quedinha por ele.

[🖤]

— É simples, apenas façam um relatório sobre a cena do crime que aparece no documentário — May escreve no quadro enquanto fala — Mesmo que eu ache que seja quase impossível vocês fazerem um trabalho digno.

Ele sussurra mas por eu estar em uma das primeiras cadeiras e prestando bastante atenção acabo escutando.

— O senhor acha isso mesmo professor? — digo um pouco alto para chamar sua atenção.

— Que audição senhorita Paliwal — ele diz sem me olhar, continuando com as anotações no quadro.

— O que ele acha? — a garota dos cabelos cacheados que se transferiu para nossa sala depois do recesso pergunta.

Não para mim, mas respondo mesmo assim.

— Que somos incapazes de fazer um bom trabalho — digo com um pouco de preguiça e ajeito meus óculos.

Eu até que me garanto, porém o resto desse povo não sei não.

— O senhor acha isso professor? — ela pergunta agora para ele.

— Sim senhorita Gabrielly — ele se vira encarando a turma de no mínimo vinte alunos, a garota está em uma das últimas cadeiras — Até que claro, me provem o contrário.

Ele dá de ombros fazendo a volta na mesa, e em seguida se recosta na mesma.

— Vai ser em dupla — ele continua, todos começam a falar sem parar — Sou eu quem vou escolher — seu tom é autoritário e confiante, todos se calam com cara de decepcionados.

Termino minhas anotações e fecho meu caderno.

May começa a analisar a chamada e a formar duplas, mas eu já sabia bem onde ele queria chegar.

— Merda — Noah que está um pouco mais atrás de mim resmunga.

Seríamos uma dupla.

Mas ele fica quieto, não tem peito o suficiente para confrotar Bailey e pedir que mude sua dupla.

— Liberados — ele diz cinco segundos antes do sinal tocar e praticamente estourar meus ouvidos.

Nem me movimento, apenas observo todos saírem pois sei que meu professor me pedira para ficar.

— Paliwal? — ele me procura com o olhar até encontrar — Você fica.

Assinto.

Depois de demorados três minutos a sala fica vazia, May fecha a porta e joga a folha de chamada em sua mesa.

— Eles ainda estão te tratando com indiferença? — pergunta.

— Sim, eles ainda estão — suspiro empurrando a cadeira para trás e me levantando.

— E sua mãe? — ando na direção da sua mesa enquanto ele me observa.

— Ainda tenho uma? — ironizo e escuto sua risada — Esse tal de trabalho, foi só para eu me aproximar do Noah, não foi? — pergunto.

Ele me analisa, seu olhar passa por minhas pernas, saia e quando chega em meu rosto faz um arrepio frio subir por minha nuca.

— Talvez — ergo uma sobrancelha com sua fala — Sei que é inteligente o suficiente para já ter sacado o jogo — eu sorrio e concordo — Então faz seu charme, descubra porque ele te odeia e por fim o faça retirar as acusações do seu depoimento.

Me sento em sua mesa que é um pouco maior que a minha enquanto o escuto falar.

— Já que não tem outro jeito — dou de ombros — Vou conseguir o que preciso para me livrar daquele Inspetor mala.

Reviro os olhos quando me lembro de Jorge e seu jeito cínico.

— Tenho certeza que vai — Bailey se aproxima com as mãos no bolso da calça, chega mais perto e fica entre minhas pernas — Mas tenta não se humilhar aos pés dele sabe?

— Do Noah? — pergunto e ele assente, rio um pouco alto — Nunca — me recomponho olhando seu rosto — No máximo alguns beijinhos.

Brinco e vejo su feição mudar completamente.

Estremeço ao sentir seu toque em minhas coxas a mostra pela saia curta.

— Você não está nem louca — ele sussurra pertinho do meu ouvindo.

Me fazendo sentir seu perfume que me deixa ainda mais quente.

— Eu acho que sempre fui louca — brinco mais uma vez e ele nega, sem abrir nem um tipo de sorriso.

— Eu estava pesquisando mais sobre o que aconteceu com Nour — ele começa novamente — E descobri algumas coisas.

— Que tipo de coisa? — passo minhas mãos por seu peitoral coberto pela camisa social preta.

— Ainda não vou te falar, mas talvez seja um novo suspeito.

Eu fico confusa, mas não deixo de sorrir.

— Está brincando? — eu olho em seus olhos e ele nega, sorrio ainda mais.

— Apenas faça o que precisa ser feito com o Noah e do resto em vou cuidar — eu sorrio concordando.

Bay me observa por alguns segundos e coloca uma mecha do meu cabelo para trás do meu ombro, em seguida me passa um papel.

— Vai precisar disso — ele diz baixinho me encarando.

Seus olhos correm por meus óculos e ele abre um sorrisinho cafajeste de lado.

Escutamos uma batida na porta.

Suspiro.

Bailey me tira de sua mesa e em seguida vou para o meu lugar, não me importo muito com quem seja.

— Você é o professor Bailey May? — uma voz feminina pergunta assim que ele abre a porta.

— Quem deseja — Bay pergunta fazendo charme e eu reviro os olhos.

— O senhor Beauchamp quer te ver — a outra voz diz e sei que já é adulta pelo tom retórico que usa.

— Tudo bem — ele diz e logo depois fecha a porta, se virando e me olhando — Que foi? — ele pergunta erguendo a sobrancelha.

Cruzo os braços.

— Quem deseja — imito seu jeito de falar.

Nos encaramos e em seguida rimos.

Como dois bobos.

//💜

Querido Amor Sombrio /:Shivley Histórias para pegar e não largar. Descubra agora