(Adelaide)
Fui a primeira pessoa a perceber que Blume-Liebe não se encontrava no quarto desde de manhã, tinha acordado antes do entardecer e fiquei esperando, depois comecei a procurar por ela até que encontrei Filhos de Erebus patrulhando o campus e expliquei o que estava fazendo. Um deles, o que parecia ser o líder e se apresentou como Quadir Lay, veio me fazer perguntas acerca do sumiço de minha colega de quarto.
Havia algo errado e eu sabia muito bem disso, mas como explicar para os vampiros sobre minhas habilidades? Coisas que meus pais nunca entenderam e ainda me repudiaram?
"Esquisita"
"Monstro"
"Você não é nossa filha! Deve ter sido trocada na maternidade!"
"Ela deve estar possuída por um demônio!"
"Suma daqui, esquisita!!!"
Mas apesar de todas as minhas experiências passadas, acabei sentindo que podia me abrir com eles e contei sobre minhas premonições e sensações. Acabei por ir para a sala da Profetiza da Morada da Noite enquanto esperava por notícias de Blume.
Estava caindo de sono na divã branco da profetiza Aphrodite até que ela apareceu, tinha os cabelos loiros mais belos do mundo, longos fios que pareciam seda esvoaçante ao redor da mulher que parecia a personificação da deusa do amor da mitologia grega.
Ela estava acompanhada de um guerreiro também, que se apresentou como Darius e era seu protetor. Havia muita coisa sobre os vampiros que ainda desconhecia, mas uma delas que eu tinha certeza era que a profetiza não era vampira, mas sua aura era especial de algum jeito.
– Olá, Adelaide certo?
– Sim
– Você falou para alguns vampiros sobre suas ... sensações?
– É difícil de explicar – Entrelaço os dedos das mãos e miro os nós – Era algo que eu tinha desde pequena, como se algo dentro de mim fosse revelado, não exatamente uma voz, entende?
– Vagamente. Pode ser mais explicativa?
– Uma vez eu estava na praia com meus pais, foi quando a primeira vez aconteceu. Eu deveria ter uns oito anos e estava indo para o fundo, os adultos não perceberam e me sentia corajosa naquele dia. Então uma onda me bateu com força, me jogando para trás. Mas o que eu senti contra meu corpo não foi o golpe da água, mas como se a boca de um tubarão tivesse me mordido do ombro e parte de baixo das costelas. Uma mordida forte. Quando percebi tinha nadado para o raso e saído do mar aos choros ... E cinco minutos depois alguém foi atacado por um tubarão ...
– Você experimenta essas sensações em seu corpo? – Darius perguntou.
A sala que estávamos era espaçosa e bem iluminada, mais do que qualquer outro lugar da Morada da Noite. Com uma bela divã que estava sentada, uma mesa de escritório e livros em prateleiras impecáveis. Havia também um tapete que parecia muito caro, quadros de natureza morta e outros tantos objetos ainda mais belos. O vampiro se encontrava sentado numa cadeira que combinava com a divã, ao lado da parede e ele parecia estar confortável e relaxado no meio do ambiente decorado pela profetiza, apesar dos olhos alertas e preocupados.
– As vezes sim – Respondo – Outras vezes são mais sensações mentais que não tem como explicar direito. Quando acordei senti que Blume não estava lá há horas. Senti que isso era verdade e fiquei esperando, como ela não voltou comecei a sentir de novo e segui essa intuição até encontrar os Filhos de Erebus
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Perdoada
FanfictionBlume-Liebe não teve uma família muito amorosa, perdeu seu único parente que a amava e para completar sua vida, foi Marcada pelo rastreador Erik Night no dia do velório de seu querido avô. Agora tudo mudou e ela se viu na Morada da Noite de Tulsa, c...
