trinta e sete.

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Sexta-feira. 01:07 AM.

                                 • Tainá •

Baile tava maneirin, Larissa tinha dançado com a Bianca e tava até agora com ela. Menina pegou amizade fácil com a maluca, namoral.

Sabia que tinha vários filha da puta olhando a minha branca, ainda mais que a mulher tava toda gostosa com aquele vestido vermelho dela. Nem fiz nada não, só fiquei olhando ela dançar enquanto fumava um.

Garota dança bem pra caralho também.

Tava só torrando o prensadin quando ela voltou pro lugar que eu tava, Larissa tava cansadona. Deu pra ver só olhando, alá.

Lara: Tô morta... — Respirou fundo, bebendo um vinho lá.

São Braz, garota disse que é viciada nisso. Só banquei mermo.

Tainá: Baile só acaba de manhã. — Tomei um gole do Bourbon, ela concordou.

Lara: Veio uns d-dois meninos falarem comigo enquanto... Enquanto eu tava com a Bianca. — Continuou bebendo.

Aí que eu não entendi legal mermo.

Tainá: Os ladrão lançou o vulgo, dona? — Larissa concordou. — Fala aí.

Lara: Um era... Era Haridade... E o outro Pedrin, uma coisa assim.

Fechei a cara na hora, alá!

Tainá: Se esses menor chegar com as neurose pra cima de tu, nem dá ideia, tá ligada? Vão te propor ménage e os carai.

Ela ficou me olhando toda desentendida, mas num demorou pra concordar com o quê eu disse. Fiquei só encarando a garota de volta, Larissa tava toda lindona com aquela cara de cansada pô.

Tainá: Se alguém te incomodar tu me avisa. — Peguei o baseado que tava no bolso e acendi, logo coloquei na boca.

Lara murmurou um sim e deitou a cabeça no meu ombro, olhei pra ela por um tempo mas acabou que nem falei nada.

Lara: Tainá? — Olhei pra ela, soltando a fumaça antes. — V-Vai ficar brava comigo se eu disser que... Que tô cansada?

Alá, garota tem medo de mim mermo.

Tainá: Vou não ruivinha. — Puxei devagarinho, segurando um pouco. Soltei logo depois. — Bora que eu te deixo num canto meu.

Baile tava legalzin de curtir pô, pena que a patricinha tava de pomba-rolô comigo e quis meter o pé cedo. Mas dava em nada.

A garota levantou primeiro e já fui agarrando a mão da Larissa pra ela não sumir, o que não falta é os irmão atrás de mulher, bando de maluco pô.

Andamos pra caralho pra nós duas conseguir sair da muvuca, mas no final deu bom. Ainda mais que o caminho tava livre pra onde a gente tava indo.

Segurei ela pela cintura e fui entrando no beco da sete, quase não tinha casa ali e tava escuro pra caralho. Corria pra cá quando dava merda.

Abri a porta do barraco entrando na pressa, ia tomar um banho e ia trabalhar até de manhã. Plantão de geral tava corrido, os verme querendo invadir ia foder pro nosso lado.

𝐓𝐑𝐎𝐏𝐀 𝐃𝐄 𝐄𝐋𝐈𝐓𝐄 - 𝗍𝖺𝗂𝗅𝖺𝗋𝖺 𝖾 𝗍𝖺𝗂𝗇𝖺𝖼𝗍𝗈𝗋.Onde histórias criam vida. Descubra agora