Domingo. 22:17 PM.
• Coringa •
Não fiquei por muito tempo no abraço com a Tainá, ainda mais quando comecei a sentir a respiração da mulher toda desregulada e ofegante contra o meu peito. Fiquei sem entender nada.
Encarei ela serinho só sentindo seu nervosismo, sem desviar do olhos dela mermo. Tava uns cinco metros de distância de mim, por aí.
Continuei na minha, tava ciente que a mulher num tava bem das ideia e se eu falasse ia foder mais ainda as parada. É o momento dela pô, jeito é deixar ela quieta, na dela.
Ainda tava observando a Tainá no silêncio, e nem vou negar não, tô todo preocupado com essa nega. Só piorou tudo quando ela sentou, colocando a mão no rosto.
Agonia do caralho ver ela desse jeito. Ainda mais ela que é toda porra louca.
Me afastei mais um pouco e sai da sala, fui até a cozinha pegar água pra ela. Tainá tava mal pra caralho, e namoral mermo? Não tinha idéia do que fazer.
Tempo depois eu sentei do lado da moreninha no sofá e entreguei o copo na mão dela. Dava pra ver os punho tudo machucado por conta dos soco que ela deu num vilão aí.
Ela me encarava ainda segurando o copo de vidro, aproveitei que tinha uma bandagem apoiado no rack da tv e peguei. Ia cuidar dessa parada na mão dela já que o sangue seco nos machucado ia fazer mó estrago.
Peguei a visão que a mulher tinha lavado sozinha, nem era muito que tava grudado por isso deu a entender que tinha sido só ela. E as duas mãos fudida das idéia é o que fode mermo nessas horas.
Coringa: Toma tua água aí, nega. — Falei namoral, comecei a passar álcool também.
Casa de bandido é o que não falta pô, ainda mais pra cuidar de machucado fudido. Nem sempre tem como ir nos postin. O proceder vira outro quando é só tu por tu.
E caralho, ela sempre tava na dela.
Olhei a Tainá deitando no sofá devagarinho enquanto eu fazia aquilo, com a mão que eu num tava mexendo ela segurava o copo quase vazio. Fui passando a faixa devagarinho, sem ir na intenção de machucar, depois fiz a mesma parada com a esquerda.
Sou ciente que ao mesmo tempo que ela é posturada, é toda porra louca das idéia. E os machucado no corpo é evidência dos ataque de pânico que a mulher tem. Foda
Coringa: Tu quer ir lá no pagode comer um lanche, Costa? Se num quiser eu mando uns vapor trazer aí. — Terminei de enfaixar. Coloquei as parada em cima da mesa e a Tainá me entregou o copo vazio.
Tainá: Bora... Bora lá. — Sussurrou arrumando a postura, concordei. Depois ajudei ela a levantar e nós foi devagarin até meu quarto.
Coringa: Quer que eu pegue uma roupa pra tu, pô? Aí tu já vai tomando banho. Me arrumo lá em baixo. — Cruzei os braços assim que ela deu a volta na cama, me apoiei na porta.
Tainá: Tá me tratando que nem... Que nem criança por quê, Augusto? — Falou baixo com um sorrisin de lado.
Sorrisinho filho da puta pra caralho, sou amarradão nesse.
Coringa: Cuidando de tu só, nega. — Ela riu fraquin. — Mas aí pô, quer?
Ela assentiu com a cabeça, joguei uma toalha pra mulher e a Tainá já foi indo pro banheiro.
[...]
Eu tava pronto à uma cota e agora só na espera dela mermo. Num sei por quanto tempo eu permaneci sentado arrumando os cano que tava sujo de sangue, mas foi o tempo certin pra mulher sair do banheiro.
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𝐓𝐑𝐎𝐏𝐀 𝐃𝐄 𝐄𝐋𝐈𝐓𝐄 - 𝗍𝖺𝗂𝗅𝖺𝗋𝖺 𝖾 𝗍𝖺𝗂𝗇𝖺𝖼𝗍𝗈𝗋.
FanfictionOnde a traficante mais procurada do Brasil fica indecisa amorosamente entre duas pessoas. Sejam bem vindos a vida de Tainá Costa. 𝗫 Assim que finalizado, todos os capítulos serão reescritos e organizados novamente num novo livro que será publicado...
