35

2K 180 20
                                        

Lucien.

Parte da mansão havia sido reformada, claro que a maior parte foi feita por meio de mágica. Lucien não queria que Elain se cansasse tanto, então após o almoço/jantar deles o macho a levou para o quarto, onde deitou-se junto a ela insistindo para que ela dormisse.

Apenas depois de ter prometido que cuidariam do jardim no dia seguinte, Elain adormeceu em seus braços. O macho fazia tranças nos cabelos dela, como sua mãe o tinha ensinado.

Enquanto Elain estava adormecida, Lucien pensava em Tamlin. Lembrava de todas as coisas que passaram juntos, dos treinos ou das vezes que beberam até cair. Lucien sentiria falta dos bons momentos, mas trataria de deixar seu melhor amigo vivo em suas memórias.

- Bom dia - Elain murmurou ao despertar. Lucien sorriu de pé ao lado da cama, o macho comia uma maçã verde.

Já havia se levantado há tempos, a fim de ir a vila contar sobre a morte de Tamlin e solicitar ajuda da população para reconstruir a mansão e conhecerem a Grã senhora.

— Bom dia flor do dia. — o macho apontou para o lado dele na cama, havia um prato de manjar e suco de manga que ele mesmo havia feito.

— Coma. Temos um longo dia. A corte inteira vem conhecer você ao meio-dia . — continuou enquanto Elain sentava na cama.

— A corte inteira? Pela mãe! O que vou fazer? Tem comida o suficiente para eles? — a fêmea disparou as questões se levantando, ela estava nua e pareceu perceber apenas quando o olhar de Lucien recaiu entre suas pernas.

Seu pau tornou-se rígido em sua calça e um sorriso cresceu em seus lábios. Pensava em se afundar em Elain agora mesmo.

— Pare de olhar para mim assim. Temos coisas para fazer, tanto para arrumar. Como vou me vestir? O que vou dizer? Como faço isso. Me ajuda — a fêmea estava eufórica, Lucien parou de pensar nas maneiras de fode-la, ou ao menos tentou. Ele se aproximou, pousando as duas mãos nos ombros tensos de Elain.

— Acalme-se. Primeiro coma, depois vista aquele vestido lindo cor de rosa e coloque flores no cabelo.

— Mas eu me visto assim quase todos os dias.

— Eu sei. E por isso estou dizendo para que seja assim. Se vista como sempre, seja você mesma essa corte vai te amar, Elain — a fêmea assentiu, sentando-se automaticamente para tomar seu café.

Lucien assistiu Elain comer devagar. Enquanto admirava sua beleza, a fêmea tinha a capacidade de ajoelhar reis se desejasse.

— Venha, sua surpresa chegou — puxou Elain pelo braço, a fêmea havia se vestido de maneira habitual e Lucien refez as tranças que havia feito na noite anterior. Elain sorria agora sendo levada por ele.

O sorriso dela era a melhor coisa para Lucien, sentia em seu coração que poderia passar horas observando e não se cansaria. No jardim, um tanto quanto bagunçado surgiu as duas meio espectros.

— Nuala! Cerridwen! — Elain gritou e correu para abraçar as amigas. Ao lado dele, Gwyneth atravessou, seguida por Azriel, Morrigan e uma ilyriana chamada Emerie. Essa era amiga de Gwyneth.

— Oi pai. Sinto muito pela sua perda, como está? — a fêmea se aproximou abraçando-o receosa, mas Lucien a esmagou em seus braços.

— Na medida do possível, bem — um leve grunhido escapou dos lábios do Encantador das sombras, Lucien arqueou uma sobrancelha. — Se veio rosnar feito um cachorro, volte para seu dono. Eu sou pai dela, imbecil.

As sobrancelhas de Gwyneth se ergueram em surpresa, mas Lucien sorriu para o Encantador das Sombras. O macho retribuiu o sorriso, Lucien tinha consciência que Gwyneth havia aceitado a parceria, e Azriel estava sendo movido pelo instinto.

Corte de laços e salvação. (Concluida)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora