Os corredores pareciam infinitos, eram várias viradas, paredes e mais paredes. Pelo menos, só havia uma direção então não precisavam se preocupar em se perder. L4 virou mais uma vez, evitando pensar em L3. Ele balançou a cabeça, não era tempo nem momento.
E35 conseguia manter ao seu lado sem nenhum problema, apesar de alguns suspiros cansados que emitia. Aquele local o fazia lembrar de anos atrás quando foram atacar uma indústria de Imperatore, onde ele criava a maioria dos Lampírios. Era tudo um sistema, eles conseguiram destruir aquele local, mas sabia que Imperatore provavelmente havia construído outros, não importava o que faziam parecia que ele sempre estava na frente.
A criação dos Lampírios era realmente interessante, cada um deles criados a partir do escuro. A indústria estava também localizada em um bunker, com várias paredes e corredores daquele estilo, davam todos para uma grande sala. Havia uma máquina cilíndrica, no centro, gigantesca que estendia até o teto. No meio havia o nada, um buraco preto, como um líquido que se movimentava. Lampírios saíram a partir daquele líquido, com forma, se tornando novos soldados de Imperatore.
L4 sabia que não era facil cria-los, e que com a explosão havia retardado um pouco a produção, mas Imperatore havia crescido em números novamente, e não havia muito que poderiam fazer para para-lo.
Eles viraram mais uma vez, sempre com cuidado no caso de encontrar alguém. L4 sentia os músculos um pouco cansados pelo exercício que havia feito, mas sabia que logo esse sentimento passaria.
Nesse corredor havia dois guardas, do lado de fora, fumando um cigarro. Ao lado deles havia uma porta de metal. Ele nunca entendeu a fixação dos humanos por cigarros. Não é como se eles fizessem mal, mas a maioria trazia um transe, alucinações, sentimentos, todos bons, em favor ao o que a pessoa deseja, mas para que viver em vidas paralelas se eles já tinham a própria vida para viver, uma que não dava muito espaço para utopias.
— Se for uma sala de controles — disse a Engenheira, em voz baixa — Quando entrarem vão saber do Pi14.
O rapaz acenou com a cabeça. Não poderia deixá-los escapar, ou entrar dentro da sala. Ele se virou novamente para olhar e já era muito tarde, um dos guardas havia guardado o cigarro e entrado na sala. Ele pisou firme no corredor e começou a correr, sabia que seu objeto não funcionaria contra humanos, então usou o corpo, jogando o guarda contra a parede. Ele perdeu o equilíbrio caindo de joelhos, L4 girou pegando seu pescoço em um triângulo. O homem arfou, buscando por ar, o que demorou apenas uns segundos.
L4 soltou e o rapaz caiu de frente, inconsciente. E35 havia atirado algumas vezes, acertando o segundo com um tiro no peito. Mas já era muito tarde e a luz do corredor começou a piscar, junto com um barulho. L4 arrastou o corpo do segundo homem para o corredor e entrou na sala. O painel era gigantesco, com várias câmeras e alguns cabos enrolados. Ele procurou uma pessoa em específico.
L3 havia acabado de abrir uma das salas, e conversava com Alice DeLuca. Pi14 abria a sala do meio, com um pouco de dificuldade. Eles aguardaram esperando algum problema. A Engenheira se sentou na cadeira, começando a digitar algumas coisas.
— O que você está fazendo?
— Tentando excluir as gravações — respondeu E35 — Claro que Imperatore vai saber que fomos nós, mas talvez podemos diminuir um pouco a quantidade de informações.
O rapaz confirmou com a cabeça. Observando uma das telas que passavam gravações anteriores. Seu sangue esquentou, lá estava ES9 praticamente todos os dias, o cabelo loiro passando pelos corredores, sem nem um pouco de culpa. Uma coisa era clara, se o rapaz ia todos os dias visitar, só podia dizer que ES8 também estava ali.
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A Última Vida
Science FictionEm um mundo futurístico os países se destruíram em caos. A única maneira foi juntar todos os sobreviventes em um novo e único país, liderado agora por apenas uma pessoa, Imperatore. O que ninguém sabe é que esse líder foi o responsável por todos os...
