— Ok, deveria existir uma pequena entrada nessa sala — disse a voz de P50, em seu ouvido.
Pi14 foi mais rápido, ajoelhando no chão enquanto ele checava o corredor. O garoto pegou as ferramentas que carregavam consigo, e começou a soltar a grade que dava caminho para a tubulação do prédio. L4 tentava não se preocupar mas algo na voz de P50 dizia que ele havia passado por alguns momentos.
Ele havia pedido por ajuda a alguns momentos atrás e E35 tinha respondido rapidamente que estava perto dele, mas como não houve resposta, todos ficaram assustados. Era bom ouvi-lo, mesmo sua voz estando mais fraca que o normal.
O Piloto soltou a passagem, já entrando. L4 o seguiu, fechando a grade da melhor maneira que conseguia. Ser alto naquele momento não era nenhuma vantagem, seus movimentos estavam totalmente contabilizados. Precisava se arrastar como uma cobra por dentro dos tubos, Pi14 ficando na frente, se arrastando mais rápido que ele.
L4 tinha uma pequena tela amarrada no antebraço, ele checou o caminho que P50 havia mandado, precisavam se mover só mais um pouco para chegar na sala. Pelo que E35 observou, não precisavam se preocupar com o alarme se entrassem por outro lugar que não fosse a porta. Ele respirou fundo, esperava que fosse assim. Aquele andar parecia ter apenas a sala dos Lampírios, por isso precisavam ir pelo andar de cima, e descer pela tubulação.
— Aqui é um forno — reclamou Pi14.
L4 limpou o suor da testa, realmente era um dos lugares mais quentes que havia entrado. O que não facilitava sua passagem pelos tubos, fazendo sua blusa grudar no metal e o suor entrar nos seus olhos.
— Pelo visto, os Lampírios não se preocupam muito com a temperatura ambiente.
Não conseguia ver o Piloto, mas escutou uma risada baixa. Eles continuavam o caminho, P50 não falava mais nada, o que significava que havia perdido o sinal com ele dentro da tubulação, tinha certeza daquilo porque P50 não era do tipo de se silenciar do nada.
— Pela esquerda — ordenou L4, olhando para sua tela.
Pi14 seguiu caminho, chegando ao final da tubulação. Ele se espremeu contra a grade, soltando um grande suspiro de surpresa. Adrenalina subiu no seu corpo, estava feliz de finalmente acertar o lugar, e pela expressão do Piloto aquele tinha que ser o lugar. Ele puxou as ferramentas novamente, começando a abrir devagar.
L4 segurou sua vontade de apressá-lo, certeza que soltava a grade com a maior rapidez que conseguia, mas aquele calor era tanto que não conseguia ficar lá por muito mais tempo. Afastou o suor do rosto novamente, criando uma poça embaixo de si. Ele ouviu um barulho e Pi14 começou a descer, ele o seguiu. Estavam mais alto do que imaginava, mas não havia nada que um rolamento não resolvia.
Ele se levantou, sentindo a blusa colada ao seu corpo. Pi14 ficou ao seu lado. Nenhum dos dois piscavam, olhando para a máquina como se estivessem hipnotizados, e talvez realmente estavam. Não era a primeira vez que L4 admirava um criador dos Lampírios mas ainda assim não deixava de ser impressionante.
A máquina tinha metros de altura, e era composta totalmente por vidros, fechando todos os lados. Do lado de fora, no meio da estrutura, havia uma pequena tela, emanando um amarelo claro na cor dos Lampírios, era um compartimento, e a luz surgia a partir de uma pedra. Porém o que realmente chamava a atenção era o "nada" que se encontrava no meio da máquina. Era simplesmente escuro, como um portal preto, onde os Lampírios deveriam passar.
L4 não esperou mais e puxou a mochila, feliz por não ter explodido as suas costas. Pi14 por ser sua primeira vez, continuava olhando sem acreditar para o buraco preto flutuante. Ele chegou mais perto, posicionando a mão no vidro.
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A Última Vida
Ficțiune științifico-fantasticăEm um mundo futurístico os países se destruíram em caos. A única maneira foi juntar todos os sobreviventes em um novo e único país, liderado agora por apenas uma pessoa, Imperatore. O que ninguém sabe é que esse líder foi o responsável por todos os...
