Capítulo 14 - Assuma a responsabilidade pelos seus erros.

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L3 trocava de roupa, repassando o plano pela décima vez na sua cabeça, arrumando-se para a missão. Era certo que não precisavam matar George, mas não parava de pensar o quão importante seria se o fizessem. Teriam seguranças e Lampírios para lutar, mas gostava de pensar que mesmo assim conseguiria acabar com ele.

George Huff possuía um histórico de morte na carreira, já fora acusado de inúmeros assassinatos, mas nunca condenado já que tudo que fazia era apoiado por Imperatore. Se retirassem o principal porta voz de Imperatore faria com que o próprio, fosse obrigado a aparecer mais.

Botou as pílulas, o objeto prata e algo que estava trabalhando, no bolso e partiu para a sala de reuniões. Reconhecia que seria perigoso para os outros ficarem sozinhos com o espião, teria que usar os quinze minutos com sabedoria. Em seus pensamentos também encontrava L4, ele tinha apenas uma vida, talvez não devesse arriscar tanto.

A sala estava lotada, pela primeira vez desde a sua chegada. M10 e E35 estavam em um canto conversando baixinho, ES9 encostado em uma pilastra, deu uma piscadela quando a garota passou. PI14 olhava para as mãos, as luvas penduradas na sua cintura. P50 mexia em seu computador e L4 conferia as armas em uma caixa no fundo da sala.

— Ok! Todos estão aqui — disse P50, chamando a atenção ao notar L3.

O lugar entrou em completo silêncio, todos se aproximaram da mesa, curiosos sobre o que se tratava tudo aquilo. P50 olhou para L3, esperando que ela tomasse a dianteira.

— Bem... Desde que o processo de Escolha terminou, não temos muito tempo para pensar e planejar, como anteriormente. Então decidimos ir atrás de um dos amigos do clube de Imperatore — disse L3, pausadamente, sentia-se desconfortável por tomar a fala.

O Programador clicou algumas vezes, botando a imagem do alvo em todas as telas da sala.

— George Huff — disse P50 — Creio que todos estão bem familiarizados com esse nome.

— E o que exatamente vocês pretendem fazer? — perguntou P14, confuso.

— Matá-lo — respondeu L3, com um sorriso.

Um silêncio ainda maior dominou a sala. Após algum tempo, que pareceu horas, ES9 decidiu quebrá-lo.

— Ótimo! Quando partimos? — perguntou, com um sorriso.

— Você não vai. É apenas eu e L3 — respondeu L4, sério.

— Sabe... Eu entendo o porquê de ir atrás desse cara, ele matou algum dos nossos e é um babaca, mas eu não sabia que a gente também estava tão animado assim em cometer suicídio — disse E35, sem respirar.

— Por que só vocês dois? Não seria melhor se os outros fossem também? — perguntou M10.

— Não vamos botar mais ninguém em risco — respondeu L4.

O olhar de M10 se encontrou com a de L3, a menina não estava satisfeita com a resposta, sabia que tinha algo a mais ali. L3 desviou o olhar, não gostava da ideia de ter que mentir para a garota.

— O plano não está aberto a sugestões, estamos saindo em cinco minutos — concluiu L3, tentando terminar com aquilo o mais rápido possível.

O barulho de conversa começou. L3 entendia a preocupação de todos e também esperava que quando tudo acabasse eles compreendessem o seu lado. ES9 tomou a dianteira, parando na sua frente.

— Olha, eu sou o Escudeiro de vocês — disse ele, em voz baixa — Eu posso ajudar.

— Eu sei, e eu aprecio sua vontade, mas você, como L4, só tem uma vida, não posso botar os dois no perigo, entende? — disse L3, botando a mão em seu ombro.

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