Capítulo 2

2K 121 16
                                        

Capítulo 2 – O Tempo da Travessia

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Capítulo 2 – O Tempo da Travessia

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
— Fernando Pessoa

Forks – Seis Anos Depois

Seis anos se passaram desde a adoção de Hope Andrea Cullen. Agora, a jovem híbrida havia atingido sua forma física definitiva: quinze anos de aparência, com a maturidade emocional de alguém por volta dos dezesseis. Embora conservasse sua vitalidade juvenil, em seu íntimo começava a compreender as responsabilidades e dores que o tempo, mesmo imóvel para ela, ainda impunha aos sentimentos.

Sua festa de aniversário marcava um ciclo importante — não apenas pelo simbolismo da idade, mas porque, como havia sido previsto por Carlisle, seu processo de crescimento acelerado estava prestes a cessar por completo.

Lembranças: Europa, Itália — Festa de 15 Anos

Hope estava sendo arrumada com o cuidado e o exagero característicos de sua tia Alice, que insistia em deixá-la perfeita para o grande evento. Enquanto isso, Rosalie, sempre atenta, ajustava o penteado da filha com mãos firmes.

— Fique quieta, querida, ou o penteado vai desmanchar — advertiu Rosalie, ao notar a inquietação da garota.

— Mãe, está me machucando... E, tia Alice, dá pra parar com esse pincel? — reclamou Hope, tentando escapar da maquiagem.

— Se continuar se mexendo, não termino nunca — respondeu Alice, paciente, enquanto aplicava sombra nos olhos da sobrinha. — Agora, feche os olhos. Isso, assim.

Hope suspirou, resignada.

Horas depois, a festa já acontecia. A música preenchia o salão. Hope, embora esgotada de tanto ser gentil, mantinha um sorriso educado para cada novo convidado.

— Muito obrigada. Fiquem à vontade — dizia pela centésima vez, antes de virar-se para Edward, que observava tudo com um leve sorriso.

— Se eu tiver que dizer "obrigada, fique à vontade" mais uma vez, vou enlouquecer — murmurou para o tio.

— Gentileza é uma virtude, minha pequena — retrucou Edward, rindo ao ver a sobrancelha arqueada da sobrinha.

— Virtude ou tortura, depende do contexto — rebateu, cruzando os braços.

Logo chegou o momento da valsa. Hope dançou primeiro com Emmett, depois com Carlisle, em seguida com Jasper e, por fim, com Edward.

Enquanto dançavam sob a atenção dos convidados, o telepata a encarou, pensativo.

— Como está se sentindo? — perguntou, com o olhar atento.

— Achei que soubesse. Você não é o leitor de mentes? — disse Hope, com o tom sarcástico que herdara de Rosalie.

O Pesadelo dos VoltursHistórias para pegar e não largar. Descubra agora