Capítulo 34

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Capítulo 34— Ecos de Sangue e Memória

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Capítulo 34— Ecos de Sangue e Memória

"Por mais que tentemos fugir, o sangue sempre nos chama de volta. E, com ele, vem o peso de tudo aquilo que deixamos para trás."

O celular vibrou insistentemente debaixo do travesseiro, despertando Hope de um sono inquieto. Com os olhos ainda pesados, ela o puxou para si e, ao ver o nome na tela, sentou-se de súbito na cama. Rosalie. Sua mãe.

A tela se apagou antes que pudesse reagir. Sem hesitar, desbloqueou o aparelho e retornou a ligação. Uma única mensagem apareceu: "Me encontre no seguinte endereço..."

Hope não pensou duas vezes. Jogou o cobertor para o lado, levantou-se com pressa e correu para o banheiro. Tomou um banho rápido, vestiu-se e desceu as escadas às pressas.

Dean foi o primeiro a cruzar seu caminho, os olhos desconfiados. Todos os demais que ali estavam notaram sua agitação, lançando perguntas que ela sequer ouviu. Dean, no entanto, não hesitou — pegou as chaves do Impala e a jaqueta pendurada na cadeira, pronto para acompanhá-la sem questionar.

— Minha mãe pediu para que eu a encontrasse aqui — sussurrou Hope, enquanto o GPS indicava o destino.

Dean manteve o olhar firme no horizonte, mesmo preocupado.

— Vai dar tudo certo, linda. Vamos. — E saiu do carro ao estacionar.

Hope o seguiu, ambos avançando até a porta da casa desconhecida. O coração dela batia acelerado, e cada passo era um peso no peito. Tiveram que bater, tocar a campainha — sem resposta. Dean preparava-se para arrombar, mas Hope o deteve com um sorriso discreto e um ajeitar de cabelos.

— Mãe? — chamou. Nenhum retorno.

— Hope. — Dean a alertou, apontando para o interior da casa.

Um som vindo da sala os colocou em alerta. Arma em punho, avançaram em silêncio até encontrarem um homem sentado confortavelmente, assistindo televisão.

Crawley. O rei do inferno. O sorriso cínico nos lábios só inflamou a fúria de Hope, que, com um movimento de mão, o arremessou contra a parede. A expressão dele se desfez ao sentir o impacto.

— Onde está minha mãe, Crawley? — a voz de Hope soou fria, implacável, enquanto o enforcava com magia.

— Em Forks, de onde nunca saiu — respondeu ele, arfando.

Ela o soltou com um gesto brusco, o corpo tremendo de raiva e confusão. Por que ele fingiria algo assim? O que ele queria?

— Precisamos conversar, Hope — insistiu Crawley, ajeitando-se no sofá com um copo de whisky.

Dean permaneceu sentado, silencioso, mas atento. Hope ocupou a poltrona à frente, os olhos estreitos.

— Desembucha, Crawley — disse Dean, impaciente.

O Pesadelo dos VoltursHistórias para pegar e não largar. Descubra agora