Classificação indicativa: +20
Há vinte anos, Lúcifer, o anjo caído, envolveu-se com uma mortal. Dessa união nasceram os gêmeos Hope e Jake: ela, a primeira Tribida da história, fruto de três espécies; ele, o herdeiro do Céu, dotado de luz e força an...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Capítulo 34— Ecos de Sangue e Memória
"Por mais que tentemos fugir, o sangue sempre nos chama de volta. E, com ele, vem o peso de tudo aquilo que deixamos para trás."
O celular vibrou insistentemente debaixo do travesseiro, despertando Hope de um sono inquieto. Com os olhos ainda pesados, ela o puxou para si e, ao ver o nome na tela, sentou-se de súbito na cama. Rosalie. Sua mãe.
A tela se apagou antes que pudesse reagir. Sem hesitar, desbloqueou o aparelho e retornou a ligação. Uma única mensagem apareceu: "Me encontre no seguinte endereço..."
Hope não pensou duas vezes. Jogou o cobertor para o lado, levantou-se com pressa e correu para o banheiro. Tomou um banho rápido, vestiu-se e desceu as escadas às pressas.
Dean foi o primeiro a cruzar seu caminho, os olhos desconfiados. Todos os demais que ali estavam notaram sua agitação, lançando perguntas que ela sequer ouviu. Dean, no entanto, não hesitou — pegou as chaves do Impala e a jaqueta pendurada na cadeira, pronto para acompanhá-la sem questionar.
— Minha mãe pediu para que eu a encontrasse aqui — sussurrou Hope, enquanto o GPS indicava o destino.
Dean manteve o olhar firme no horizonte, mesmo preocupado.
— Vai dar tudo certo, linda. Vamos. — E saiu do carro ao estacionar.
Hope o seguiu, ambos avançando até a porta da casa desconhecida. O coração dela batia acelerado, e cada passo era um peso no peito. Tiveram que bater, tocar a campainha — sem resposta. Dean preparava-se para arrombar, mas Hope o deteve com um sorriso discreto e um ajeitar de cabelos.
— Mãe? — chamou. Nenhum retorno.
— Hope. — Dean a alertou, apontando para o interior da casa.
Um som vindo da sala os colocou em alerta. Arma em punho, avançaram em silêncio até encontrarem um homem sentado confortavelmente, assistindo televisão.
Crawley. O rei do inferno. O sorriso cínico nos lábios só inflamou a fúria de Hope, que, com um movimento de mão, o arremessou contra a parede. A expressão dele se desfez ao sentir o impacto.
— Onde está minha mãe, Crawley? — a voz de Hope soou fria, implacável, enquanto o enforcava com magia.
— Em Forks, de onde nunca saiu — respondeu ele, arfando.
Ela o soltou com um gesto brusco, o corpo tremendo de raiva e confusão. Por que ele fingiria algo assim? O que ele queria?
— Precisamos conversar, Hope — insistiu Crawley, ajeitando-se no sofá com um copo de whisky.
Dean permaneceu sentado, silencioso, mas atento. Hope ocupou a poltrona à frente, os olhos estreitos.