Classificação indicativa: +20
Há vinte anos, Lúcifer, o anjo caído, envolveu-se com uma mortal. Dessa união nasceram os gêmeos Hope e Jake: ela, a primeira Tribida da história, fruto de três espécies; ele, o herdeiro do Céu, dotado de luz e força an...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Capítulo — "O Grito da Loba e o Silêncio dos Homens"
O silêncio pairava denso sobre a clareira quando Hope Cullen se destransformou diante da matilha, revelando-se em sua forma humana, nua, coberta apenas pela própria confiança recém-descoberta. Sua pele branca e perfeita refletia a luz pálida da lua, seus cabelos molhados caíam como uma cascata de cobre sobre os ombros, e seus olhos — antes de um dourado brilhante, agora voltavam a um azul tempestuoso — encaravam os presentes com uma firmeza que quase fazia esquecer sua condição de vulnerabilidade física.
Houve um breve momento de hesitação.
Jacob desviou o olhar, desconfortável. Sam ficou imóvel, surpreso, mas respeitoso. Dean... Dean não conseguia parar de olhar. Seus olhos percorreram o corpo dela sem culpa, como se ele não fosse capaz de esconder o fascínio que sentia por aquela mulher, que de algum modo parecia pertencer a algo muito maior do que todos ali. Mas ele também não era um canalha — e demonstrou isso ao se aproximar, removendo a própria jaqueta de couro e cobrindo os ombros de Hope, envolvendo-a por completo.
— Aqui. — disse, simplesmente.
Hope sustentou o olhar dele por um instante e sorriu com sinceridade. Um agradecimento silencioso.
— Destransformem-se. — ordenou ela, com a postura de quem havia nascido para liderar.
A matilha obedeceu sem questionamentos. Minutos depois, todos estavam novamente vestidos e reunidos diante da cabana de Billy Black. Hope havia se trocado também, agora vestia jeans escuros e uma camiseta justa. Ainda com a jaqueta de Dean.
— Então... sou uma Alfa? — perguntou, encarando Sam.
— Uma Alfa Suprema, pra ser exato. — respondeu o Winchester mais novo, assentindo com um leve sorriso.
— Legal. Mas, por enquanto, o comando pode continuar com você. — completou ela, num tom descontraído.
Paul sorriu ao ouvir isso, e Hope se voltou para ele, aproximando-se com um brilho nos olhos.
— Obrigada. Se não fosse por você, eu não teria conseguido. — murmurou, deixando um beijo leve na bochecha do rapaz.
— Você teria conseguido sim... — retrucou ele, sorrindo. — Só precisava de alguém te lembrando disso.
Dean observava tudo de longe, parado na beirada da varanda. Seus olhos não conseguiam se afastar dela — da maneira como ela sorria, como seus gestos naturais irradiavam poder. Para ele, Hope Cullen não era apenas sobrenatural. Ela era magnética.
Mais tarde, já próximos à cabana onde Paul morava, a conexão entre os dois havia ficado mais evidente. Quando Hope se transformou de volta, o corpo nu e exausto pela liberação de poder caiu diante dele. Ela apenas o encarou e deu de ombros, sem qualquer vergonha.
— Acho que preciso de um banho... e de uma roupa. — disse com um sorriso atrevido.
— Admito que a vista não é ruim. — respondeu Paul, devolvendo o olhar com uma pitada de malícia.