Capítulo 25

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Capítulo 25

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Capítulo 25

"O vidro se quebra. O coração acelera. A dor física é cruel, mas não há nada que se compare à dor de ver quem amamos ser arrancado de nós."

O som seco do vidro se estilhaçando preencheu o quarto com violência. Hope gritou. Um grito tão forte, tão visceral, que pareceu atravessar as paredes da casa de Bobby Singer e ecoar por toda a cidade. Sua mente estava em ruínas — invadida por imagens e vozes que não a deixavam respirar. Os gritos, os fragmentos de lembranças, o sangue, os olhos se apagando...

Seu corpo se contorcia contra o colchão, enquanto as lâmpadas piscavam e explodiam. As janelas se espatifaram, espalhando cacos por todo o chão. As unhas de Hope transformaram-se em garras, e seu corpo tremia com uma força que não parecia humana. A magia pulsava como uma tempestade viva dentro dela, querendo ser libertada, querendo destruir.

A porta do quarto foi escancarada. Dean entrou primeiro. Sem hesitar, jogou-se sobre ela, envolvendo seu corpo com os braços quentes, ainda que o corpo dela estivesse tão gelado quanto o toque da morte. Ela lutava. Gritava. Os olhos perdidos em um pesadelo acordado.

Logo depois, Sam surgiu, aproximando-se rapidamente e segurando o outro lado do corpo da jovem. Mesmo diante do perigo que ela representava naquele estado, nenhum dos dois recuou. Não houve medo. Houve apenas proteção.

Aos poucos, os gritos diminuíram. Os músculos relaxaram. Os olhos de Hope perderam o brilho maníaco. Dean sussurrava em seu ouvido, palavras calmas, repetitivas, como um canto de ninar em meio ao caos. Suas mãos deslizavam pelas costas dela, proporcionando uma âncora de realidade.

— Dean... — murmurou ela, em tom fraco.

— Estamos aqui... — disse Sam, já se afastando. — Vou buscar água.

— Dean... — repetiu ela.

— Eu tô aqui, bruxinha. Não vou te deixar — respondeu o caçador, baixo, firme.

Sentou-se ao lado da cama, sem largar a mão dela em momento algum. Sam voltou com um copo d'água, sentando-se diante de Hope, observando-a com preocupação. Bobby apareceu na porta, os olhos cansados e o rosto pálido ao ver o quarto devastado — vidros espalhados, lâmpadas queimadas, o cheiro de ozônio e magia no ar.

— Está tudo bem? — perguntou, apreensivo.

Hope forçou um sorriso.

— Me desculpe pelos vidros... e pelas lâmpadas.

Bobby balançou a cabeça, compreensivo.

— Isso é o de menos, querida. O que importa é você. Está bem?

Ela hesitou.

— Foi só... um pesadelo.

— Não foi só isso, Hope — interrompeu Sam, com olhar grave.

O Pesadelo dos VoltursHistórias para pegar e não largar. Descubra agora