Capítulo 37

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Capítulo 37 — Onde as Trevas Tocam a Alma

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Capítulo 37 — Onde as Trevas Tocam a Alma

"Todos carregamos sombras, mas cabe a nós decidir se permitiremos que elas nos dominem."

Assim que Hope atravessou a porta do antigo quarto, fechou-a com um comando mágico silencioso. O som do trinco ainda ressoava quando Castiel apareceu atrás dela, forçando passagem antes que a magia selasse por completo. Ele girou nos calcanhares e, com a expressão dura, fechou a porta novamente.

— Não ouse me virar as costas enquanto estou falando com você — ordenou ele com firmeza.

Hope revirou os olhos, cansada daquela mesma conversa.

— Não temos mais nada para discutir, Castiel — declarou ela, voltando-se para encará-lo de frente.

O olhar do anjo era de frustração, um traço que ele raramente deixava transparecer. Hope sabia que nunca teria o apoio dele para completar sua transformação em Tribida, por mais que o mundo estivesse à beira do colapso.

— Sempre há um outro caminho, Hope — insistiu ele, a voz impregnada de súplica.

— Não desta vez. Você sabia que esse momento chegaria, e chegou — rebateu ela. — Quanto mais deixarmos Lúcifer à solta na Terra, mais inocentes morrerão. Eu não posso viver com esse peso nas costas.

— Você está nervosa, não está pensando com clareza. Precisa se acalmar.

— Não me trate como uma criança — retrucou com rispidez. — O Castiel que ajudava os Winchester já teria tomado essa decisão há muito tempo. Você sabe que é o certo a fazer!

— Não é tão simples — murmurou ele, desviando o olhar.

— E por quê não seria? — inquiriu ela, firme.

— Porque não vai funcionar — revelou, encarando-a com um brilho de dor nos olhos.

— Por que não? — questionou, confusa.

— Porque você não está pronta — disse ele, cada palavra carregada de uma verdade que a feria mais do que qualquer lâmina.

O silêncio caiu pesado entre eles. Hope o encarava, o peito comprimido de raiva e tristeza. Ele sabia que tinha ultrapassado o limite, mas não recuou. Ela mordeu o lábio inferior, lutando contra o nó na garganta.

— Você não confia em mim... Assim como nunca confiou o bastante para me contar quem eu realmente sou, ou o quão poderosa posso ser — acusou ela, sentindo-se mais uma vez subestimada.

— Estamos falando de um poder que ninguém jamais controlou. E, queira ou não, você ainda é filha do seu pai.

Aquelas palavras foram o suficiente para que ela lhe desse as costas.

— Sai daqui.

— Hope... — tentou ele, dando um passo à frente.

— Eu disse: sai daqui. Não é sua escolha. — A voz dela foi fria, imperativa.

O Pesadelo dos VoltursHistórias para pegar e não largar. Descubra agora